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Mudanças para o bem

 

Educadora aprova nova Base Curricular para os ensinos infantil e fundamental

           O mês de abril pode ter significado o início de uma grande mudança no sistema educacional brasileiro. Depois de um longo processo, que envolveu inúmeros, debates, seminários e consultorias, iniciado ainda em 2013, o Ministério da Educação (MEC) apresentou a terceira e última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os ensinos infantil e fundamental. O documento, que guiará a produção dos currículos de todas as escolas do país nos próximos anos, foi entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A partir de agora, o órgão é o responsável por elaborar um parecer e um projeto de resolução antes da homologação, prevista para o final deste ano.

 

            Até então, o Brasil não tinha uma base comum, mas documentos como as Diretrizes e Parâmetros Curriculares e normas federais já garantiam a padronização na elaboração dos currículos. Agora, a BNCC será a referência nacional obrigatória para que as escolas desenvolvam seus projetos pedagógicos.  

            Diferentemente do ensino médio, em que uma grande polêmica foi criada, a Base para os ensinos infantil e fundamental não deve gerar muitas discussões. Pelo contrário, a sua principal novidade está sendo muito bem vista por educadores. Diretora-pedagógica do Instituto Educacional Ipê Amarelo, do Buritis, Maria Elizabeth Nogueira diz que a obrigatoriedade de se trabalhar as habilidades socioemocionais, além das cognitivas, afetará diretamente na formação do estudante como pessoa. "Terão mais facilidade para se adequar a mudanças e adversidades. Terão maior equilíbrio e resolverão conflitos mais facilmente, disto não tenho dúvida", afirma.

Polêmica

            Uma das principais mudanças trazidas pela nova versão da BNCC é a definição de que as crianças devem estar plenamente alfabetizadas até o final do 2º ano do fundamental. Atualmente, é esperado que isso aconteça no 3º ano, quando as crianças têm, em média, 8 anos. De acordo com Maria Elizabeth, esta exigência pode trazer um desconforto, mas acredita que todas as escolas têm condições de cumpri-la. "Aqui nós já trabalhamos desta forma e sempre obtivemos êxito. Tenho certeza que, com dedicação, todas as escolas conseguirão o mesmo. Isto sem esquecer o cuidado para que a alfabetização aconteça de forma prazerosa e lúdica".

            Ainda de acordo com a diretora-pedagógica, os responsáveis pela criação da nova Base se espelharam no sistema educacional oferecido nos países com melhor resultado no PISA - Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. "Infelizmente cada vez mais o Brasil se encontra nas últimas colocações do PISA. Fico contente em ver que agora eles observaram o que há de bom lá fora e copiaram. Toda mudança no início gera insegurança, mas depois vem o equilíbrio e as adequações".

            É importante ressaltar que os estados e municípios continuarão podendo agregar outros conteúdos, além dos exigidos na nova BNCC, uma vez que o Brasil possui grande extensão territorial e enorme diversidade cultural.

            A decisão sobre a Base Nacional Comum Curricular para o ensino médio deve ficar para o fim de 2018.

 

 
 

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