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Deu certo?

Moradores avaliam como ficou o trânsito do bairro após as mudanças 

                Há pouco mais de um mês, quem estaciona em determinados pontos da Avenida Mário Werneck e José Rodrigues Pereira, no Buritis, precisa arcar com os custos do Faixa Azul. O sistema foi implantado pela BHTrans, após a empresa constatar que na região havia um déficit de vagas. Contudo, como já era esperado, a nova cobrança gerou muitas críticas. Agora, pouco mais de um mês após a sua implantação, a reportagem do JORNAL DO BURITIS foi verificar junto aos usuários qual a avaliação do rotativo.

            Empresário e músico, Johnny Klein não apenas aprovou a cobrança do rotativo, como acreditou que ela chegou de forma tardia. Morador no Buritis há 15 anos diz que o sistema é muito importante para o convívio social. "Foi correto. Antes não achava lugar para estacionar porque tinha gente que deixava o carro aqui o dia inteiro. Os carrinhos de food truck então, era um absurdo. Ficavam estacionados na rua a semana inteira", comenta.

            O empresário Gustavo Resende é morador no bairro Belvedere, no entanto, vem ao Buritis todos os dias para fazer compras. Ele também aprovou a instalação do rotativo, mas pensa que a BHTrans ainda deve encontrar outras formas de aumentar o número de vagas nas ruas do bairro. Mesmo com o Faixa Azul diz que não tem encontrado lugar para parar. "Hoje, felizmente encontrei. Acho que é preciso um trabalho de conscientização, pois muitos motoristas estão vendo a questão como pagar e não como uma forma de gerar vagas".

            Quem desde o início foi favorável ao sistema, foram os comerciantes. A aposta era de que, com a rotatividade de vagas, seria possível  xxx os clientes. E é exatamente isto o que está acontecendo. Gerente da Outlet Lingerie, Valéria Marinho observa a maior facilidade dos clientes para estacionar, e um cliente satisfeito consequentemente é sinal de boas vendas. "E ele ainda chegou no mês do Natal. Creio que para todos os comerciantes aqui da região foi muito bom", pontua.

Críticas

            Mas, nem só de elogios foram marcadas as entrevistas com os usuários. Um ponto em especial foi alvo de muitas críticas dos motoristas: a falta do Faixa Azul. Como já foi observado em outros bairros da capital onde o rotativo foi implantado, encontra-se muita dificuldade para adquirir o talão. "Parei aqui há uns 10 minutos. Minha irmã já foi em duas bancas e lojas aqui perto e nada de Faixa Azul. Como tenho que ir almoçar vou me arriscar", reclama Carlos Henrique Carneiro.

            Johnny Klein, que como vimos na matéria, aprovou a implantação do sistema, também reclamou da dificuldade para encontrar o Faixa Azul. "As autoridades não podem exigir que a gente ande com um talão dentro do carro. Não posso ficar a mercê de levar uma multa porque eles não fizeram a parte deles. Em Nova Lima tem aqueles parquímetros que não deixam este problema acontecer. Acredito que aqui deveria ser feito o mesmo".

                Em contato com a assessoria da BHTrans,foi passado que, "atualmente existem nove postos de venda do talão/folha do rotativo no Buritis e semanalmente é feita a reposição. O número de locais de venda será aumentado gradativamente na medida em que houver interesse do comércio. Importante lembrar que o talão também pode ser adquirido pela Internet sem custos adicionais". 

Sem retorno

                Outra novidade no trânsito do Buritis foi a instalação de uma nova sinalização nos cruzamentos considerados mais perigosos da Mário Werneck. Além da implantação de semáforos, foram definidas mudanças no tráfego. Estas modificações acabaram não agradando muitos moradores, que estão se sentindo "ilhados" ao saírem de carro, devido a falta de retornos. "Está horrível isso aqui. Tive que dar uma volta enorme para chegar aqui e ainda não achei uma vaga para estacionar, aí tive que dar uma volta enorme de novo para poder parar mais atrás. Está ruim demais. Ao invés de melhorar, conseguiram piorar", reclamou o aposentado Geraldo Rosa, que precisava estacionar na Rua Célio de Andrade.

            O aposentado ainda apontou que, devido a falta de retornos, os motoristas estão fazendo manobras perigosas para retornar. "Ninguém vai ficar dando voltas toda hora, então usam a vaga de garagem para virar o carro e retornar".

            Em relação a este problema, a BHTrans anuncia como medida que irá transformar a Rua Paulo Roberto Surette em mão única, no sentido Avenida Mário Werneck / Rua Tereza Mota Valadares, para ser utilizada como retorno, diminuindo o percurso dos motoristas. Comerciante próximo ao local, Evaldo Silva acredita que esta será uma boa alternativa. "O  novo sempre causa um certo transtorno, os motoristas, de fato, estão tendo de percorrer maiores distâncias para chegar ao destino, mas acredito que aos poucos irão se acostumando e vão ver que as mudanças vieram para o bem", diz ele, que gostou também de saber que a BHTrans ainda irá fazer um trabalho de recuperação da via.

            Morador na Avenida Mário Werneck, o aposentado Mário Figueiredo viu com bons olhos as alterações, apesar de achar que ainda está longe dos 100%. "Ficou mais seguro. Não se houve mais cantadas de pneu, xingos e batidas, que era uma constante aqui. Penso que a sinalização ainda é ruim. O motorista precisa ser orientado para pegar o melhor caminho e não infringir as leis de trânsito. Ainda é comum ver alguns fazendo retornos em locais que agora é proibido".  

 
 

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