Apesar de todas as dificuldades em fazer um trabalho totalmente voluntário, sem qualquer ajuda do poder público, o BuriDogs segue lutando em prol de uma vida melhor para cães em situação de rua. E não estamos falando somente da região do Buritis nem mesmo de BH. Exemplo disso foi o recente resgate do Fredinho (nome dado pelo grupo), que aconteceu na cidade de Contagem, no dia 13 de julho.
Ao voltar do trabalho, em Contagem, Cris Simões, uma das coordenadoras do BuriDogs, começou a observar a situação do Fredinho. O primeiro fato que chamou a atenção foi que o cãozinho, que ficava embaixo de um viaduto, era branco e estava bege. Cris perguntou a pessoas próximas se sabiam da situação do animal, e recebeu a informação de que ele estava preso no local há cerca de seis meses, quase não recebia água e comida, e era utilizado por um homem para servir de alerta de invasores. Não aceitando aquela triste situação, Cris reuniu as companheiras de BuriDogs, foi até o local e fez o resgate do cachorrinho.
"A primeira vez que eu tentei me aproximar, ele latiu muito. Vi que estava com uma espécie de corda no pescoço. Então, levamos uma faca para cortar. Contudo, para nossa surpresa, não era uma corda, mas um fio encapado. A sorte é que a Fernanda (outra coordenadora) tinha um alicate no carro. Fredinho foi muito receptivo. Hora nenhuma avançou na gente, somente olhava assustado. Fomos cortar o fio e eu segurando ele. A gente com muita adrenalina, porque nós não sabíamos se o homem estava dormindo ou não dentro lá do cafofinho dele. E aí saímos com o Fredinho", celebra.
Cuidados
Assim que foi resgatado, Fredinho foi levado direto para atendimento veterinário. Tomou um antiparasitário e passou por exames mais detalhados. Uma feliz surpresa: ele estava com um bom hemograma e deu negativo para leishmaniose. Agora, o grupo está no aguardo por uma adoção. Fredinho é um cãozinho de pequeno porte e idade aproximada de um ano.
"Ele é um cachorrinho muito dócil, gosta de carinho e se dá bem com outros peludinhos. Gosta de brincar e está com a saúde boa. A gente já pegou outros casos mais tristes. Mas, o dele não. E eu falo que o Papai do Céu abençoou ele, porque não tem nenhuma doença. Foi Deus que orou por ele lá nessa situação triste".
E o BuriDogs segue em busca de apoio para que possa prosseguir fazendo esse grande trabalho de amor aos animais.
"A gente não é ONG, não temos qualquer apoio do poder público, sobrevivemos de doações. Não temos dinheiro para pagar os exames que fizemos. Gostaria muito que a comunidade nos olhasse, nos ajudasse, fizesse uma campanha, doasse R$10. Se 2 mil moradores, não vou colocar nem os 42 mil, doassem um pouquinho, olha que maravilha, nós poderíamos ajudar muito mais".
Portanto, para que mais histórias como a do Fredinho possam acontecer, contribua com o BuriDogs. O Pix para doações é o oficialburidogs@gmail.com.