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COLETA SELETIVA JÁ É REALIDADE NO BURITIS

Coleta seletiva já é realidade no Buritis

Os moradores do bairro estão atentos a preservação do meio ambiente e sabem que a conscientização e educação sobre o tema são fundamentais para exercermos nossa cidadania

No mês em que se comemora o dia mundial do meio ambiente, 5 de junho, é muito importante que se fale e pratique ações que possam contribuir, cada vez mais, por um planeta mais saudável. Para isto precisamos começar a agir dentro de nossas casas, na rua onde moramos, no nosso bairro, enfim, na nossa cidade. E o Buritis não ficou atrás, agiu rápido, tanto que vários moradores já contribuem de uma forma muito positiva, que é fazendo a coleta seletiva do lixo residencial.

Segundo a Chefe do Departamento de Programas Especiais, da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) da Prefeitura de Belo Horizonte, Aurora Pederzoli, este tipo de serviço teve início, no Buritis, no mês de agosto de 2004. Na época, “os materiais papel, metal e plástico eram acondicionados em big bags e coletados nos condomínios residenciais e comerciais inseridos na área de abrangência do programa, pela equipe de coleta da cooperativa COOPEMAR OESTE”, explica. “Já os recicláveis do tipo vidro eram depositados no Local de Entrega Voluntária – (LEV) localizado, anteriormente, na Avenida Mário Werneck, em frente ao campus da UNI- BH”, completa. Hoje, a LEV mais próxima fica na rua Nilo Antonio Gazire, 147, bairro Estoril, lá os moradores podem levar os recicláveis e depositá-los em lixeiras apropriadas.

Ainda de acordo com Aurora Pederzoli, a partir abril de 2007, houve uma alteração da metodologia de coleta - a população foi orientada para o recolhimento dos materiais recicláveis papel, metal, plástico e vidro, todos juntos no mesmo saco plástico. Depois o material era exposto no passeio aguardando o caminhão recolher.

A sub-síndica do Edifício Mediterrâneo, Miriam Castanheira, conta que o prédio já adotou a coleta seletiva há mais ou menos quatro anos. “Nós aderimos a este projeto através da Associação do Bairro (ABB), que entrou em contato com a gente e agendou uma reunião, onde foi explicado de forma detalhada como seria realizado este tipo de trabalho”, afirma. A ideia foi bem recebida pela maioria dos moradores, “tanto que na época o foco era auxiliar os catadores de papel, havia um trabalho social vinculado a coleta”, argumenta.

Já o síndico do Edifício Lavorata, Carlos Henrique Lopes, reclama da falta de informação dos órgãos competentes sobre como o prédio ou condomínio pode aderir à coleta seletiva. “Nós, por exemplo, coletamos o lixo da forma tradicional, possuímos os locais para recolhimento, porém não fazemos nenhum tipo de seleção do material”, lamenta. Carlos ainda complementa dizendo: “esta falta de comunicação poderia ser suprida através de simples folhetos explicativos, já nos ajudaria muito”.

No Edifício Bromélias este tipo de coleta já é praticada há dois anos. O morador, André Russo, entende que a conscientização é o ponto de partida para este tipo de ação. “Algo tem que ser feito para melhorar a vida no planeta, nada melhor do que começarmos dentro de nossas casas. Os próprios moradores juntam os sacos em seus apartamentos com o lixo reciclável, o caminhão passa toda quarta-feira, e a separação dos materiais é realizada pela própria empresa que recolhe o lixo”, explica.


BENEFÍCIOS

A coleta seletiva, sem dúvida, é uma das formas de ajudar a preservar o meio ambiente e de proteger o planeta, os benefícios são vários: diminuição da exploração de recursos naturais renováveis e não-renováveis; economia de energia; melhoria da limpeza da cidade e da qualidade de vida da população; aumento da conscientização ambiental; aumento da vida útil dos aterros sanitários; diminuição da poluição do solo, da água e do ar; diminuição da proliferação de doenças e da contaminação dos alimentos; diminuição de custos de produção pelas indústrias que reaproveitam o material reciclável; diminuição dos gastos com limpeza urbana; melhoria da qualidade dos compostos produzidos a partir da matéria orgânica; inclusão social, com geração de emprego e renda para famílias carentes e fortalecimento das organizações comunitárias.

Para o Edifício ou morador que ainda não participa da coleta seletiva, basta ligar para o telefone 156 do BH Resolve, da Prefeitura de Belo Horizonte, e procurar saber se o seu endereço já é contemplado por este serviço. A coleta é realizada as quartas e sextas-feiras, a partir das oito horas da manhã. Segundo a Chefe do Departamento de Programas Especiais, da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) da Prefeitura de Belo Horizonte, Aurora Pederzoli, os materiais depois de coletados são destinados à Coopemar (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte), atualmente sediada à Avenida Solferina Ricci Pace, 1250, Vale do Jatobá, região Barreiro.

Aurora Pederzoli ainda enfatiza que a correta participação da população, evitando o descarte de resíduos orgânicos ou rejeitos junto aos recicláveis e apresentando o material para a coleta no horário estipulado já é uma ação de cidadania que deve ser praticada por todos.
 
 
Caminhada ecológica no Parque Aggeo Pio Sobrinho
 
No último dia 4 de junho, em comemoração ao dia mundial do meio ambiente, aconteceu no Parque Aggeo Pio Sobrinho o “Buritis Inteiro Pelo Meio Ambiente”; uma parceria entre a Associação dos Moradores com o projeto “Bom na Bola, Bom na Vida”. Todos que passaram pelo local puderem ter um belo e delicioso passeio pelas trilhas da mata fechadas do parque, além de desfrutar das belezas naturais que compõem aquele maravilhoso cenário de pura natureza, que torna o bairro um dos mais privilegiados da capital.

De acordo com Carlos Antônio Apolônio de Vasconcelos, mais conhecido como Karlinhos, um dos organizadores do evento, a ideia é criar um olhar mais crítico, tirar as pessoas da zona de conforto. “É uma ação de ecoatitude, de ação cidadã. Queremos proporcionar aos nossos filhos e netos a possibilidade de viver em um mundo melhor, onde a natureza tenha seu lugar reservado e respeitado”, explica.

Segundo a voluntária do Projeto “Bom na Bola, Bom na Vida”, Cleonildes Alves Silva, que participou da caminhada ecológica, a importância de momentos como este é, cada dia mais, urgente no cotidiano da vida das pessoas. “Para mim é muito positivo, afinal é através de eventos ecológicos que iremos desenvolvendo a consciência de nos nossos filhos”, enfatiza.

O engenheiro Marcos Adriani também fala da relevância de iniciativas pró meio ambiente. “O importante é trazer a conscientização ambiental nas crianças e adolescentes, mostrar o quanto é valioso a preservação das florestas, das reservas, dos mananciais de águas”, explica. “Espero que os moradores zelem pelos nossos espaços verdes, para que tenhamos uma maior qualidade de vida”, complementa.

Segundo os organizadores, cerca de 60 pessoas participaram da caminhada. Na ocasião, também foram realizadas outras atividades no local, como a exposição de alguns cartazes explicativos sobre o tabagismo, e também houve um momento musical ao som do cantor e morador do bairro, Oldair Costa e de seu inseparável violão.

 

 
 

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