Belo Horizonte, segunda-feira, 1 DE junho DE 2020
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A ESQUINA DO BAIRRO QUE NUNCA PARA


 

          A medida de isolamento social tomada para conter o avanço do novo Coronavírus causou grande impacto no Buritis. O sempre movimentado cotidiano do bairro deixou de existir, uma vez que a maioria dos estabelecimentos comerciais está de portas fechadas. No entanto, um ponto em particular do bairro está mais movimentado que o normal. A esquina da Avenida Professor Mário Werneck com Rua Heitor Menin é um grande contraste com todo o restante do Buritis. No local, onde existe uma unidade do Supermercado EPA, uma lotérica e uma agência da Caixa, o que se vê é um aglomerado de pessoas em pleno período de quarentena.

          Por conta do funcionamento das três unidades, a esquina está com um movimento até acima do normal nesse período de isolamento social. Contudo, a grande aglomeração no local iniciou mesmo depois que o Governo anunciou a liberação do auxílio para autônomos que perderam a renda por causa da pandemia da Covid-19. Pessoas de diversos bairros da região vieram à agência da Caixa do Buritis na tentativa de fazer o saque dos R$600. Além de estarem em circulação, para piorar, percebe-se que é raro o respeito às medidas de segurança que recomenda manter a distância de pelo menos dois metros entre as pessoas.

          Com o passar das horas e sem previsão de atendimento, a fila ainda acaba se transformando em local de convívio social, em oposição à orientação de se evitar aglomerações. Ali, as pessoas conversam, reclamam, trocam informações e, eventualmente, se contaminam. Funcionários da Caixa até tentam organizar de uma forma para manter a segurança, mas sem muito sucesso.

          Poliana Gomes era uma das trabalhadoras que estava há horas na fila. Carregava no colo o pequeno Davi Lucca, seu filho de 05 anos de idade. Mesmo ciente de todo o risco que corria, conta que não tinha outra alternativa. “Sou comerciante. Tive de parar de trabalhar por duas razões: uma que o decreto da Prefeitura obrigou o fechamento do comércio e outra porque, sem as aulas, também teria que ficar em casa para cuidar do meu filho. Esse dinheiro vai ser fundamental para pagar as contas básicas”.

          No entanto, Poliana não deixou de criticar a situação. “Não dá para entender o Governo exigir o isolamento social e manter uma aglomeração como essa. Ou fizesse algo que não tivesse a necessidade de as pessoas virem aqui na agência ou liberasse todo mundo para trabalhar. O que está acontecendo é uma incoerência sem tamanho. Espero que ninguém fique doente”.

           A orientação dos bancos é para que as pessoas utilizem os canais digitais e meios alternativos para realizar as transações financeiras. As contas de consumo, por exemplo, podem ser pagas por aplicativo, sem a necessidade de ir até uma agência bancária. O grande problema é que os aplicativos dos bancos também não estão devidamente adaptados para atender ao aumento enorme da demanda e as pessoas se veem obrigadas a ir às agências. 

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