Belo Horizonte, domingo, 25 DE outubro DE 2020
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BURITÁXI TEM QUEDA DE 90% NA QUARENTENA


 

            Os motoristas associados do Buritáxi estão passando pela maior dificuldade financeira desde a criação da associação há cerca de 30 anos. Com a orientação de isolamento social em virtude da Covid-19, a diminuição na procura pelo serviço chegou a 90% no mês de abril. Um desespero para quem precisa manter as contas do dia a dia.

            Os motoristas do Buritáxi fazem parte da história do nosso bairro. Localizado na esquina da Avenida Professor Mário Werneck com Rua Líbero Leone, os profissionais atuam no Buritis desde quando o bairro era deserto. Decidiram criar o ponto para atenderem profissionais da antiga empresa Mendes Júnior, onde se encontra hoje o Centro Universitário UniBH.

            Nestas quase três décadas de atuação já passaram por grandes dificuldades, como a concorrência com o serviço de transporte por aplicativo, porém, garantem que nada parecido com a situação que estão vivendo neste momento. “Diante da concorrência dos aplicativos criamos algumas oportunidades, como descontos de até 20% para moradores do Buritis, viagens a preço fixo para alguns lugares, como o aeroporto. Mas enfrentar a falta de passageiro é algo que não temos o que fazer”, diz o taxista Pedro Luiz Fernandes, que há 12 anos faz parte do Buritáxi.

            Elcir da Silva é um dos motoristas mais antigos do Buritáxi. Faz parte da associação há 23 anos. Diante do isolamento social diz que chegou a ficar sem ir trabalhar por cerca de três semanas, mas como as contas não paravam de chegar precisou sair para levantar um dinheiro. Porém, sem sucesso. “Estou aqui desde as 06h da manhã. Agora é quase meio-dia e eu fiz apenas uma corrida de R$10. E nem sou o primeiro da fila. Tem companheiro aqui que ainda não fez nenhum. Tenho certeza que durante toda a tarde vou conseguir no máximo mais um passageiro. É desesperador”, lamenta ele, que conta que fazia em média dez corridas por dia.

              Para Pedro Luiz, o Governo e, principalmente os bancos, deveriam ser mais complacentes com a dor pela qual os taxistas estão passando. “O que uma instituição como o Banco do Brasil vai fazer pela gente? Eu comprei o meu carro através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Nesse momento não tenho como pagar a prestação, eu não estou trabalhando. Eles deveriam entender a nossa necessidade”, reivindica.

Confiança

             Os motoristas do Buritáxi pedem para que, assim que esse momento de dificuldade passar, que os moradores do bairro prestigiem os profissionais da associação, que já demonstraram ao longo de todos esses anos que são capazes de oferecer um serviço de total confiança. “Vejo pais deixando as filhas utilizarem esses serviços de aplicativos. Claro que a maioria é de trabalhadores, mas existem as exceções. Aqui fazemos parte do bairro. Conhecemos as pessoas pelo nome. Uma segurança que, na minha opinião, não tem preço”, ressalta Pedro.

            Além de estarem fixos nos pontos, os motoristas do Buritáxi também atendem pelo telefone 3378-6087.

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