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Mercado pet na contramão da crise

            Na edição de agosto, o JORNAL DO BURITIS trouxe uma reportagem especial mostrando como os moradores do nosso bairro são apaixonados pelos seus pets. Este amor acabou por modificar paradigmas, fazendo com que diversos estabelecimentos passassem a aceitar a entrada de animais de estimação. Seguindo este caminho, iremos abordar agora o crescimento do chamado "Mercado Pet", que está na contramão da crise que afeta o país. O Brasil é a sétima economia do mundo, mas está na segunda posição no mercado pet global, atrás apenas dos Estados Unidos.

            Levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostra que o Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo, com 132 milhões de animais, perdendo apenas para os Estados Unidos, que possuem 164 milhões. O setor representa 0,38% do PIB brasileiro, à frente dos setores de geladeiras, produtos eletrônicos e de beleza, por exemplo. "Enquanto estamos vendo muitas empresas fecharem as portas e demitirem funcionários, nós estamos contratando pessoal e planejando uma expansão", diz a sócia-proprietária da Toys e Pets, Ana Paula Melo.

            Com este nicho a ser explorado, o mercado pet apresenta novos produtos a cada dia. Hoje podemos dizer que, quase tudo que existe para o ser - humano, também há para os animais. "São roupas, acessórios, produtos de hidratação, alimentos naturais. Até mesmo cerveja para cachorro já foi lançada. Apesar de muita gente não gostar deste termo, é uma espécie de humanização do animal, que faz muito bem para o mercado", comenta Rafael Melo, também proprietário da Toys e Pets.

Mais números

            A busca por mais qualidade de vida dos animais explica uma previsão de faturamento de R$19,2 bilhões para este ano, o que representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior. A maior fatia fica por conta da Pet Food, que representa 67% do orçamento. O segmento de saúde também impulsiona o crescimento e abocanha mais de 15% do mercado, reflexo da maneira como os tutores olham para seus animais, já que o cuidado que antes era curativo passou a ser preventivo. "A mudança de comportamento dos donos reservou aos animais de estimação a posição de membros da família. Eles estão dentro de casa, dormem na cama. Esta presença exige que seu tratamento seja diferenciado, com ótimos produtos, o que fomenta cada vez mais setor", finaliza Ana Paula.

 
 

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