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Julho é o mês do taxista

Julho é o mês do taxista

A luta diária pelo ganha pão faz deste batalhador uma pessoa determinada, um verdadeiro guerreiro, que não tem medo do trabalho e está pronto para servir a qualquer hora
 
No mês em que se comemora o dia do taxista, 25 de julho, é bom lembrar o quanto este profissional é de suma importância e essencial na vida das pessoas. Muitos utilizam este serviço para trabalho, outros para passeios e tem também quem o utiliza para tudo, desde tarefas simples, como ir ao supermercado, ou realizar viagens para outras cidades. O trabalho é árduo, geralmente com uma carga horária sobrecarregada, muitos chegam a trabalhar mais de doze horas por dia para conseguir pagar suas diárias, e ainda levantar um dinheiro para sustentar a família. Nesta mesma data é celebrado o dia de São Cristovão, padroeiro dos motoristas, dos viajantes e dos taxistas.

Para Jakson Ribeiro, 27 anos, que trabalha no ponto do Buritáxi e há três anos exerce a profissão, ser taxista é um vício, depois que você começa a trabalhar na praça não quer mais sair. “Tenho exemplos na família, meu pai já está trabalhando há mais de 20 anos, meu irmão também está na área. Confesso que é prazeroso, muito bom mesmo. Em cada corrida a gente conhece uma pessoa diferente, não é um trabalho monótono, que você fica atrás de uma mesa sempre com a mesma rotina chata”, explica. “Muitas vezes os passageiros nos confundem com psicólogos, alguns pegam táxi só para conversar ou desabafar com alguém, depois descem do carro e voltam mais tranqüilo para casa ou para o trabalho. Esta situação já aconteceu comigo”, conta.

Ainda segundo Jakson, o maior medo que o taxista enfrenta no dia a dia é de ser assaltado, mas neste sentido a Polícia Militar é uma grande parceira, que apóia estes profissionais de uma forma bem positiva. “Já me roubaram somente uma vez, mas é uma situação que eu não desejo para nenhum dos meus colegas”, enfatiza. “Outro complicador é o trânsito, a cada dia que passa fica mais complicado, isto atrapalha no desenvolvimento das nossas corridas”, completa.

De acordo com Luiz Carlos da Silva, 48 anos, taxista há oito e membro do Conselho de Ética do Buritáxi, quem entra na profissão não quer mais sair. “A única possibilidade de abandonar é se ganhar na loteria”, brinca. “Nesta nossa atividade se vê e ouve de tudo. Já vi passageiro brigando com filho, esposa discutindo com marido, mulher chorando sozinha, são muitas situações que vão de engraçadas a constrangedoras”, relembra.

Luiz Carlos também reclama do trânsito. Ele fala que qualquer lugar da cidade está complicado de andar nas horas de pico, no entanto, o prazer em trabalhar como taxista faz com que as dificuldades do dia a dia não o desanime. “A segurança também é um fator preponderante em nossa profissão, nunca sofri um assalto, mas conheço colegas que já sofreram com isto”, afirma.

Belo Horizonte conta, hoje, com uma frota de táxi que ultrapassa seis mil carros, uma grande parcela é de veículos novos ou seminovos, e em excelente estado de conservação. Tudo isto para servir a população da melhor forma possível. Os profissionais são bem treinados pelo Serviço Social do Transporte-Serviço Nacional de Aprendizagem no Trânsito (SEST SENAT), que a cada cinco anos promove um curso de reciclagem, onde são abordados temas como: Primeiros Socorros, Cidadania e Relações Humanas, Proteção ao Meio Ambiente, Direção Defensiva e Regulamento BHTrans. Todo taxista, sem exceção, é obrigado a participar deste processo. Parabéns a todos taxistas.

 
 

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