Belo Horizonte, sexta-feira, 28 DE fevereiro DE 2020
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EDUCAÇÃO FINANCEIRA SERÁ OBRIGATÓRIA NAS ESCOLAS


           Última pesquisa levantada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) apontou que mais de 63 milhões de brasileiros estão inadimplentes e que esse número deve aumentar ainda mais nos próximos anos. Apesar da alta taxa de desemprego ter grande responsabilidade nestes números, o mau planejamento financeiro também contribui muito para este cenário. Buscando construir uma população mais consciente com seus gastos, o Governo incluiu este ano na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino infantil e fundamental a educação financeira. Mas, como quando o assunto é educação o Buritis está sempre à frente, algumas de nossas escolas já têm a educação financeira na sua grade curricular há algum tempo.

            A educação financeira tem potencial para preparar os jovens para uma vida mais saudável do ponto de vista econômico e com acesso ao bem estar social. Na unidade Buritis do Colégio Batista a disciplina é aplicada dentro do programa Bene, que mais do que conceitos cognitivos busca oferecer ao aluno um conceito integral de formação.

            Coordenadora pedagógica da escola, Juliene Borges explica que a educação financeira é passada no Batista de acordo com a faixa etária de cada aluno. No ensino infantil a abordagem acontece por meio do lúdico. No 2º ano as crianças ganham durante o ano letivo um dinheiro de mentirinha pelo seu desempenho escolar. No fim do ano uma feira é realizada e esse dinheiro vale para fazer compras. "O mais legal é que durante a feira eles mesmos ficam no caixa, dão troco, aprendem o valor da moeda. É muito legal quando começam a entender que, muitas vezes, uma cédula vale mais que uma grande quantidade de outra".

            Já no 3º ano personagens ajudam a compreender a importância que deve ser dada ao dinheiro. Tanto o gastador "Gastão" como o sovina "Tio Patinhas" são maus exemplos de como lidar com o dinheiro. "Os alunos ganham três cofrinhos. Um para guardarem dinheiro para aquisição de sonhos, outro para doações e um terceiro para emergências. Esse último eles não podem tirar de jeito nenhum, uma forma de mostrá-los que devem estar sempre preparados para adversidades". Por fim, no 4º ano a escola mostra a importância de os alunos realizarem algumas economias, como por exemplo a redução no consumo de energia. "Além de ajudar na preservação do meio ambiente eles observam que economizando em algumas coisas eles conseguem ganhar outras. O dinheiro que iria para a conta de luz pode ir para um brinquedo no fim do ano".

            Nos ensinos fundamental e médio a abordagem é mais sobre a economia em si. Os estudantes aprendem as questões do país e a forma como lidar para obterem uma boa saúde financeira.

            Para Juliene, a decisão do Governo em exigir a educação financeira na BNCC não só é assertiva como demorou a acontecer. "A escola tem o dever de entregar cidadãos saudáveis e quando digo saudáveis estou me referindo a pessoas de caráter, de bem, e conscientes de seus deveres, tanto em sociedade quanto financeiros", exalta.

            De acordo com Base Nacional, a educação financeira deverá entrar na grade curricular como disciplina transversal, ou seja estará presente tanto em aulas de matemática como história, português, geografia, entre outras.

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