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Mata da Copasa atingida por incêndio

Mata da Copasa volta a ser atingida por incêndio

Mesmo fora de época, mata é atingida por chamas e coloca comunidade em alerta para o período de seca

O período de chuva está em sua fase final, sendo maio considerado um período de transição, mas o grande problema no período de seca já começa a aparecer no Buritis: as queimadas. Por ser um dos bairros com maior quantidade de áreas verdes de Belo Horizonte, o que, é claro, é bastante benéfico para a comunidade, acabamos também sofrendo mais com este problema.

No mês de abril, período pouco comum para queimadas, por ser ainda bastante úmido e chuvoso, a Mata da Copasa foi vítima, mais uma vez, de um grande incêndio, que consumiu pelo menos 10 hectares da vegetação que faz parte de uma área de preservação ambiental.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas tiveram início no começo da noite da quinta-feira, dia 21 de abril, e se espalharam rapidamente. Foram necessárias quatro viaturas dos bombeiros e um helicóptero para conter as chamas, que só foram extintas na manhã da sexta-feira, dia 22 de abril. Ainda na sexta-feira, no fim da tarde, um novo foco foi registrado na Mata, obrigando os bombeiros a retomar o combate.

Para quem não se recorda, no ano passado foram registrados na mesma área diversos incêndios. Em um levantamento dos bombeiros na época, a corporação contabilizou durante 15 dias em agosto, 16 focos de incêndio na Mata da Copasa. Em um deles, em específico, na parte acima da avenida Raja Gabaglia, próximo à entrada para o bairro na José Rodrigues Pereira, as chamas tomaram conta da reserva, matando dezenas de animais e consumindo espécies raras da flora brasileira, além é claro, de colocar em risco as nascentes que lá existem.

A Mata da Copasa é a segunda maior área verde de Belo Horizonte e, além da riqueza da flora e fauna, compõe o entorno de proteção do manancial Cercadinho. Lá, a captação de água é feita superficialmente e em cinco poços existentes, a uma vazão de 180 litros por segundo, suficiente para abastecer cerca de 70 mil pessoas.

Irresponsabilidade
A maioria dos incêndios acontece pela irresponsabilidade das pessoas. De acordo com os bombeiros, a provável causa destas queimadas foram guimba de cigarro jogado por quem passava pelas ruas próximas à mata.

O fato é que nesta época, com o sol forte e a umidade do ar baixa, aumenta a responsabilidade dos moradores do bairro. Para evitar as queimadas, os terrenos baldios têm que ser limpos constantemente, a prefeitura tem que fiscalizar mais, mas acima de tudo, a sociedade tem que ter educação e solidariedade com os outros moradores do bairro.

A Legislação não proíbe a realização de queimadas, mas impõe condições para que elas aconteçam da maneira mais segura possível. É importante saber que toda queimada precisa ser autorizada previamente pelo Instituto Estadual de Florestas, o IEF.
Segundo o Cabo do Corpo de Bombeiros, Adilson Alves de Souza, com um pouco de responsabilidade e seguindo corretamente as dicas, é mais fácil evitar este problema. “Muitas pessoas ainda tem o péssimo hábito de colocar fogo no lote para limpar o terreno e isso é errado. Ação criminosa e descuido das pessoas também são outros fatores que mais acontecem. A conscientização das pessoas é um importante passo para a prevenção e pode ser feita nas escolas, imprensa, instituições sociais. Para isso, é importante aproveitar cada oportunidade para divulgar os riscos e prejuízos causados pelo fogo”, informa.

 
 

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