Belo Horizonte, quinta-feira, 21 DE novembro DE 2019
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PRIMEIROS SOCORROS PODEM SALVAR A VIDA DO SEU PET


             Muitos donos de pets têm o animalzinho de estimação como verdadeiros filhos. Mas, assim como em crianças, não importa o quanto cuidadoso você seja, acidentes acontecem com os pets. E os bichinhos adoram se envolver em situações de risco, algumas mais sérias do que outras. É por isso que vale a pena ao proprietário do animal ter uma noção básica de primeiros socorros. Uma ação de emergência bem executada pode significar a vida do seu estimado amigo.

            São diversos os acidentes que envolvem os pets. Como exemplo podemos citar os atropelamentos, que, mesmo sem qualquer sinal de trauma externo, requerem atenção devido à possibilidade de lesões nos órgãos internos, podendo comprometer a saúde do animal posteriormente. Outros acidentes frequentes são as intoxicações, o choque elétrico, o ataque de  animais peçonhentos e, claro, os traumas diversos como briga entre animais, dentre outros.

            As atitudes corretas em situações de emergência com cães e gatos podem salvar vidas. Infelizmente ainda existe bastante desconhecimento dos tutores de pets sobre como agir nestes momentos. Por isso, vamos esclarecer como você deve agir em cada situação de perigo para seu animalzinho. As informações são da médica-veterinária Silvia Trindade:

Envenenamento/ Intoxicação: Se você viu seu animal ingerindo veneno, leve-o à clínica veterinária mais próxima imediatamente. O médico veterinário poderá utilizar medicamentos para induzir o vômito antes que o organismo do pet absorva as toxinas (máximo 30 minutos após a ingestão do tóxico)! Se você não conseguir levar o animal ao veterinário imediatamente, pode tentar induzir o vômito em casa, fornecendo 1 colher de chá de água oxigenada 10 volumes para cada 5 quilos de peso do animal. Entretanto, existem riscos nesse procedimento, como lesões graves ao esôfago em caso de químicos alcalinos e cáusticos,  e de aspiração do vômito, que pode levar à morte, de forma que o ideal é que a indução de vômito seja sempre realizada pelo médico veterinário, em local com estrutura adequada para controlar as possíveis complicações. Os principais sintomas de envenenamento são salivação, vômitos, diarreia, tremores musculares e nos casos mais graves podem evoluir para convulsões, edema pulmonar com muita dificuldade respiratória, coma e morte. Nunca dê leite ou outros alimentos para um animal intoxicado, pois alguns venenos apresentam maior absorção em meio à gordura do leite!

Convulsões: também conhecidas como crises epiléticas, são caracterizadas em geral por tremores musculares intensos, com perda da consciência. Ocorre salivação intensa e o animal pode defecar e urinar durante a crise, que tem duração média de 10 a 60 segundos. Neste caso, o cuidado a ser realizado é firmar a cabeça do animalzinho, para que não fique batendo no chão ou nos móveis, o que poderia causar um traumatismo craniano. Tenha cuidado para não colocar a mão dentro da boca do animal, já que a mandíbula pode se travar durante a crise. Se a crise não terminar em poucos minutos, o animal deve ser levado com urgência à clinica, pois serão necessários medicamentos controlados.

Atropelamentos: Se o animal não conseguir se levantar ou estiver inconsciente, é preciso ter muito cuidado ao movê-lo, devido ao risco de piorar lesões na coluna. O ideal é adaptar uma maca, com alguma superfície firme, e transferir o pet para ela cuidadosamente. Preste especial atenção à presença de sangramentos e realize compressão com um pano limpo (se possível) para reduzir a hemorragia. É preciso ter cuidado ao manipular animais com dor, pois eles podem instintivamente morder, mesmo pessoas conhecidas.

Picada de cobra: Lavar bastante o local da picada com água e sabão e levar o animal para a clínica veterinária imediatamente. Se você conseguir ver a cobra, fique atento para o formato de sua cabeça (em geral as venenosas tem cabeça triangular) e se existe um chocalho na ponta da cauda. Mas, cuidado, garanta sua segurança e não se aproxime muito da cobra. Na clínica será administrado o antídoto contra o veneno e será realizado tratamento de  suporte. A ferida pode apresentar necrose extensa e também será tratada com cuidado.

Queimaduras: Limpar a ferida com água fresca corrente por cerca de 20 minutos e proteger com tecido limpo. Queimaduras de mais de 20% do corpo são consideradas graves e exigem tratamentos mais complexos, geralmente com administração de soro intravenoso, devido a grande perda de líquidos e proteínas que o organismo sofre durante a queimadura. O cuidado para não contaminar a ferida deve ser grande!

Engasgos: Se o animal está tentando respirar e não consegue, por ter aspirado um alimento, brinquedo ou outro material, deve-se abrir a boca do animal e retirar o material que estiver obstruindo a traqueia com a mão ou com uma pinça, rapidamente. Se a retirada do material não for possível, pressionar a barriga do animal no sentido para cima e para dentro, para estimular a saída do mesmo (semelhante à manobra que se faz no ser humano engasgado). Para animais de grande porte, a manobra pode ser realizada com ele deitado de lado no chão – devemos pressionar nosso joelho contra a barriga do cão, empurrando-a para dentro e cima. Atenção! A maioria das tosses não ocorre por engasgos. Os engasgos envolvem dificuldade respiratória e não apenas tosse! Se a tosse estiver frequente, leve seu animal ao veterinário, pois ela pode estar associada a doenças graves do coração e dos pulmões.

Especialista não pode ser dispensado

            Apesar da importância destas ações rápidas de socorro, é fundamental que o animal seja levado ao veterinário o mais rápido possível. "É  imprescindível que os tutores, após os primeiros socorros, levem o pet ao veterinário em vez de tentar resolver definitivamente as coisas em casa, sozinhos. Isto pode acabar piorando o quadro do animal", ressalta Silvia.

            Ela lamenta que, mesmo nos dias de hoje, em que os pets são considerados um integrante da família, não tenhamos em grande escala na medicina veterinária as ambulâncias, que permitiriam a prestação de primeiros socorros por profissionais treinados, como é feito na medicina humana. 

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