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LEI DA SACOLA PLÁSTICA PEGOU

Lei da sacola plástica pegou


Em  três meses, o que se vê no comércio do Buritis são as novas sacolas, agora, ecológicas e retornáveis; bairro é um exemplo para toda a cidade de como a lei veio para ficar


No dia 13 de abril deste ano, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, regulamentou por meio de decreto, publicado no Diário Oficial do Município, a Lei 9529/08 que determina a substituição de sacolas e sacos plásticos convencionais por produtos ecológicos em lojas e supermercados da capital. As empresas tiveram três anos para se adequar às novas regras e no dia 18 de abril a lei entrou em vigor. Esta foi uma ação inovadora e pioneira em todo o país.

Segundo Patrícia Reis, professora aqui no Buritis, a lei da sacola plástica veio em boa hora. Segundo ela, o mundo anda necessitando de iniciativas como esta e Belo Horizonte está de parabéns, pois isto mostra que as pessoas estão ficando mais conscientes de seu papel no planeta. “Tudo que fizermos de positivo ou negativo hoje, no futuro a natureza nos responderá da mesma forma. Eu percebo estas mudanças de atitudes nos meus alunos dentro e fora da sala As gerações mais novas terão um papel fundamental na preservação e manutenção da natureza”, explica.

A também professora Érica Michelle diz que a lei já ganhou adesão por grande parte da população e no Buritis ela percebe, de fato, que a lei já “pegou”. “Vejo muitas pessoas carregando pelas ruas as suas sacolas ecológicas ou retornáveis. O que acontecia antes era que muita gente se acomodava com a situação de carregar as compras nas antigas sacolas, já era um mau hábito adquirido”, enfatiza.

Em número bem menor, algumas pessoas já não usavam a sacola plástica, mesmo antes de entrar em vigor a nova lei.  Era o caso de Maria das Graças, doméstica, que nunca gostou de utilizar as sacolinhas. “Sempre achei desnecessário, eu já tinha alguma ideia do mal que isto representava, tanto que há três anos já utilizo as retornáveis”, diz.

Segundo a funcionária pública Mariana Vieira, moradora do bairro há oito anos, alguns estabelecimentos no Buritis ainda utilizam a velha sacola. “Não sei dizer se é estoque e eles querem acabar de vez com o este tipo de produto”, informa. A responsabilidade de fiscalizar o comércio, sobre o cumprimento ou não da Lei, já em vigor, ficou a cargo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Se for constatada a infração, haverá notificação e multa de mil reais. Em caso de reincidência, o valor sobe para dois mil reais. Caso haja nova transgressão, o estabelecimento poderá ser interditado parcial ou totalmente e ter seu alvará de localização e funcionamento cassado.

Ainda de acordo com Mariana Vieira, em aspectos ambientais ela espera que esta lei seja favorável mesmo. “Afinal tem que ter algum propósito todas estas ações ditas ecologicamente corretas. Eu quero e torço para que meus filhos e netos possam usufruir de um mundo em que a natureza esteja agindo de forma saudável e tranquila, cumprindo seu papel, e os homens a protegendo para que todos possamos viver bem”.

De acordo com levantamentos feitos, a expectativa é de que cerca de 450 mil sacolas plásticas deixem de ser consumidas na capital, e que as antigas sacolas retornáveis de lona voltem a frequentar os mercados. As embalagens oxibiodegradáveis, que causam muito menos danos ao meio ambiente, comparando-se às convencionais, também estão disponíveis ao consumidor.

 
 

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