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Meu filho foi morar fora do país. E agora?

Pais do Buritis que viveram a experiência de enviar um filho para fazer intercâmbio contam como lidar com o sentimento de medo e incertezas

            O intercâmbio cultural é, sem dúvida, uma excelente oportunidade para os jovens. Neste tipo de viagem, eles podem vivenciar o dia a dia de diferentes culturas, praticar outros idiomas, conhecer novas pessoas e, como consequência, amadurecer e ganhar experiência de vida. Apesar dos óbvios benefícios oferecidos pelo intercâmbio, alguns pais ficam inseguros de deixar os filhos viajarem sozinhos para outro país. Porém, se estiverem atentos ao comportamento dos filhos e enxergarem que eles estão preparados para uma experiência internacional, vale a pena confiar!

            No Buritis encontramos pais que vivenciaram, e ainda vivenciam, a experiência de ter um filho fazendo intercâmbio. É uma forma de amadurecimento para os adolescentes e também para os pais, que precisam entender que o filho não é mais criança e que está trilhando o seu próprio caminho. Quando Camila chegou para a mãe Ália e disse: quero fazer um intercâmbio, ouviu um sonoro "não" como resposta. Mas, a jovem estava decidida e foi conquistando a mãe da maneira mais inteligente. Mostrou no dia a dia que merecia este investimento. "Ela conseguiu ser bolsista em um cursinho de inglês e em um ano já sabia muito mais do que alunos que estudavam há bastante tempo. Além disso, me mostrou que o intercâmbio era para o seu crescimento educacional e não um passeio turístico", conta a mãe.

            Depois de convencer a mãe, era hora do segundo passo. Conseguir viabilizar este sonho. Ália raspou as economias, pediu ajuda à família e, após muita pesquisa, encontrou uma opção que era viável. "A Camila pesquisou todas as agências de intercâmbio de Belo Horizonte. Se empenhou ao máximo e, juntas, nós conseguimos".

            Ao contar esta história à nossa reportagem, Ália não conseguiu segurar as lágrimas. Se emociona toda vez que fala da filha, porém, esta emoção fica somente para os familiares e amigos aqui no Brasil. Diante de Camila, nunca demonstrou outro sentimento, a não ser de entusiasmo e confiança. "Mais difícil foi a ida. Segurei o choro para não preocupá-la. Quem fica aqui tem que transmitir segurança, senão não tem jeito. As dificuldades foram boas para ela e eu gostei porque vi que ela iria conseguir superar. Na conversa, nunca disse volta. E eu sempre seguro a lágrima. Assim que desligo o telefone aí começo a chorar", recorda com carinho.

            A volta de Camila está marcada para o fim deste mês de junho. Foram seis meses na pequena cidade norte-americana de Poteau, no estado de Oklahoma. A festa para a chegada já está armada. Raphaela Guimarães, prima da intercambista, é uma das mais ansiosas. Únicas primas, cresceram juntas. A vida inteira foi só as duas. "Quando ela viajou deu uma sensação de abandono, mas sabia que ia ser muito bom para ela. Conversamos todos os dias pelo whatsapp, mesmo assim estou contando os dias para ela chegar. Mas, acho que vai ser pouco tempo, ela vai querer voltar", .

Amadurecimento

            Quem também viveu uma grande experiência com um filho morando fora do país foi o casal Sérgio Gomes e Marley Cunha. No fim do ano passado eles mandaram a filha Amanda para um intercâmbio de férias no Canadá. Mas, quem vê o sorriso dos pais ao ouvirem admirados as inúmeras histórias contadas pela filha não imaginam tudo o que eles passaram para chegar até este momento. Quem conhece o casal, e até eles mesmos, nunca iria imaginar que a deixariam viajar para um outro país.

            Muito zelosos pela segurança da filha, Sérgio e Marley não deixavam Amanda sequer andar sozinha em Belo Horizonte. Apenas uma vez na vida ela pegou um ônibus sem ninguém a acompanhando, mesmo assim o pai a tinha levado até o embarque. Um agravante ainda era a questão da saúde da filha. Amanda tem diabetes e um sério problema intestinal que a obriga a tomar um medicamento injetável contínuo. Porém, nenhuma destas barreiras foi capaz de segurar o ímpeto da jovem. Decidida a viver esta experiência "sufocou" os pais até conseguir a bênção.

