Belo Horizonte, sábado, 17 DE novembro DE 2018
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NOVEMBRO AZUL: MAIS INFORMAÇÃO, MENOS PRECONCEITO


            Sai o rosa, entra o azul. A exemplo do que aconteceu no último mês de outubro, quando se trabalhou a prevenção junto à mulher em relação ao câncer de mama, neste mês de novembro a sociedade está engajada na luta contra o câncer de próstata. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

            Durante a campanha Novembro Azul, existe um grande esforço de mídia para informar sobre as principais doenças que acometem a população masculina, destacando as formas de detectá-la antecipadamente e ajudando a tirar o estigma dos exames que ajudam nas rotinas de check-up médico. “A campanha é extremamente importante. Os homens normalmente procuram o atendimento médico de rotina oito vezes menos que as mulheres. O Novembro Azul conscientiza e faz com que um número cada vez maior de homens procure por atendimento médico e realize exames de rotina, não só para o câncer de próstata, mas também para diagnosticar e tratar outras doenças comuns com o envelhecimento, como hipertensão arterial e dislipidemias”, explica o urologista da clínica Dr. Buritis, Luís Felipe de Oliveira

                Entretanto, apesar de todo o esforço da campanha, o médico diz que ainda é muito comum o preconceito sobre o exame para detecção do câncer de próstata, o tão temido toque, o que mantém a alta taxa da doença no Brasil.

            O  toque retal é um procedimento rápido, que dura segundos, é praticamente indolor e não afeta em nada a masculinidade do homem. Ele deve ser realizado porque o antígeno prostático específico (PSA) não é eficaz sozinho na hora de detectar o câncer de próstata. Cerca de 20% dos casos diagnosticados ao toque retal podem acusar PSA normal ao diagnóstico “São alguns paradigmas que infelizmente ainda existem na nossa cultura. A melhor forma para quebrá-los é através de campanhas para o esclarecimento da população sobre os exames de rastreamento e as novas possibilidades terapêuticas", explica Dr Luís Felipe.

            Segundo pesquisas, o diagnóstico precoce do câncer de próstata evita 35% das mortes que ocorreriam pela doença, caso esse diagnóstico não fosse feito em programas de rastreamento.

 

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