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Contra o Aedes

Agentes da zoonoses com dificuldades para trabalhar no Buritis

            As tão aguardadas chuvas, enfim, voltaram. Entretanto, não trouxeram apenas coisas boas. Junto com elas também veio o perigo de aumento das doenças causadas pelo Aedes aegytpi. Para evitar a proliferação do mosquito é fundamental aumentar a vigilância e acabar com os objetos que podem acumular água. Em 2017, foram confirmados 922 casos de dengue em Belo Horizonte. Há ainda mais de mil casos notificados pendentes de resultados. 

            No Buritis foram apenas quatro casos notificados, contudo, estes dados podem não representar a realidade. O controle de zoonoses da capital ainda encontra grande dificuldade para fazer a análise do nosso bairro. Isto se deve à não permissão da entrada de agentes em muitos edifícios, principalmente os que não contam com portaria. "Falta um apoio dos síndicos. Eles não orientam os faxineiros e condôminos a permitirem a nossa entrada. Se não verificamos, não tem como obter um resultado", explica a gerente de controle de zoonoses da Regional Oeste, Denise Ribeiro.

            Denise diz ter ciência de que a maioria das pessoas não abre as portas dos prédios por temor de estar permitindo a entrada de criminosos, que se passam por agentes da zoonose. Porém, ela garante que é muito simples saber se o profissional é o ou não credenciado, e pede para que os síndicos orientem todos os moradores e profissionais do edifício. "O agente daquela região é sempre o mesmo. Além do uniforme, ele sempre estará credenciado. E qualquer insegurança que houver basta ligar no 3277-7021, que o cidadão será devidamente orientado".

            A gerente ressalta ainda que a verificação nos edifícios acontece apenas nas áreas externas. Os agentes não entram no apartamento.

Ações

            No ano de 2016 o centro de controle de zoonoses da Regional Oeste realizou uma grande ação no Buritis, forçando a entrada em vários imóveis abandonados do bairro, que serviam de criadouros do Aedes aegytpi. Em 2017, os agentes retornaram em locais que voltaram a apresentar focos. Já no nosso vizinho Estoril, o maior problema encontrado tem sido a existência de lotes vagos, que são totalmente murados, inclusive, não possuem portão que possa ter a entrada forçada. "Estamos buscando notificar os proprietários e exigir que eles façam a limpeza, senão, irão responder judicialmente à questão", relata Denise.

            Ainda de acordo com a gerente, está tendo um apoio importante das imobiliárias do bairro, que fazem o contato com o proprietário ou mesmo acompanham os agentes para que estes possam fazer a análise de imóveis que estão fechados.

Zica e Chikungunya                                                             

            Segundo os últimos dados da Secretaria Municipal de Saúde, em 2017 foram confirmados 19 casos de zika na capital. Há ainda 164 notificados para a doença, desses 120 são de residentes de Belo Horizonte e 44 de outros municípios. Em relação à chikungunya, no ano passado foram confirmados 85 casos. Dentre eles, 43 são importados e 42 no município. Existem 13 casos em investigação. Até o fechamento da edição não havia casos confirmados e nem notificados das duas doenças em 2018. 

Febre Amarela

            O trabalho de combate à proliferação do Aedes aegypti se tornou ainda mais importante com a confirmação de casos e morte por Febre Amarela em BH e região metropolitana. O mosquito é o principal transmissor da doença em áreas urbanas. No último dia 22 de janeiro, a Prefeitura de Belo Horizonte decidiu por fechar os portões do Parque Aggeo Pio Sobrinho como medida preventiva. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a decisão não tem nenhuma ligação com morte de macacos, uma vez que nenhum primata foi encontrado morto no Aggeo Pio. A medida teria sido tomada porque o parque está no limite das áreas de vegetação da Serra do Curral.

                A vacinação é considerada pela Organização Mundial da Saúde como a forma mais importante de prevenir a febre amarela. Na região do Buritis, a vacina contra Febre Amarela pode ser encontrada no Centro de Saúde do bairro Havaí, que fica na Rua Manila, 432, Estrela D’alva. Telefone para informações é o 3277-6484.

 

 

 

 

 
 

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