Belo Horizonte, segunda-feira, 6 DE julho DE 2020
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REABERTURA GRADUAL DO COMÉRCIO JÁ CAUSA IMPACTO NO BURITIS


          Mais de dois meses de preocupações, incertezas e angústia. Depois de 65 dias com as portas fechadas devido ao isolamento social, o comércio de Belo Horizonte, de forma gradativa, voltou a funcionar no último dia 25 de maio. A reabertura está sendo feita em etapas (até o momento foram duas) e o prefeito Alexandre Kalil (PSD) informou que a decisão de quais setores poderão funcionar vai depender, exclusivamente, do comportamento da população. Apesar de ainda distante do ideal, uma vez que setores como vestuário e de bares e restaurantes ainda permanecem proibidos de funcionar, a volta gradual do comércio já transformou a vida de muitos empresários do Buritis.

           Jéssica Teixeira é gerente da tradicional Cortinas Buritis (Professor Mário Werneck, 1956), que tem 23 anos de história no bairro. Seu segmento foi um dos que teve a permissão de abrir as portas no dia 25 de maio. Ela conta que este momento trouxe grande impacto à sua loja. Do dia para noite tiveram que aprender a trabalhar em home office. Um grande desafio, uma vez que os produtos que comercializam, as pessoas gostam de ver de perto, tocar, sentir o material.

            Contudo, foi possível desempenhar um bom trabalho mesmo à distância. O lado positivo foi que, com as pessoas ficando mais tempo em casa, começaram a observar melhor a situação interna do lugar onde moram, o que alavancou as vendas quando as portas foram reabertas. "Muita gente que estava fazendo home office percebeu que o sol batia na sala, no escritório e que era preciso colocar uma cortina. Isso foi muito bom".

            Assim como todos os demais segmentos, a volta ao trabalho foi com novidades na Cortinas Buritis. Medidas de segurança foram tomadas para proteger clientes e colaboradores. Além da limitação de pessoas, o intuito é fazer com que o cliente cada vez mais procure agendar a visita, na loja ainda há disponibilidade do álcool gel e máscaras. "Para os nossos montadores o cuidado é ainda maior. Até mesmo uma proteção de pés eles estão utilizando para visitar o imóvel".

            Ao que tudo indica ainda deveremos conviver por um longo tempo com a ameaça da doença. Esta situação faz com que a gerente acredite que a relação comércio/cliente deva se fortalecer ainda mais de agora em diante. "Em quase todas as atividades haverá uma tendência de um convívio menos físico. As relações presenciais serão em casos bem específicos. Será um desafio para todos, tanto clientes quanto comerciantes”, comenta Jéssica, que informa ainda que o setor de cortinas ainda inovou durante essa pandemia. "Foi lançada a Screen Guard, uma espécie de cortina transparente que serve como um escudo de proteção, garantindo assim maior tranquilidade ao funcionário e ao cliente".

            Outro setor que também teve a permissão de reabrir as portas no dia 25, e que tem grande força no Buritis, foi o de salões de beleza. Luciana Assis, sócia-proprietária da DL Beauty Salon (Avenida Professor Mário Werneck 1221), conta que a notícia da permissão do retorno às atividades foi recebida com muita alegria por toda a equipe do salão, mas também com o compromisso firmado em preservar as clientes tomando medidas de prevenção conforme orientação da OMS.

            “Somos uma empresa pequena. Não temos grandes reservas para manter o nosso negócio fechado e nossos profissionais dependem financeiramente dos serviços executados no salão. Por isso, nos organizamos para reduzir o número de pessoas dentro do estabelecimento e medidas de proteção para os clientes e profissionais. Nosso propósito está fortalecido pelo cuidado, bem estar e beleza de nossas clientes”.

            Também sócia-proprietária do salão, Dulcimar Assis diz que a expectativa em relação a esse momento delicado é que cada um faça a sua parte, para que juntos possamos fazer a diferença cuidando uns dos outros. ”Acreditamos que já houve mudança no comportamento. A empatia se tornou um sentimento de destaque na vida das pessoas, tornando nossa convivência mais tranquila e trazendo a possibilidade de trabalharmos com segurança”.

            Luciana também reforça essa visão de um “novo mundo” que teremos pela frente. “Enxergamos que os clientes estão atentos à essa nova versão do mundo, onde somos fornecedores de produtos e serviços embalados com o cuidado de satisfazer e surpreender com atitudes de valor. Acho que estamos trilhando e conhecendo um novo mundo e cabe a cada um de nós torná-lo mais humano, empático, solidário, amoroso cercado de possibilidades de atitudes que nos permitem elevar neste momento a beleza e trazer como prioridade o zelo absoluto pela vida”, afirma.

            As irmãs Luciana e Dulcimar, além de sócias, são moradoras do Buritis e fazem questão de destacar que sempre priorizaram fazer compras no comércio local e que agora, mais do que nunca, esta deveria ser a linha de pensamento de todos os moradores. “Nós amamos o bairro por tudo o que ele oferece. Contudo, ele só sobreviverá com o apoio dos moradores. Prestigiar o comércio local agora significa sua sobrevivência em um curto prazo”, ressalta Dulcimar.

Contribuição

            E um morador do bairro teve papel de destaque nessa reabertura gradativa do comércio de Belo Horizonte. Ao lado do infectologista Carlos Starling, o professor do UniBH Bráulio Couto.criou o “velocímetro” para medir os impactos do Coronavírus na cidade. A ferramenta tem contribuído em todas as tomadas de decisão da Prefeitura, inclusive a reabertura do comércio.

             Porém, agora, além do velocímetro o morador também está engajado em outro projeto. Ele é o diretor-administrativo da AMECI - Associação Mineira de Epidemiologia e Controle de Infecções, instituição que está preparando uma série de cheklists para que estabelecimentos comerciais possam ser avaliados e considerados seguros para COVID. A ideia é criar pela AMECI um selo "COVID Risco Mínimo" que será obtido por estabelecimentos que seguirem os passos e processos de segurança. “O que observamos são ações isoladas em que cada estabelecimento estabelece seus processos. Com o checklist, qualquer estabelecimento, mesmo os pequenos, terão informações do que exatamente fazer para proteger seus colaboradores e clientes”.Para ter acesso aos cheklists basta acessar o site amcei.org.br.

CDL/BH faz campanha

            Neste processo de reabertura gradual e segura do comércio, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte está trabalhando para que não haja nenhum retrocesso. Houve cidades que permitiram a reabertura do comércio e depois tiveram que voltar atrás.

            Uma das providências da entidade foi realizar uma grande campanha educativa para combater a disseminação do vírus. Uma das medidas foi a instalação de mil faixas nos principais centros comerciais de Belo Horizonte alertando para a necessidade do uso da máscara e evitar aglomerações. No Buritis foram instaladas 30 faixas ao longo das avenidas Mário Werneck e Aggeo Pio Sobrinho.

           “Estamos fazendo todos os esforços para que tenhamos 100% dos estabelecimentos comerciais abertos o mais rápido possível. Mas é necessário que tanto os comerciantes quanto os consumidores adotem estes procedimentos: usar a máscara e evitar aglomerações”, afirma o presidente da entidade e morador do Buritis, Marcelo de Souza e Silva. 

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