Belo Horizonte, domingo, 25 DE outubro DE 2020
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BAIXO BURITIS ENALTECE QUE É HORA DE OS EMPRESÁRIO SE UNIREM


            Em tempos de Coronavírus e grave crise econômica a união entre os empresários nunca se mostrou tão necessária. No nosso bairro um movimento que tem chamado a atenção é o do intitulado Baixo Buritis. Há mais de um ano, dezenas de comerciantes da região do Buritis II têm se reunido a fim de organizar ações em conjunto para fortalecer ainda mais o já movimentado comércio local. Contudo, nos últimos meses, em virtude do caso Backer, das fortes chuvas que caíram em BH e do avanço da COVID-19 as ideias tiveram de ser deixadas, pelo menos por enquanto, de lado. Mas, o movimento segue mais vivo do que nunca!

            Há cerca de um ano o movimento dava o seu primeiro grande passo com a conquista do apoio do SEBRAE. Com a chegada da entidade de assistência ao micro-empreendedor os comerciantes tiveram a oportunidade de participar de cursos de capacitação e foram orientados a como proceder nas primeiras reuniões. Para o início deste ano estavam sendo planejadas as primeiras ações junto aos clientes. No entanto, ninguém esperava tantas adversidades que seriam encontradas pela frente. “Foi muito complicado. Quando estourou o caso Backer o Fantástico passou a imagem aqui da nossa região para ilustrar. Durante as chuvas de janeiro a rotatória alagou três vezes. E agora o Coronavírus. Aqui temos um pólo gastronômico que foi muito afetado com todos esses acontecimentos e, claro, todas as ações propostas tiveram que ser adiadas ou canceladas. Nós íamos, por exemplo, organizar uma corrida e caminhada para mulheres no dia 8 de março” diz Camila Fissicharo, proprietária da escola de robótica Code Buddys, que teve de fechar as portas por conta das orientações contra a pandemia.

           Uma das lideranças do movimento Baixo Buritis é o empresário Alan Patrick, proprietário da Estação Favorita. Alan está no mercado varejista há 22 anos e durante todo este tempo acumulou experiência e conhecimento. Constantemente participa de encontros e palestras e sempre buscar trazer aos empresários da região o que viu de novidade. Segundo ele, a palavra união, que é o que o movimento prega desde que foi criado, nunca foi tão necessária quanto agora. “Estamos vivendo um momento de total incerteza e medo. Nunca foi tão importante se unir. O empresário sozinho está muito mais propenso a cair”.

          Ainda de acordo com Alan, é por meio da união que o empresário irá “conhecer a dor do outro e ver que aquela dor não é somente dele”. Os comerciantes precisam procurar/participar dos órgãos que os representam para terem melhores respostas junto aos poderes públicos. “Mais uma vez a questão tributária brasileira deve ser discutida. Se não nos unirmos contra o atual cenário, muitos empresários terão, infelizmente, que fechar seus negócios”.

Troca de experiências

          A criação do Baixo Buritis não tem o único interesse em gerar novos clientes para o comércio. O movimento também tem a preocupação de trabalhar com a troca de experiências. A ajuda pode vir até mesmo para quem ainda nem tem um negócio na região. Muitas vezes a pessoa vê o lugar e quer abrir um negócio ali. Porém, não conhece a realidade local. Ver a concorrência, saber se algo parecido com que pretende vender já foi testado. Até mesmo o clima deve ser analisado.

          “Conheci um comerciante que quando alugou a loja não sabia que o sol batia tão forte no local. Claro que o corretor não ia lhe dar essa informação. Resultado: está tendo um alto desgaste físico e gasto com ar condicionado. Se tivesse alugado a loja do outro lado da rua teria tido muito mais vantagem”, comenta Alan. “Eu mesma já dei dicas importantes para quem estava pensando em alugar uma loja aqui na região. Dicas que não recebi quando abri minha escola. Gostaria muito que este grupo existisse naquela época”, completa Camila.

            22 empresários fazem parte do movimento atualmente. Como a região possui mais de 120 estabelecimentos comerciais a expectativa é que este número aumente daqui em diante. Este ano, uma reunião foi realizada em fevereiro e os coordenadores aguardam pelo andamento da crise do Coronavírus para agendar novos encontros. “Mas no grupo do WhatsApp seguimos trocando muitas ideias, auxiliando no que for possível. Volto a ressaltar, quando a gente se une, começa a ajudar um ao outro, temos a chance de sair da crise mais fortes e com uma relação mais forte“, conclui Alan.

            Para conhecer mais do trabalho do movimento Baixo Buritis basta entrar em contato com a Camila pelo telefone 9 9844-8364. “Depois daquela primeira reportagem do JORNAL DO BURITIS alguns empresários nos procuraram, isto foi muito importante. Espero que esta nova abordagem tenha ainda mais sucesso”, finaliza.

 

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