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Abecedário digital:a tecnologia como apoio educacional

           Há quem diga que já se foi o tempo de pular corda, bambolê, amarelinha e outras brincadeiras infantis. Não é para tanto, é claro, mas hoje o companheiro da diversão são os aparelhos tecnológicos, como smartphones e tablets. Oito em cada dez crianças e jovens no país, com idades de 9 a 17 anos, costumam acessar a internet pelo celular todos, ou quase todos, os dias segundo o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo ainda revela que quanto mais jovem, maior o uso da internet.

            Diante desta realidade e desses novos hábitos das nossas crianças e jovens, muitos pais se perguntam se a exposição a essa tecnologia, a uma gama de informação e as inúmeras possibilidades de comunicação não poderia ser prejudicial para o desenvolvimento e as relações interpessoais. No Buritis, o Colégio Batista Mineiro vem aproveitando o interesse das crianças e jovens pela internet para agregar e potencializar o aprendizado.

            Segundo Kátia Cury, professora da instituição, a tecnologia é fantástica, uma vez que pode ilustrar e chamar atenção dos alunos em conteúdos que antigamente eram chatos. "Por exemplo, tem o aplicativo do rei da matemática onde o aluno é desafiado a passar de fases a cada acerto em contas básicas de adição, subtração entre outras, mas só passa de fase e ganha novos avatares a medida que acerta. Outro exemplo, o desenho mágico onde o professor diz a letra e o aluno deve desenhar com seu próprio dedinho. Dá para citar inúmeros exemplos onde a tecnologia em sala de aula passa a fazer parte de forma emocionante e investigativa, em que o aluno não usa apenas a tecnologia por usar, ele está aprendendo a usá-la de forma direcionada".

            A educadora ressalta que as crianças de hoje já nascem no universo totalmente tecnológico e a escola não pode ignorar isso. “Devemos estar atentos aos novos hábitos e as formas as quais nossos alunos se comunicam e se informam para colocarmos isso a favor do ensino. Dou aula para o maternal, no qual já utilizamos o tablet como um apoio às nossas atividades pedagógicas”.

Prejudicial?

            O grande questionamento de muitos professores ao utilizar a tecnologia em sala de aula, é de que esta ferramenta possa fomentar o déficit de atenção dos estudantes. De acordo com Kátia Cury, quando a tecnologia é usada a nosso favor, enquanto ferramenta da qual o professor tem o domínio de como, o que, quando e para que utilizar, fica muito mais fácil. "O déficit de atenção pode até ser tratado com o uso da tecnologia, principalmentequando o professor direciona os aplicativos certos para desenvolver seu aluno”, finaliza.

 
 

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