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E deu polêmica

            Na edição do mês de maio, o JORNAL DO BURITIS trouxe como matéria principal a discussão sobre se estaria na hora de implantar o rotativo nas regiões de maior comércio do bairro. Como já era esperado, a questão levantou enorme polêmica. Muitos moradores se mostraram radicalmente contra a ideia, já outros a favor. Na tentativa de elucidar ainda mais a opinião dos moradores, nossa reportagem conversou com pessoas que já passaram por esta discussão no passado e hoje convivem com  a realidade do rotativo.

                Há alguns anos, o sistema rotativo foi implantado no nosso vizinho bairro Belvedere. De lá para cá, a BHTrans foi expandindo a área de cobrança e hoje, segundo a empresa, já são 1.147 oportunidades para que os veículos possam estacionar diariamente na região.

            Alexandre Junqueira trabalha em uma empresa prestadora de serviços na área da saúde e uma boa parte de sua clientela é de moradores do Belvedere. Por esta razão, circula no bairro quase que diariamente. Para ele, o gasto com o faixa azul é enorme e, até o momento, não conseguiu enxergar os benefícios no trânsito, que é a principal justifica do poder público para a cobrança. "O trânsito aqui continua péssimo. Quem saiu ganhando foi apenas a prefeitura e os estacionamentos particulares, já que muitas vezes está valendo mais à pena parar o carro neles do que deixar na rua".

            Porteiro em um condomínio comercial da Rua Desembargador Jorge Fontana, Ronaldo da Silva acompanha todo o movimento da via, antes, e depois da implantação do rotativo. De acordo com ele, a rua ficou bem mais tranquila após o início da cobrança, porém, as adjacentes agora estão lotadas de carros estacionados. "Agora tem muito lugar para estacionar aqui na rua. Ninguém quer correr o risco de levar uma multa. Muita gente que trabalha neste prédio está estacionando mais longe, mas não há reclamação. Vêm trabalhar tranquilamente", completa.

Mal necessário

            Morador no Belvedere há muitos anos, o aposentado José Elias Filho trata a cobrança do rotativo como um "mal necessário". Ele sabe que o custo extra pode pesar no bolso de quem precisa ir ao bairro para trabalhar, mas diz que se uma atitude mais drástica não fosse tomada, os moradores acabariam ficando ilhados em suas casas. "Se não fosse implantado, em breve, ficaríamos sem ter como sair e chegar em casa. Aqui na rua era uma fila de carros sem fim. Agora está muito melhor", ressalta.

            Ainda de acordo com José Elias, a preocupação de moradores quanto à dificuldade para receber parentes e/ou amigos, em razão da cobrança do rotativo, não há motivo de ser. Pelo contrário. Segundo ele, a taxa irá facilitar a visita. "Normalmente estas visitas acontecem à noite ou aos fins de semana, quando não há cobrança. Já quem vem fazer a visita dentro do horário de cobrança da tarifa, tem grandes chances de encontrar uma vaga, o que antes era quase um milagre", conclui.

ABB se manifesta

            Assim que a discussão sobre a implantação do rotativo se espalhou, a ABB (Associação do Bairro Buritis) decidiu se posicionar, através da opinião de seus diretores, que se mostraram contrários à cobrança do faixa azul. De acordo com o presidente Braulio Lara,  a BHTrans só pode tomar tal decisão após ouvir moradores e comerciantes do bairro. "A ABB é contra, mas além disso, tem que haver um debate. A comunidade tem de estar ciente de todos os prós e contras do rotativo. A decisão não pode ser unilateral".

            Para o presidente da ABB, existem muitas formas de melhorar a questão do estacionamento nas zonas de maior comércio do bairro, sem ter que cobrar do cidadão. "Definir novos estacionamentos com permissão de parada de 10 minutos, como já existe em alguns locais da Mário Werneck, seria uma ação muito simples e que acreditamos que poderia ter um grande retorno. Cobrar da população tem que ser a última alternativa".

              Braulio acredita ainda que a implantação do rotativo poderia ser extremamente prejudicial ao comércio do Buritis. "Quantos clientes poderiam desistir de ir às compras para não ter de arcar com estes custos? A concorrência com estabelecimentos que têm estacionamento próprio acabaria sendo desleal".

            Mas, apesar de contra o rotativo, Braulio faz questão de ressaltar a importância da conscientização de motoristas que trabalham no Buritis. Critica quem vai para o serviço e deixa o carro estacionado por horas em uma via de grande movimentação comercial. "Fazendo isso estão prejudicando o seu comércio. Quem vai ficar muito tempo pode parar mais distante e deixar as vagas para quem vai fazer compras ou outros serviços de forma rápida. Conscientização é a resposta para a maioria dos problemas", finaliza.

Expansão continua

            Se no Buritis a BHTrans informou que ainda não foi feito um estudo para uma possível implantação do estacionamento rotativo, em outros pontos da capita o estudo não só apenas foi feito, como já foi definida a instalação do sistema. O último local a começar a cobrança do faixa azul foi na Avenida Silva Lobo, região do bairro Nova Granada. Desde o dia 1º de junho, para estacionar em determinados pontos da avenida os motoristas estão tendo de arcar com a tarifa.

Locais e horários do rotativo:

Segunda à sexta-feira das 8h às 18h e sábados das 8h às 13h, exceto feriados.

- Av. Silva Lobo entre Avenida Barão Homem de Melo e Rua Canaã – 2 horas;
- Av. Silva Lobo entre Rua Canaã e Rua Coruripe – 2 horas;
- Av. Silva Lobo entre Rua Peperi e Rua Xapuri – 2 horas;
- R. Viamão entre Avenida Silva Lobo e Rua Canaã – 2 horas.

Segunda à sexta das 8h às 18h, exceto feriados.

- Av. Silva Lobo entre Rua Xapuri e Rua Garret – 5 horas;
- Av. Silva Lobo entre Rua Garret e Rua Dantas – 5 horas.

            Segundo a BHtrans, com a implantação do rotativo foram criadas 220 vagas rotativas, que possibilitarão que mais de 845 veículos estacionem diariamente no Nova Granada, desde que respeitando o tempo de permanência.

 

 
 

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