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Pesquisa aponta otimismo da construção civil para futuro cenário econômico do país

            Os últimos anos não foram nada fáceis para a economia brasileira. A crise financeira afetou os mais diversos segmentos, sendo que em alguns deles o efeito foi mais devastador, como foi o caso da construção civil. Para atravessar o momento ruim, o setor foi obrigado a demitir funcionários, frear lançamentos imobiliários, enfrentar pedidos de distratos e fazer ajustes. Contudo, os bons ventos parecem estar voltando. Em Minas Gerais o setor vem registrando sinais de otimismo quanto a uma reação do mercado. O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) de maio avançou 2,1 pontos em relação a abril, registrando 49,2 pontos. Foi o melhor resultado para o mês dos últimos quatro anos. Nos cinco primeiros meses de 2017, o indicador acumulou aumento de 5,7 pontos. 

            A retomada da confiança é um elo de grande relevância na cadeia do investimento. Se não existe confiança, não se toma nenhuma decisão, apenas se posterga. Diretor da Petra Engenharia, Gustavo Gramiscelli Costa confirma que a perspectiva mudou e as empresas do setor da construção civil estão, de fato, mais otimistas. "Estes números comprovam isto. Essa mudança de pensamento está diretamente ligada ao aumento significativo das expectativas de crescimento da economia".

            No entanto, Gustavo deixa bem claro que, para a construção civil alcançar seus objetivos é preciso que as reformas econômicas planejadas peloatualGoverno Federal sejam aprovadas. "Os sérios problemas políticos que o Brasil vive não podem, mais uma vez, prejudicar a economia. Quem nos representa precisa saber distinguir as situações e pensar somente no crescimento do país. Se as medidas propostas forem aprovadas tenho certeza que 2018 o mercado estará muito aquecido", ressalta.

Tempos difíceis e volta

            Os últimos anos foram mesmo complicados para o setor da construção civil. A Petra Engenharia, fundada há 20 anos no Buritis, foi uma das poucas construtoras a se manter no bairro diante da grave crise econômica. Seus diretores acompanharam de perto o fechamento de algumas empresas ea paralisação de novos lançamentos. O cenário era ruim, mas mantiveram a confiança e trabalharam de acordo com o que o mercado indicava. "Reduzimos, mas não paramos. Mudamos nossa linha. Fizemos mais investimos em empreendimentos de menor valor, em bairros menos valorizados. Mas, agora estamos voltando com tudo para o bairro, diz Gustavo Gramiscelli, que está próximo de lançar mais um empreendimento comercial no Buritis II.

            Em relação ao nosso Buritis, sempre muito valorizado no setor imobiliário, o construtor explica que agora é a melhor hora para se investir no bairro, uma vez que o estoque está reduzindo e assim que a economia melhorar, os preços devem subir. "Custos controlados, mão de obra abundante, cumprimento dos prazos, consequentemente menor valor. Mais para frente o cenário será bem diferente. Vale a pena investir", indica.

Imobiliário

            Diretamente relacionado à construção civil, o setor imobiliário também se anima com a possível retomada da economia nacional. "Sem incentivo na construção civil o nosso mercado está parado. A gente aguarda ansioso essa recuperação. Tem construtoras com projetos engavetados esperando essa hora chegar. Que façam novos lançamentos", conclama Geraldo Vargas, proprietário da GR Imóveis.

             No entanto, Geraldo ressalta que não é somente o setor imobiliário que irá agradecer se o Governo Federal investir no crescimento da construção civil. É  um segmento que movimenta todo o mercado “Não existe crescimento econômico no Brasil sem o crescimento da indústria da construção civil. Começa na areia, no cimento, na brita, até chegar nas portas, no vendedor de tomada. É a cadeia dos mil itens e que mais gera emprego".

Taxa de juros

            O mercado imobiliário tem recebido de forma positiva os anúncios de redução da taxa básica de juros da economia brasileira. Com juros menores, os financiamentos bancários ficam mais acessíveis, aumentando o poder de compra dos consumidores e a capitalização das empresas do setor imobiliário para apostarem em novos lançamentos. "Está no caminho certo, mas os juros ainda precisam cair muito mais. Se o Governo focar nesta questão, com certeza, apresentaremos números importantes até o fim deste ano", afirma Geraldo Vargas. 

 
 

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