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PAIS MAIS PRÓXIMOS

Pais mais próximos

A figura paterna vem ganhando, com o passar das gerações,

um espaço ainda maior na relação familiar

Em uma época nem tão distante assim, mais precisamente até as últimas décadas do século XX, a relação entre pais e filhos era bem diferente e, muitas vezes, até conflituosa se comparado aos dias atuais. Não é raro ouvir histórias de pessoas, hoje na faixa dos sessenta e poucos anos, dizendo que pouco abraçavam ou eram abraçadas por seus pais, o beijo então era quase que um ato censurado, eram poucas as formas e demonstrações de carinho. Esta falta de afeto era cultural, afinal, os pais destes pais os ensinaram assim. O respeito deveria estar acima de tudo, e a demonstração demasiada de afeto poderia acarretar em uma possível falta de comando do patriarca da família. 

Os pais advindos das gerações mais novas já têm outro olhar sobre a participação e criação dos filhos. É o caso do servidor público estadual e morador do Buritis, Esly Winder, hoje com 41 anos de idade e com uma única filha de oito meses. “Ter me tornado pai depois dos 40 também foi importante pra mim, me sinto mais seguro, com muito mais responsabilidade para esta fase de suma importância em minha vida e de minha esposa”, explica. Esly se diz preocupado com a criação da filha. “Eu e meu pai sempre tivemos uma relação de respeito e carinho, porém quando eu o beijava, por exemplo, o sentia todo travado, aquilo não era algo comum para ele”, enfatiza.  “Com minha filha vou fazer diferente, vou procurar sempre estar perto, abraçá-la e beijá-la demais, este contato é fundamental para estreitar este laço que é para a vida toda”, complementa o servidor público.

Para Aryanne Cardoso, esposa de Esly, o tempo que o marido possui com a família durante a semana é escasso devido ao trabalho. No entanto, ele se faz presente de uma forma que todos se sentem seguros e confiantes. “O cuidado com a filha, os passeios com toda a família nos dias de folga e o carinho com a esposa, fazem dele um grande homem e um pai de primeira”, revela.

O fisioterapeuta Fabrício Vale, 34 anos, tem dois filhos, um de dois anos e outro de cinco, e não abre mão de passear durante os finais de semana no parque Aggeo Pio Sobrinho. Lá eles aproveitam o espaço para jogar bola, andar de carrinho e correr a vontade, em uma verdadeira confraternização entre pai e filhos. Fabrício encara com muita dignidade a função de ser pai. Para ele, “a responsabilidade de criar, oferecer uma educação de qualidade, além da formação moral, é ensinar desde pequeno a seus filhos a ajudarem o próximo”, enaltece.

Já para o administrador de empresas, Antônio da Cunha, 51 anos, ser pai é uma realização, é sentir de fato que a vida terá continuidade. “O tempo é muito corrido, por isto aproveito os finais de semana para sair com meus filhos, vamos ao parque, cinema, casa da avó, sempre procuramos estar juntos”, afirma. Lilian Oliveira, 16 anos, diz que o pai “sempre procura fazer alguma coisa para sair da rotina, dá todo o suporte que necessita, e o que mais aprovo no meu paizão é seu jeito de compreender as coisas. Ele sempre procura ouvir todo mundo, por isto o respeito muito”, explica. Enquanto isto, o filho mais novo de seis anos, Henrique Oliveira, diz que adora o pai porque ele sempre arruma os seus brinquedos estragados.

Segundo o representante comercial Geraldo Andrade, 54 anos, pai de uma menina de 13, a relação que possui com sua filha é bem tranqüila. Eles sempre procuram passear juntos pelo parque Aggeo e também vão ao cinema. Geraldo se considera um bom pai, mas faz questão de salientar sobre a importância da mãe na vida e na educação dos filhos. “Tanto um quanto o outro são necessários na estrutura familiar”, finaliza.
 
Comerciantes do Buritis  apostam no dia dos pais

De acordo com pesquisa realizada no período de 06 a 20 de julho pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), com mais de 200 empresários da capital mineira, 42,39% dos entrevistados acreditam que as vendas para o Dia dos Pais em 2011 serão melhores que as do ano anterior. Segundo Alexandre de Castro, proprietário da loja London Man, especializada em roupas e artigos masculinos e que está presente no Buritis há quatro anos e meio, a expectativa é que haja um crescimento das vendas em torno de 35%, se comparado ao mesmo período de 2010. 

A pesquisa ainda mostra que, para 35,52% dos entrevistados, os consumidores gastarão entre R$ 50,01 e R$ 100,00 com o presente do paizão. Já para 6,56% dos empresários o ticket médio deve girar entre R$ 100,01 e R$ 250,00 e apenas 1,09% acreditam que os filhos comprarão presentes com valores entre R$ 250,01 e R$ 500,00.

Para o gerente da Sketch Buritis, Ebervaldo Martins, o crescimento estimado nas vendas deste ano para o Dia dos Pais está na casa dos 20%. “Já demos inicio a várias promoções na loja do Buritis. Trabalhamos com camisas pólo, calças jeans e social, sapatos e vários outros produtos”, explica. “Tudo isto para atender as necessidades da nossa clientela, até porque é um público exigente e por isto nossos produtos são de extrema qualidade, e, como se não bastasse, ainda praticamos preços competitivos aos apresentados pela concorrência”, enfatiza.

Ainda segundo a pesquisa, os itens mais procurados nesta data, que é considerada a quarta melhor para o comércio em todo o Brasil, perdendo apenas para o natal, dias das mães e dia dos namorados consecutivamente, a roupa é o produto preferido para 64,85% dos empresários, logo depois, com 25,45%, aparecem os calçados como opção para presentear, perfumaria e cosméticos ocupam a terceira posição com 4,85% das intenções de compra, os acessórios ficam com 2,42%, papelaria e livraria ficam com 1,21%, cama, mesa e banho somam apenas 0,61%, enquanto que, telefones celulares aparecem como última opção com um total de 0,61%.

Apesar de não figurar nos dados da pesquisa, outros artigos como bebidas e tabacaria, eletroeletrônicos e produtos esportivos também podem ser alternativas para presentear os pais nesta data tão especial.

As estratégias para atrair clientes para o Dia dos Pais serão diversificadas. A pesquisa revela que 35,71% dos empresários irão investir em propagandas e publicidade, outros 27,04% vão abusar dos descontos e promoções, 12,24% utilizarão vitrines atrativas. As novas mídias também serão utilizadas, mensagens por celular e site temático aparecem com 10,2%, bom atendimento 6,12%, variedade de marcas e produtos 5,61%, brindes 2,55% e prazo para pagamento como atrativo surge com 0,51%.

 
 

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