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A arte e a música contribuem para o desenvolvimento cognitivo das crianças

 

A ARTE E A MÚSICA CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DAS CRIANÇAS

As aulas, no Magnum Buritis, começam no 1º Período da Educação Infantil e se estendem até o 5º Ano do Ensino Fundamental.
 
Soltar a voz, ouvir músicas, experimentar instrumentos que produzem sons variados, se sujar com tintas, amassar papéis, rasgar e modelar com massinhas de diferentes texturas são atividades que fazem parte das aulas de música e artes, e às vezes, não recebem a devida importância da nossa sociedade. Entretanto, elas contribuem para o desenvolvimento cognitivo infantil. “São formas de linguagem que favorecem as potencialidades intelectuais e emocionais da criança”, explica Patrícia Bevilaqua, supervisora da Educação Infantil ao 1º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Magnum Buritis.
 
Considerando todos os benefícios que as artes proporcionam, as escolas de Belo Horizonte investem cada vez mais nessas disciplinas. No Magnum Buritis, esse trabalho já é realizado desde sua fundação. As salas de artes são amplas e contam com uma variedade de materiais, que despertam o interesse e a curiosidade dos alunos. Já o espaço destinado à música agrega instrumentos de percussão, teclado e outros. Em ambas as disciplinas, há um acompanhamento pedagógico especializado, que permite que as aulas transcorram com qualidade.
 
Uma das preocupações da escola é desenvolver iniciativas que valorizem tudo o que é fruto do trabalho das crianças. Pensando nisso, a instituição de ensino promove, anualmente, uma exposição de arte, na qual os artistas mirins podem exibir suas “obras-primas”. Em 2011, o Magnum Buritis começou um novo projeto, que, apesar de implantado há pouco tempo, já agrada a todos. Nos horários de saída de cada turno, os estudantes têm a oportunidade de apresentar cantatas, teatros de sombras e outras manifestações artísticas que produzem.
 
De dois em dois anos, a escola realiza também a Culturarte. O evento, que já se tornou tradição, tem como propósito fazer com que os estudantes se envolvam ainda mais com aspectos relacionados à cultura e arte. Trata-se de uma grande mostra, na qual os alunos da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental podem expor trabalhos relacionados ao tema transversal do colégio, que, este ano, foca a Biodiversidade.
 
O entusiasmo é tanto que os estudantes participam de todas as etapas da Culturarte. Uma delas é a elaboração do convite enviado aos pais. Cada aluno produz, durante a aula de Artes, um modelo diferente. Posteriormente, a equipe pedagógica escolhe aquele que melhor se encaixa na proposta do evento. Mas, não é apenas durante a Culturarte que as habilidades manuais das crianças são colocadas em prática. Por exemplo, em datas comemorativas, como o Dia das Mães e Dia dos Pais, os alunos usam toda a sua criatividade e diferentes materiais para criar cartões, que são dados de presente a essas pessoas tão especiais.
 
Com tantos incentivos, Bevilaqua enfatiza que desconhece uma criança que não participe com boa vontade das aulas específicas.
 
MÚSICA NAS ESCOLAS
 
Para o professor de música Flávio Fonseca, ter aula de música na Educação Básica é essencial. “Música é um meio de comunicação. Ao ser musicalizado, você tem mais uma maneira de se expressar. A música proporciona uma melhoria na concentração e nas relações interpessoais. Ela também nos ajuda a expressar nossos sentimentos, aqueles que nem sempre conseguimos expor frente a outras pessoas”, ressalta.
 
A lei nº 11.769 sancionada em 18 de agosto de 2008, diz que até agosto deste ano todas as escolas, sejam elas públicas ou particulares, devem ter música como conteúdo obrigatório na grade da Educação Básica. Esta não precisa ser uma disciplina exclusiva, podendo, necessariamente, estar atrelada às aulas de artes, por exemplo.
 
ARTES PRESENTES NAS PROVAS DO ENEM

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) também prezam pela área artística. Entre os eixos cognitivos incluídos no edital do concurso, ou seja, comuns a todas as áreas de conhecimento, estão: dominar linguagens – dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica – e Compreender Fenômenos – construir e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
 
Para Bevilaqua, a cobrança vinda do Ministério da Educação (MEC) reflete um mundo globalizado, no qual as informações estão disponíveis toda hora e em qualquer lugar. Ela ressalta que qualquer pessoa com capacidade de ler e interpretar pode acessar páginas na internet recheadas de notícias, contudo, o mesmo não acontece com a arte. “O trabalho de sensibilização para a Arte não está disponível em todos os locais e depende da forma como é apresentado, recebido e assimilado pelos estudantes”, acrescenta a educadora.
 
 

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