Belo Horizonte, quinta-feira, 5 DE dezembro DE 2019
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RESPEITO À CULTURA INDÍGENA É TEMA DA FECIARTE 2019


         Dentre as ações do SEB UNIMASTER, um dos momentos mais importantes é a realização da FECIARTE. É durante a Feira de Ciência e Arte que os alunos têm a oportunidade de apresentar a familiares e a amigos os trabalhos desenvolvidos por eles em sala de aula. Já há alguns anos, a instituição definiu que os temas da UNESCO, sempre relacionados a aspectos relevantes para a humanidade, seriam utilizados em seus projetos. Em 2019, foi a vez de celebrar o "Ano Internacional das Línguas Indígenas". Apesar da complexidade do tema, os alunos, mais uma vez, esforçaram-se ao máximo e deram um verdadeiro show nas apresentações.

          O objetivo da UNESCO com o tema deste ano foi gerar a conscientização quanto à necessidade de preservar, vivificar e promover as línguas indígenas no mundo. No Unimaster, a partir da elaboração dos trabalhos, os alunos puderam compreender e respeitar mais a cultura indígena. Na educação infantil, por exemplo, foram apresentados projetos que abordaram o artesanato, a alimentação, os hábitos, os costumes, os jogos e as brincadeiras típicas dos índios. Além disso, houve a preocupação de cuidar da fauna e da flora. Até mesmo as sensações, como os sons das florestas, foram recriadas. "As crianças participaram com entusiasmo desde o começo do ano. Se envolveram muito e conheceram mais sobre o índio: sua alimentação, suas palavras, suas ferramentas, entre outras características. Foi muito interessante desenvolver o trabalho com elas", conta a professora do Jardim II, Júlia Tiemi.

            Mãe do aluno Luiz Felipe (07), Ariana Quintão ouvia com toda atenção cada palavra do filho, bem como a de seus professores e colegas. Para ela, projetos como a FECIARTE são fundamentais para o desenvolvimento da criança nos dias atuais. "Fundamental porque os alunos aprendem a respeitar todos os povos. O mundo precisa de mais respeito. Durante a semana toda, o Luiz se empenhou para apresentar o melhor trabalho. Estava engajado em fazer a decoração mais bonita, querendo saber mais sobre o tema. Acredito que a educação tem que mudar para esse sentido. Não pode ser só conteúdo em sala de aula".
 
            E Luiz Felipe mostrou que realmente estava interessado no assunto. Prova disso é que o que mais lhe chamou atenção, durante as pesquisas, foram as obras da conceituada pintora Tarsila do Amaral. "Os quadros dela são muito legais. O que mais gostei foi o Abaporu".
 
             Já os alunos que apresentaram seus trabalhos no ginásio abordaram a importância da medicina indígena para o mundo. Com o tema "Cura em evolução: da cultura indígena à medicina moderna", eles mostraram como as plantas e chás indígenas são utilizados para a melhoria da saúde. Alunos do 6º ano, Bruno Bello, Thomás Sotero e Diego Estevam explicaram os benefícios do chá de erva cidreira. "A cura por meio de ervas é muito saudável, não tem efeito colateral, tem cheiro bom, é mais barata e, por tudo isso, melhor. Vamos tomar chá, gente!”, eles explicavam e convidavam. 
           
A gerente de vendas Tatiana Bardavid escutava com toda atenção cada trabalho. Ela ficou impressionada com a qualidade das apresentações. "Os alunos falam com uma naturalidade impressionante. Mostraram senso crítico a respeito dos temas. Não é aquela coisa de decorar as frases como se via no passado. Eles estão de parabéns”.
 
Atração
 
            Além dos brilhantes trabalhos, a FECIARTE 2019 contou com uma atração para lá de especial. A fim de enfatizar ainda mais o tema, a diretoria convidou, para fazer uma apresentação na escola, o Grupo Folclórico Aruanda, um dos mais respeitados representantes da cultura popular do Brasil, que se destaca pela pesquisa, pela preservação e pela divulgação fiel de danças, músicas e folguedos tradicionais do país. 
 
           "A gente sempre está viajando, levamos nossa cultura para o mundo. O folclore é a nossa raiz. Tendo consciência do nosso folclore, sabemos exatamente quem somos. Não importa onde estivermos. E nada melhor do que fazer uma apresentação em uma escola, onde deve ser o berço do folclore", exalta o presidente do Grupo, Sérgio Cosse.
 
Sucesso
 
            Por tudo isso que mostramos, a avaliação da FECIARTE 2019 só poderia ser um sucesso! Eliane Veloso, diretora-geral do SEB Unimaster, fala sobre a importância da feira, enaltece a grande participação das famílias e, claro, o empenho dos alunos em apresentar bons trabalhos. "A feira é um importante momento de partilha de conhecimento e de aprendizagem significativa. Por meio dela, os alunos se tornam protagonistas do próprio aprendizado, desenvolvem habilidades de pesquisa, de investigação e de comunicação. Desse modo, a prática de estudo extrapola a sala de aula e proporciona a formação de cidadãos críticos, éticos e inteirados em relação ao contexto que os cerca. Além disso, é possível perceber que a feira, efetivamente, é um evento que reforça a importância da parceria entre família e escola, pois muitos pais comparecem e se engajam no desenvolvimento das atividades junto aos filhos. Além disso, percebem o quão importante é a participação deles na trajetória escolar dos alunos. Em geral, os trabalhos dos nossos estudantes melhoram a cada ano. Pode ter certeza que, para 2020, muita coisa boa vem por aí", garante Eliane, satisfeita com o resultado e certa de que o que está por vir será, assim como a Feciarte, um sucesso.
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