Belo Horizonte, sexta-feira, 28 DE fevereiro DE 2020
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PONTO CULTURAL: MAIS DE DUAS DÉCADAS DE TRABALHOS SOCIAIS


           Inconformada com a situação de vulnerabilidade social de muitas crianças que residem em comunidades da nossa regional oeste, a pedagoga Patrícia Coimbra criou no ano de 1998 a Associação Ponto Cultural. O objetivo era reduzir o número de crianças ociosas e expostas a diversos riscos sociais, especialmente o contato com as drogas. Elas participam de oficinas de esporte, dança, música e ainda recebem acompanhamento escolar. 22 anos depois, a Associação se orgulha em ter feito a diferença na vida de quase duas mil crianças.

            Os trabalhos da Associação Ponto Cultural acontecem em dois locais: no salão da capela Nossa Senhora do Rosário, no bairro Jardim América, e nas quadras de futebol society do Espaço W11, no vizinho Estoril, este segundo, inclusive, uma parceria que existe desde o ano de 2003 e considerada uma de suas maiores conquistas. "Para essas crianças ter a oportunidade de jogar futebol em um local como o Espaço W11 é algo simplesmente fora de realidade. Estar aqui para muitas delas significa ter dignidade", diz Patrícia, que ainda se emociona ao falar sobre o assunto.

            Em 2019 a Associação atendeu 45 crianças. No passado, o número já chegou a 180, contudo, as dificuldades financeiras não permitem mais esse atendimento. Para este ano (as atividades começam em março), a expectativa é a manutenção dessas 45 crianças e, quem sabe, a ampliação para 60. "É muito difícil. Vivemos de verbas da Lei Cultural e de doações de pessoas e empresas. O dinheiro mal dá para custear os profissionais, tanto que buscamos incessantemente voluntários que possam suprir a demanda".

            Apesar de não ser o objetivo principal, a Associação Ponto Cultural se orgulha por  ter contribuído para o sucesso de alguns jovens. De acordo com a fundadora, das atividades já saíram jogadores e professoras de balé. "Ver o sucesso desses atendidos é o que nos motiva a continuar. Sei que não são 100%, mas garanto que 80% das crianças que passaram pela gente tiveram um futuro bem diferente do que o que as esperavam".

Como ajudar

            Para manter os trabalhos, a Associação Ponto Cultural espera contar com o apoio de parceiros. As empresas podem ajudar apadrinhando uma criança, ou melhor, contribuindo por meio da Lei de Incentivo Fiscal. "Os empresários deveriam se interagir mais sobre o tema. Acho que falta informação, afinal, o que seria melhor passar todo o dinheiro para o Governo ou passar parte para uma instituição? Não existe nenhum custo a mais para eles. Estamos perto do período da declaração. Essa é a hora!", ressalta Patrícia.

            Mais informações a respeito da Associação, basta acessar o site www.asociacaopontocultural.org.br ou pelo Instagram @pcultural.

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