Belo Horizonte, segunda-feira, 20 DE maio DE 2019
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DIA DO GARI: CONHEÇA QUEM CUIDA DA LIMPEZA DO NOSSO BAIRRO


             Uma das profissões mais importantes de nossa sociedade, mas que, infelizmente, ainda não é valorizada como tal, celebra sua data neste mês de maio. No próximo dia 16 é comemorado o Dia do Gari, profissionais responsáveis em manter a cidade limpa de todo o lixo. A reportagem do JORNAL DO BURITIS conheceu os integrantes da equipe que cuida do nosso bairro. Apesar das dificuldades que enfrentam diariamente, é quase impossível não encontrar um grande sorriso no rosto de cada de um deles.

            José Carlos, Douglas Otávio, Wesley de Souza e Rogério Silva são os garis responsáveis em fazer a coleta no Buritis, que acontece às terças, quintas e sábados. Em média, percorrem 18 quilômetros por dia nas ladeiras do bairro atrás do caminhão. Faça chuva ou faça sol. Ao final da jornada de trabalho estão completamente exaustos, mas felizes e satisfeitos com tudo o que realizaram. "A gente brinca muito. Se diverte em cima do caminhão. Muitas pessoas até não entendem porque estamos sempre sorrindo. Terminamos o dia cansados, sim, mas ainda muito dispostos para sair e, claro, namorar", brinca José Carlos.

            Esta corrida diária é sinônimo de grandes perigos aos nossos garis. Vivem arriscando suas vidas ao transitar em meio a tantos veículos e subindo e descendo do caminhão. "É muito perigoso. Carros e motos passam correndo perto da gente. Atropelado, graças a Deus eu nunca fui, mas já quebrei o pé ao pular do caminhão", conta Wesley.

            Apesar de toda informação dos dias de hoje, os garis ainda enfrentam muitos problemas no dia a dia. Sacos mal embalados com cacos de vidro, espinhos e até seringas colocam em risco a saúde dos nossos guerreiros. "Felizmente nenhum de nossa equipe se feriu por conta desta situação, mas já vimos acontecer com colegas. É preciso conscientização das pessoas", reforça Rogério.

            No Buritis, a seleção do lixo está sendo bem feita. Os condomínios costumam fazer o acolhimento dos resíduos da forma correta, o que contribui muito para o sucesso do trabalho dos garis. A única ressalva é em relação aos motoristas que param em frente às lixeiras e, principalmente, à falta de educação de algumas pessoas. "Tem gente que não aceita esperar um pouco para que a gente realize o nosso trabalho. Já recebi diversos xingamentos por estar, segundo eles, "atrapalhando" o trânsito. Fato que me deixa muito triste. Só peço respeito", lamenta a motorista do caminhão de lixo, Edna Soares.

            Outra questão importante no bairro é em relação ao recolhimento de podas de árvores. Os garis não são responsáveis em recolher este tipo de resíduo. A Prefeitura conta com uma outra equipe para este serviço. "Se tiver embaladinho, em um tamanho médio, ainda assim levamos. O que não dá é para levarmos uma grande poda que, muitas vezes, nem ensacada está. A população tem que compreender", explica Douglas.

            Como presente pelo Dia do Gari nossos profissionais pedem apenas respeito e valorização, pois levam com muito orgulho a profissão que escolheram.

História

            A palavra gari é uma homenagem ao empresário francês Aleixo Gary, que se destacou na história da limpeza da cidade do Rio de Janeiro. Em 11 de outubro de 1876, ele assinou um contrato com o Ministério Imperial para organizar o serviço de limpeza da cidade, que incluía a retirada de lixo de casas e praias e o transporte para a Ilha de Sapucaia, atual bairro Caju. Seu contrato venceu em 1891 e seu primo Luciano Gari o substituiu.

           A empresa acabou em 1892 e foi criada a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da Cidade, cujos serviços não eram bons. No ano de 1906, o órgão tinha 1.084 animais de carga para trabalhar na coleta das 560 toneladas de lixo. A partir do dia 16 de maio de 1962 teve início a coleta de lixo com equipamentos mecânicos. Em 31 de outubro daquele aconteceu a publicação da Lei que oficializou a categoria.

Faça a sua parte

- Não jogue lixo ou entulho nas vias públicas, córregos, lotes vagos, bueiros e encostas. Além de poluir a cidade, o lixo nas ruas entope bocas de lobo e pode provocar enchentes;

- No trânsito, respeite os cones de sinalização. Eles estão ali para proteger os varredores, que estão trabalhando para deixar a cidade mais bonita para todos nós;

- Respeite os dias e horários de exposição do lixo para a coleta, embalando-o corretamente, em sacolas resistentes, bem fechadas e de tamanho adequado, para evitar que se abram e espalhem o resíduo nas vias públicas. Sacos de lixo abertos, além de exalar mau cheiro, atraem animais e vetores de doenças;

- Proteja com material resistente o vidro e outros objetos perfurocortantes, como estiletes, pregos, espetos e lâminas, antes de colocá-los na sacola plástica. Pressione as tampas das latas para dentro. Esses materiais desprotegidos podem ferir o gari, mesmo com o uso de luvas protetoras;

- A velocidade do caminhão de coleta é em média 5 a 7 km por hora. É preciso a cooperação dos outros motoristas no trânsito. Infelizmente, muitos reagem com impaciência, não levando em consideração a importância do trabalho realizado pelos garis.

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