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Obra do prédio que desabou está embargada

Obra do prédio que desabou está embargada


Construtora responsável pela obra já teria construído outros cinco empreendimentos no bairro

No final do mês passado, parte de um prédio de sete andares, localizado na Rua Geraldo Lúcio Vasconcelos, aqui no Buritis, desabou. O edifício com previsão de entrega para março de 2012 está projetado para ter 14 apartamentos, com o preço médio de mercado de aproximadamente R$ 250 mil cada unidade. A Prefeitura de Belo Horizonte, através da Defesa Civil, embargou a obra e exigiu um plano de intervenção do proprietário.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Construção Civil de Belo Horizonte e Região, Osmir Venuto, que estava panfletando nas imediações da obra, por volta das 7h30 da manhã, o prédio começou a desabar. “Ninguém ficou ferido, aproximadamente 12 trabalhadores estavam preenchendo o diário de segurança no momento em que tudo aconteceu, em outra parte do terreno”, explica. “A movimentação aqui foi grande, SAMU, Bombeiros, Defesa Civil, Ministério do Trabalho, imprensa, veio até um helicóptero”, completa.

Uma grande preocupação é que ao lado da obra funciona uma Escola Infantil que recebe bebês a partir de seis meses de idade. Segundo depoimento de alguns funcionários da escola, destroços do prédio atingiram uma área onde os meninos costumam brincar e onde tem alguns brinquedos para recreação. “Sorte que não havia ninguém no local”, afirma uma funcionária.  Segundo a Defesa Civil, a diretora da instituição foi orientada a suspender as atividades normais por cinco dias.

O proprietário da construção compareceu ao local e foi notificado. Cabe à construtora, a partir de agora, elaborar um plano de intervenção para que o mesmo seja aprovado por uma equipe da Defesa Civil.  O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Construção Civil de Belo Horizonte e Região, Osmir Venuto, lembra que na parte de baixo da obra que desabou está sendo construído outro prédio. Ele questiona se a Defesa Civil também não teria que verificar se, de algum modo, a outra construção não esteja afetando o terreno de cima.

Osmir ainda denuncia falta de segurança na obra. “O perigo aqui era claro, não há viga de sustentação, as paredes são feitas sobre lajes. Quando isto acontece é por que os engenheiros querem economizar", enfatizou.


Causas

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-MG) informou  que irá apurar se o prazo de entrega da obra influenciou, em algum momento, na queda de parte do prédio. A obra está isolada e não poderá haver nenhum tipo de intervenção interna, somente um vigia foi autorizado a ficar na parte externa do prédio. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belo Horizonte e Região, 30 operários já morreram somente neste ano em Minas Gerais. Deste total, 12 ocorrências foram na capital.

 
 

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