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Chegada do outono aumenta casos de doenças respiratórias

            Semanas após o seu início, o outono começa a mostrar suas principais características, queda das temperaturas e baixa umidade do ar. Apesar de muita gente adorar este friozinho, estas situações típicas da estação  influenciam no aumento de doenças respiratórias, inflamatórias e alérgicas, principalmente, em crianças, idosos e em pacientes crônicos. A combinação desses fatores climáticos e o comum aglomerado de pessoas em ambientes fechados contribuem para a disseminação de algumas doenças transmitidas pelo ar. Por isso, todo cuidado é pouco nesta época!

            Médica pneumologista da Clínica Dr. Buritis, Mariana Ferreira Corales explica que os problemas mais comuns neste período do ano são as inflamações das vias aéreas, como as laringites, faringites, sinusites, gripes, alergias e rinites. Ressalta ainda que essas doenças de outono não costumam trazer grandes perigos à saúde e curam com os cuidados habituais. “Para tratar essas doenças é preciso de repouso, ingerir bastante líquido e lavar constantemente as narinas com soro fisiológico". Já a medicação sintomática, com uso de antigripais, por exemplo, deve ser feita com muito cuidado. "Remédios podem mascarar uma doença mais grave. Desta forma, caso os sintomas estejam durando além do normal, um médico deve ser procurado", pontua.

Prevenção

            A prevenção é sempre o melhor remédio contra doenças. No caso das respiratórias, ela deve começar com os cuidados em relação ao ambiente onde se encontra. É necessário evitar locais fechados e aglomerações. Ao tossir tampe a boca com o lado interno do braço, assim evitará uma possível contaminação.

            Também causador de doenças respiratórias são os ácaros, que ficam nas roupas de frio e cobertores guardados há muito tempo. “Mesmo que limpas, as peças acabam acumulando ácaros e poeira, por isto, o ideal é lavar tudo antes de usar”, comenta Dra. Mariana.

            Outra importante dica de prevenção, neste caso para proteger da gripe, é a vacina. Os médicos alertam que sua eficácia não é de 100%, mas que, no mínimo, a injeção garante sintomas mais amenos. A vacinação tem de ser anual, uma vez que o influenza sofre pequenas mutações todos os anos. "Tem que tomar! O seu resultado é muito positivo", diz a médica que faz questão de explicar que depois de aplicada, a vacina leva cerca de 15 dias para fazer efeito, por isso, não pode ser acusada de gerar uma gripe na pessoa imunizada. "Isto é um mito e, principalmente, uma inverdade. A vacina não causa qualquer mal ao organismo".

             Existe ainda a vacina antipneumocócica que protege contra pneumonias, otites, meningites e deve ser aplicada em idosos e crianças pequenas.

            Para quem tem doenças respiratórias crônicas, como por exemplo a asma, Mariana Corales diz que os cuidados devem ser ainda maiores para evitar um agravamento da doença. "É indispensável o uso regular de broncodilatadores, mais conhecidos como “bombinhas”, e nos momentos de crise, é preciso procurar por um médico", finaliza.

 
 

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