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Buritis sobre duas rodas

            Sensação de liberdade extrema, sentir-se o dono do mundo. Este é o sentimento mais comum entre os apaixonados por motocicletas. O tempo sobre as duas rodas parece parar e os pensamentos se misturam ao vento. No Buritis, temos alguns exemplos de amantes das motos, que para celebrar o Dia Internacional do Motociclista (27 de julho) contam um pouco de como é esta platônica e intensa relação.

            Aos oito anos de idade, Vinícius Duarte teve o seu primeiro passeio de motocicleta. E a primeira experiência foi logo em cima de uma deslumbrante Harley Davidson. Mesmo hoje aos 45 anos aquele momento ainda não sai de sua memória. "Quando desci da garupa já tinha a certeza de que iria ficar sobre uma moto para o resto da vida. Foi mágico".

            Mesmo não podendo, com apenas 11 anos Vinícius guiou pela primeira vez. Aos 12 já havia comprado sua primeira moto. Hoje não só continua um amante das duas rodas, como este hobby se tornou fonte de renda. Deixou a profissão de publicitário para lançar a Chopperhead, uma fábrica de capacetes e diversos outros produtos personalizados voltados para o segmento. "Agora me sinto totalmente realizado. Fiz algo muito especial, pensei em cada detalhe. Esta é uma fábrica de sonhos", ressalta.

            Vinícius já percorreu os vários cantos do país em cima de uma moto. Seja para conhecer lugares ou mesmo para participar de encontros. Uma vez foi com alguns amigos à cidade de Pato Branco, no Paraná, passando por vários outros municípios. No total, foram 36 horas pilotando. "A moto nos proporciona isso. Fazer grandes amizades, explorar o mundo. Só não digo que é a minha primeira paixão, porque tenho a minha esposa e ela está aqui do lado", brinca.

            Igor Guerra é outro apaixonado por motocicletas, tanto que decidiu criar no bairro um ponto especial para encontro de motociclistas. Junto com um amigo inaugurou o Easy Rider Beer. "Aqui no Buritis tem grandes concessionárias de motos e acaba que quem tem uma marca não participa de encontros da outra marca. No meu bar todos os motociclistas têm espaço. Até mesmo quem não tem moto, mas gosta de todo o clima que envolve é bem recebido".

Sem estereótipos

            Apesar de terem um estilo bem definido como ouvir rock e outros sons mais pesados, utilizar roupas pretas e acessórios, se engana quem pensa que os grupos de motociclistas são fechados. Uma prova disso é a presença de mulheres em um ambiente que, até então, era tido como masculino. A policial federal Valéria Rodrigues é um exemplo. Apesar de andar de moto há apenas seis meses já faz parte desta turma, que a recebeu muito bem. "É um estilo sem frescura, despojado, que faz o que gosta sem se preocupar com nada. Mas, sempre com muito respeito. Me apaixonei".

            Apesar do pouco tempo de motociclista, Valéria já sabe que é isto que quer para o resto da vida. "Quando se anda de moto não quer mais saber de carro. Depois que aposentar só vou querer saber de viajar sobre duas rodas. É a sensação de liberdade. Um ser solitário, mas que se sente bem".

            Igor garante que a paixão pela moto não tem faixa etária, nem sexo. "É como sempre digo: quatro rodas movem o corpo, duas rodas movem a alma", finaliza.

 

 
 

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