Belo Horizonte, quinta-feira, 19 DE setembro DE 2019
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CLUBINHO DA TIA DULCE AGORA É NO BURITIS


            A edição de março do JORNAL DO BURITIS trouxe um enorme clima de saudosismo a muitos moradores do bairro. Quem tem por volta de seus 40 anos lembrou com emoção dos tempos do "Clubinho" na TV Itacolomi/Alterosa, ao ler a entrevista com a ex-apresentadora Tia Dulce, que é moradora do Buritis. E, entre tantas recordações, constantemente era lembrado os outros personagens que faziam a alegria da garotada, como a Pituchinha, parceira da Tia Dulce no Clubinho. E, para nossa surpresa, a ex-intérprete da palhaça mais querida da TV mineira também é uma ilustre moradora do nosso bairro. Claro, não poderíamos deixar de conversar com ela. Saber como anda sua vida 30 anos após o fim do programa.

            Gláucia Valle foi a segunda Pituchinha. Foi convidada para integrar a equipe do "Clubinho" quando o programa estava há dois anos no ar. O convite veio por meio da própria Tia Dulce. Na ocasião, em 1981, Gláucia era bailarina da Cia Isabela Menicucci. Junto aos colegas fez uma apresentação especial para o fim de ano da TV Alterosa. Assim que viu o espetáculo, Dulce não teve dúvidas. Aquela menina tinha todo o potencial para dar nova vida à Pituchinha.

"Ela me fez o convite por meio do Jonas, que era o Rapadura. Logo aceitei. À época tinha 18 anos. O interessante é que pela minha idade não conhecia o programa. Além de bailarina, fazia faculdade. Não tinha ideia do sucesso que era. Tive de largar tudo para me dedicar à Pituchinha, uma vez que, além da TV, fazíamos muitos shows pelo Estado. Apesar de estar no meio da arte, minha vida mudou muito da noite para o dia".

            As viagens são as maiores recordações que Gláucia carrega da época do Clubinho. Além de conhecer novos lugares e pessoas, era o momento em que a equipe ficava mais próxima. "Ali eu via que éramos uma família. Todos se preocupavam uns com os outros, especialmente a Dulce, era nossa mãezona. Até dos momentos de perrengue que vivemos, me lembro com muito carinho".

            O sucesso do Clubinho na década de 80 era tamanho que Gláucia levava uma vida de celebridade para a época. Muitas vezes tinha que sair disfarçada na rua para ter um pouco de privacidade. E olha que o seu personagem tinha o rosto maquiado, diferente da Tia Dulce. "Muitas vezes não me reconheciam, mas bastava eu dar um sorriso para reconhecerem. Aí vinham as crianças, seus pais e a paz, no bom sentido, acabava".

            Gláucia conta que até mesmo uma rotineira visita à casa da avó, que morava na cidade de Pedro Leopoldo, era difícil na época. "Minha vó até hoje só me chama de Pituchinha. Quando ia visitá-la tinha de ir escondida, porque se avisasse, a cidade inteira ia para a porta da casa dela para me ver. Isso em uma época sem informação. Imagino hoje esses artistas famosos, com toda essa rede social, não têm tranquilidade na vida".

Vida pós Clubinho

            Assim como toda a equipe, Gláucia ficou sabendo que o programa iria acabar quando houve a comunicação ao final das férias, em 1989. O fim do Clubinho fez com que ela se dedicasse a outros projetos, principalmente pessoais. Casada, decidiu que era hora de ter os filhos. Vieram Gabriela e Pedro. Trabalhou administrativamente na área da saúde por mais de 25 anos até se aposentar. Hoje, aos 56 anos, lembra com entusiasmo do Clubinho, mas com ainda mais alegria do que a vida lhe deu dali pra frente. "Meu casamento é ótimo. E olha que comecei a namorar o André Valle poucos meses antes de entrar no programa. Ele esteve ao meu lado, me dando apoio, em todos os momentos. Tenho filhos maravilhosos. Com certeza, não poderia ter tido vida mais feliz".

            O filho mais novo, Pedro, acompanhou atenciosamente a entrevista. Por não ter vivido, e nem mesmo visto vídeos da época, não tem muita noção do sucesso de sua mãe. Mas às vezes tenta imaginar como foi este período. "Deve ter sido cansativo, mas muito divertido, especialmente as viagens. Minha mãe leva muita alegria com ela, acredito que seja o principal para trabalhar com as crianças".

            E a pergunta que todos devem estar querendo fazer é: Pituchinha e Tia Dulce, apesar de morarem no mesmo bairro, ainda se encontram? Gláucia viveu 10 anos longe de Minas Gerais. Há cerca de dois voltou para o Estado, mas inicialmente morando na cidade de Jabuticabeiras. Nesta época, em um passeio com a filha em um shopping de BH se deparou com a velha amiga em um provador de uma loja. Coincidência que é difícil de explicar.

            "Quando nos reconhecemos foi um momento de loucura. Minha filha ficou assustada sem saber o que estava acontecendo, aquelas duas pulando e se abraçando eufóricas. Conversamos por horas naquele dia e disse à ela que, a partir dali, nunca mais iríamos nos separar. Vim para Belo Horizonte, mudei para o Buritis. Agora, simplesmente nos falamos todos os dias e sempre estamos uma na casa da outra. Amizade que não dá para medir. É o Clubinho do Buritis". 

 

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