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UNIÃO CONTRA AS FAIXAS

 

União contra as faixas
Entidades e poder público se unem para retirar faixas, identificar e punir corretores
Mais uma vez o Buritis enfrentou um mês de muita poluição visual por causa das faixas de corretores picaretas. Somente em uma tarde de quinta-feira, nossa reportagem contabilizou 12 faixas espalhadas pelo bairro. As vias mais prejudicadas são as mesmas de sempre, com destaque para o cruzamento das avenidas Prof. Mário Werneck, Engenheiro Carlos Goulart e Paulo Piedade Campos; e Mário Werneck entre ruas Vitorio Magnavacca e Praça Aroldo Tenuta.
Mas na mesma velocidade que essas faixas proliferam pelo bairro, também são retiradas. Além da regional Oeste, que passa três vezes por semana retirando essas faixas, a cidade conta com o apoio contra a poluição visual da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), que disponibiliza dois funcionários que ficam exclusivamente por conta da retirada dos engenhos.
De acordo com o diretor da CMI e proprietário da imobiliária Boreal Netimóveis, com sede aqui no Buritis, Rogério Farias Gontijo, a poluição visual causada pelas faixas em toda a cidade está fora de controle. “Esta retirada de faixas sendo feita três vezes por semana, não adianta. Tem que retirar assim que for afixada. É importante agir rápido, porque a situação é grave. Bandidos e corretores picaretas estão cometendo diversos golpes com o auxílio dessas faixas”, afirma.
Segundo Rogério, além dos anúncios poderem ser farsas, outro tipo de golpe pode ser de quem pretende comprar imóvel um anunciado. “Não são picaretas somente vendendo. As pessoas físicas que colocam seus imóveis à venda, também correm riscos. Um bandido liga, agenda uma visita e consegue sem nenhuma dificuldade ter acesso à casa do anunciante e lá pode cometer um crime”, destaca.
Apesar de não ser de sua responsabilidade, a CMI está tomando várias medidas para conter as faixas no bairro e na cidade. “Além dos dois funcionários que ficam dia e noite rodando com uma caminhonete recolhendo as faixas irregulares, as imobiliárias do bairro estão estudando contratar por sua conta um funcionário que fique exclusivamente por olhar pelo bairro e região. A demanda é muito grande para os dois funcionários da CMI, que olham por toda a cidade”, ressalta Rogério.
 
UNIÃO
Quando o JORNAL DO BURITIS começou a campanha contra as faixas em janeiro de 2010, estávamos sozinhos. Com o passar da campanha conseguimos a adesão dos moradores, que são os principais aliados, já que são eles os responsáveis por consumir os produtos anunciados e têm o poder de rejeitar também.
Hoje, mesmo agindo exclusivamente contra as faixas de imóveis (que representam mais de 90% das faixas no bairro), a CMI também fez mais duas parcerias: com o Creci e Ministério Público. Rogério comenta que “essa união busca identificar e punir os infratores. Porque não adianta recolhermos e no dia seguinte o mesmo picareta afixar uma faixa novamente. É um trabalho demorado, mas a procuradoria está buscando identificar os infratores, que serão notificados e penalizados”, destaca.
Mais a principal maneira mesmo para acabar com essas faixas é fazer exatamente o que foi feito com os comerciantes: boicotar. “É preciso também que os corretores e pessoas associadas à CMI entrem em contato imediatamente ao ver um faixa e denuncie. Somente com uma união entre todos conseguiremos acabar com as faixas que tanto deixam nosso bairro poluído visualmente”, completa Rogério.
 
 

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