            O primeiro passo, e mais importante, foi consultar o médico. A liberação veio perante o compromisso de Amanda em fazer a medicação adequadamente. Os seis meses de preparação antes da viagem foi um grande aprendizado. Enquanto Amanda aprendia a se medicar, a mãe organizava cada passo que a jovem iria dar. Muito organizada, Marley preparou uma apostila que continha tudo o que a filha precisaria saber em caso de uma adversidade. "Minha mãe é demais. O roteiro tinha 60 páginas. Desde endereços de embaixadas até onde e como encontrar um transporte. Tenho que concordar que foi muito útil", se diverte.

            Sérgio lembra quando faltavam duas semanas para o embarque da filha, a esposa chegou até ele e disse que os dois eram loucos por deixá-la viajar sozinha, para outro país, outra língua. Como que ela iria se virar sem eles por perto. Nesta hora, apesar de também muito preocupado, tratou de tranquilizar a mulher e demonstrar total confiança em Amanda. "Por dentro sentia o mesmo, mas não podia deixar transparecer. Fui forte e sempre acreditei que tudo daria certo, como felizmente deu", lembra.

            Apesar do pouco tempo fora, Marley encontrou uma nova filha na chegada ao Brasil. Madura, segura, valorizando a mais saúde e questões financeiras. "Ela aprendeu a resolver os problemas sozinha. Quando desembarcou em uma escala nos Estados Unidos se perdeu no aeroporto, mas conseguiu se virar e só depois nos ligou para contar. Encontrou alternativas, aprendeu a economizar, valorizar cada centavo. Isto é um engrandecimento que não tem preço", diz.

            O pai ainda destaca outros importantes ganhos que a filha teve com o intercâmbio. "Ela conheceu várias culturas. Seu inglês que era arrastado, meio preguiçoso, foi de inicial médio para avançado. Na necessidade você aprende".

Como agir

            Ao questionar os pais sobre a tranquilidade para deixar os filhos fazerem o intercâmbio, todos destacaram a importância de se procurar uma agência qualificada, que ilustre bem como será a vida do jovem no exterior. A CI Intercâmbio e Viagem é uma referência no segmento. Victor Andrade, diretor da CI do Buritis orienta sobre o passo a passo que os pais devem seguir para garantir uma viagem segura para seus filhos e assim terem segurança e tranquilidade.

            O primeiro passo e, talvez o mais importante, é que pais e filho devem estar em sintonia. Os pais têm que ter a certeza de que o filho está preparado. É importante estarem atentos a atitudes simples do cotidiano, como, por exemplo, ​se ​ele controla o gasto da própria mesada, se ajuda na organização do quarto, cria vínculos com os amigos e se tira boas notas. São coisas simples que mostram que o adolescente tem certa maturidade para viver uma experiência sozinho em outro país. "Todos devem ter a ciência de que este é um investimento em educação, não uma viagem a passeio".

            Juntos também devem definir o lugar para onde ir. Saber muito bem o porquê daquele destino. Decidido é hora de se preparar para a viagem. ”Aos pais pedimos que manerem na ansiedade. Eles não podem embarcar no nervosismo do filho, que vai passar por dificuldades. Têm que segurar a onda, entender que ele vai passar por problemas, e dar força para que superem", explica.

            De acordo com Victor, a agência inicia o trabalho com a família seis meses antes da viagem. Tudo para que nada aconteça fora do habitual. Isto dá tranquilidade aos pais e confiança ao jovem. "Até hoje foram pouquíssimos os que voltaram sem finalizar o intercâmbio. Ao contrário, a fala na hora que chega é que quer voltar, e os pais se dizem muito satisfeitos com o resultado".

Ter conhecimento da língua

            Feito tudo isso que foi dito é hora de relaxar e agradecer por ter condições de proporcionar aos filhos tamanha oportunidade de crescimento.  No entanto, um detalhe que facilitará todo este processo é estudar o idioma do país aqui no Brasil e aperfeiçoá-lo lá fora.

            Regina Ribeiro, diretora do Number One Buritis teve a experiência de enviar uma filha para um intercâmbio no Canadá e acompanhar o sucesso que ela obteve com o programa. "Adquire confiança ao ver que está se comunicando. Minha filha depois de uma semana no Canadá, disse: mãe você não vai acreditar, eu estou entendendo tudo e falando também. E eu respondi: eu sei, só você não acreditava que sabia".

            Segundo Regina, o High School é um programa que proporciona excelentes oportunidades educacionais a estudantes. Os benefícios são diversos como adquirir proficiência no idioma; ampliar a perspectiva global; aumentar a autoconfiança; melhores oportunidades profissionais; e compreender as diferenças políticas e culturais.

 

 
 

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