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Buritis em 119 páginas

Bairro ganha livro histórico em comemoração aos 60 anos da Escola Americana

            Um pouco da rica história da fundação do Buritis acaba de ser retratada no livro "Da Memória para a História". A obra faz parte das comemorações dos 60 anos da Escola Americana de Belo Horizonte (EABH), uma das mais tradicionais instituições de ensino da capital e que está enraizada no nosso bairro, e foi projetada pela Cultura Criativa Empreendimentos. A publicação reúne um rico acervo dos fundadores, detalhes de registros históricos, depoimentos, mapas e fotos antigas e atuais. 

            "Da Memória para a História" é resultado de um ano de pesquisa, com visitas a acervos da EABH e participação de membros e ex-alunos da escola, entrevista com estudantes antigos, donos de imobiliárias e personalidades da época envolvidos na criação do  bairro e entorno, consulta a livros e biografias, familiares do fundador do bairro, jornais, visitas ao Museu Abílio Barreto, ao Arquivo Público Mineiro e ao Arquivo Público de Belo Horizonte. "Esta obra deixou de ser um livro institucional e leva para o conhecimento público um riquíssimo acervo sobre criação, desenvolvimento e história do bairro Buritis e da cidade. Além disso, sua linguagem foi bem elaborada, não sendo nem acadêmica, nem infantil. Estamos muito orgulhosos com o resultado”, diz Ricardo Álvarez, autor do livro ao lado de Marcos Rezende.

            Para a criação da obra tudo foi considerado, como o início da ocupação por João Leite da Silva Ortiz, época do Brasil colônia no século XVIII, passando pela aquisição da Fazenda Tebaidas pelo químico e empresário Aggêo Pio Sobrinho na década de 20 até o parcelamento e urbanização, ocorridos a partir do crescimento da sede municipal de Belo Horizonte para a região Oeste, da criação da avenida Raja Gabaglia e do surgimento de novos bairros como Palmeiras, Estoril e o Buritis. "A história do Buritis já inspira livro, além disso, conhecer como foi fundado o lugar onde moro e criei minha família é simplesmente mágico. Espero que esta obra faça parte do plano curricular das escolas do nosso bairro", relata Paulo Roberto Pias, morador há cerca de 30 anos no Buritis, que acrescenta ainda querer fazer parte de algumas páginas em uma possível segunda edição. "Se forem falar dos últimos anos podem mostrar o meu empenho em plantar mudas de ipês e outras flores ao longo do bairro", relembra com carinho.    

Buritis e a Escola Americana

            A Escola Americana de BH completou 60 anos, sendo que aproximadamente 45 deles no Buritis. Juntos, instituição e bairro, cresceram ano após ano. Esta vitoriosa união foi o que motivou a criação do livro, segundo a diretora Catarina Song Chen. "Temos alunos que moram no Buritis. Sabemos de famílias que se mudaram para cá para ficarem perto da escola. Contudo, hoje fazemos trabalhos, inclusive sociais, em prol de toda a comunidade do bairro e região, seja para alunos ou não".

Está no livro

            Dentre os relatos mais marcantes presentes na obra encontramos o de Aggêo Lúcio Gualberto Ribeiro, filho de Aggêo Pio Sobrinho.

            Quem vê a imensa estrutura do Buritis logo imagina que o bairro foi planejado para ser desta forma. Uma forte ação imobiliária em uma região localizada próxima ao centro-sul da capital. Porém, a realidade não foi bem assim! Na verdade, por muito pouco, o terreno onde se localiza o bairro não foi doado à Santa Casa e, muito provavelmente, a nossa história teria sido bem diferente.

            Apesar de ser apontado como o fundador do Buritis e ter seu nome no principal parque do bairro, além de uma avenida, Aggêo Pio Sobrinho, dono da Fazenda Tebaidas, terreno onde se localiza o Buritis, começou a conviver com grandes problemas de invasão em sua propriedade e, para evitar um mal maior, decidiu se livrar dela. A doação só não ocorreu porque os filhos não permitiram. Eram 19 glebas, cerca de 5 milhões de m2, que não valiam muito na época, mas que os quatro filhos exigiram ficar com elas. "Eu e meus irmãos fizemos uma permuta com uma construtora para a criação dos loteamentos. Engraçado que o foco foi a construção do bairro Palmeiras. O terreno onde fica o Buritis era montanhoso e, por isso, ainda mais sem valor", conta Aggêo Lúcio.

            De acordo Aggêo Lúcio, o boom populacional do Buritis ocorreu muitos anos depois quando o bairro foi ligado pelas avenidas Raja Gabaglia e Barão Homem de Melo. "De repente, da longínqua região Oeste o Buritis estava no centro-sul de BH. Isso fez os olhos do mercado imobiliário se abrirem para o bairro", comenta o filho de Aggêo Pio, que hoje ainda possui um empreendimento imobiliário no Buritis.

            O lançamento do livro "Da Memória para a História" aconteceu a céu aberto, durante um piquenique realizado no Parque Aggêo Pio Sobrinho, quando também foram expostas fotografias que contam um pouco da história do nosso Buritis.

            O livro não será comercializado em livrarias, porém, ele foi publicado online na página eabh.com.br/damemoriaparahistoria. Toda a obra foi escrita de forma bilíngue: português e inglês. 

 
 

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