O Buritis foi escolhido para ser contemplado com mais uma ação do projeto "Tempo de Plantar". No último mês de dezembro, voluntários foram até uma das nascentes do Córrego do Cercadinho onde realizaram o plantio de mudas nativas do Cerrado e da Mata Atlântica, doadas pela sociedade civil, sem qualquer apoio do poder público ou de empresas privadas.
A iniciativa busca manter os córregos vivos para gerações futuras e envolve a mobilização de voluntários e a comunidade para ações práticas de regeneração ambiental.
Coordenadora da ação, a ambientalista Carla Magna explica que o plantio tem dois atos importantes: se juntar a um movimento nacional que tenta parar o Brasil inteiro para plantar árvores e proteger a bacia hidrográfica dos Córregos Cercadinho e Ponte Queimada. "A nossa luta é pela flora, pela fauna e pelas águas".
No entanto, apesar de toda a dedicação à ação, Carla ressalta que o movimento não consegue fazer todo o reparo necessário ao meio-ambiente. O fundamental é preservar a natureza existente.
"Hoje, plantar mudas ou árvores pequenas no ritmo que cortam árvores como compensação ambiental é muito um ato de fé. Nós não plantamos árvores, plantamos mudas. É desproporcional. Uma muda de mata nativa para chegar a se tornar uma árvore demora 20 anos. Agora virou um marketing de empresas privadas e até do meio político dizer que está plantando e salvando o planeta. A realidade não é assim. Não podemos trocar árvores por mudas".
O Tempo de Plantar foi criado por intermédio do "Projeto Manuelzão", da UFMG, que visa a revitalização de córregos e a promoção de plantios de árvores em áreas urbanas.