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COLÉGIO MAGNUM BURITIS DESENVOLVE PROJETO COM FOCO NA FORMAÇÃO DE JOVENS LÍDERES

 

COLÉGIO MAGNUM BURITIS DESENVOLVE
PROJETO COM FOCO NA FORMAÇÃO DE JOVENS LÍDERES
 
A iniciativa é realizada nas turmas do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental e enfatiza a importância da liderança para os jovens estudantes.
 
Barack Obama, Margareth Thatcher, Martin Luther King e Nelson Mandela. Quando nos lembramos de nomes como esses, pensamos imediatamente em como as ações desenvolvidas por essas pessoas fizeram a diferença na história da humanidade. Muitas delas aconteceram devido, sobretudo, ao potencial de liderança presente na personalidade de cada uma delas. Com o intuito de ressaltar a importância de ser um líder desde a idade escolar, o Colégio Magnum Buritis realiza, junto aos seus alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, o projeto “Jovens Líderes”.
 
A iniciativa é dividida, essencialmente, em duas etapas. Em um primeiro momento, a supervisora Altina Naná de Castro Amorim ministra uma aula expositiva, durante a qual ela reflete sobre o papel, o objetivo e as principais responsabilidades da liderança. Depois, os alunos que possuem interesse em ser representantes de turma se candidatam e passam por uma votação, da qual participam todos os estudantes da classe. Após a apuração, são eleitos os dois que receberem maior número de votos.
 
Amorim explica que edição do “Jovens Líderes” deste ano foi desenvolvida ao longo do mês de março. Conforme a educadora, para ser um bom representante é preciso ser compreensivo, democrático, dinâmico, educado, ético, honesto, imparcial, justo e perseverante. “Ser representante de turma é uma oportunidade para o aprimoramento de várias habilidades. Isso porque estudante aprende a escutar mais, a ter paciência e a perceber as diferenças do grupo sem julgamento prévio”, ressalta. 
 
As motivações que levam um aluno a querer representar a turma são as mais diversas. Fernanda Cury, por exemplo, de 11 anos e aluna do 6º ano, sempre idealizou projetos relacionados à conservação do meio ambiente. Agora que foi eleita representante pelos colegas, ela espera ter voz junto à direção para colocar tais idéias em prática. “Sei que posso ser uma boa representante e que posso ajudar o Magnum Buritis a ser ainda melhor”, declara com entusiasmo.
 
A estudante já tem na ponta da língua a primeira ação que pretende começar a desenvolver. “Já sei o que vou sugerir na primeira reunião com os supervisores. Percebo que eu e a maioria dos meus colegas compramos cadernos novos para começar o ano letivo e, com isso, jogamos os antigos fora. Ao invés de descartar tudo na lixeira normal, poderíamos jogar na lixeira reciclável que já temos na escola. Assim, uma indústria especializada em reciclagem poderia transformar nossos cadernos velhos em novos”, conclui. 
 
Laura Hilbert Macieira, de 12 anos, também do 6º ano, teve motivos diferentes para se candidatar. A estudante, que ingressou no Magnum Buritis este ano, pensou que poderia ser uma maneira de fazer novos amigos com mais facilidade. Além disso, seria uma chance de mostrar aos seus colegas sua capacidade de liderança. “Quando soube que fui escolhida fiquei feliz e surpresa. Eu realmente não esperava ganhar, pois sou novata e as pessoas ainda não me conhecem tão bem. Como representante, vou tentar lutar por tudo o que é justo”.
 
Daniel Andrade, de 13 anos, um dos escolhidos pelo 8º ano C, aponta outras características indispensáveis a quem deseja ser um bom representante. Para ele, o líder tem que dar o exemplo, uma vez que outros alunos podem se espelhar nele. Além disso, ele deve manter um bom relacionamento, conversar e tratar bem todos os colegas, evitando panelinhas, fofocas e grupinhos fechados.
 
SER LÍDER NA ESCOLA HOJE PODE AJUDAR NO FUTURO
 
Rafael Pessoa Lima Schieber, professor de orientação profissional do Colégio Magnum Buritis e psicólogo especialista em orientação profissional, afirma que os benefícios de ser um líder podem ir além da idade escolar, se estendo até a carreira escolhida pelo estudante. “O líder ganha o respeito das pessoas por abdicar da glória e querer o que é melhor não só para ele, mas sim pelo coletivo”, explica.
 
O especialista aponta que a habilidade para lidar com o público, inerente aos representantes de turma, tende a ser muito valorizada no mercado de trabalho. “Vamos pegar como exemplo um engenheiro. Quando ele se forma e consegue o primeiro emprego, vai utilizar todo o conhecimento técnico aprendido na faculdade. Mas, à medida que ele crescer na carreira e se tornar gerente, diretor, vai ter que incorporar o espírito de liderança para gerenciar equipes e conquistar melhores resultados para a empresa”.
 
Ele acrescenta que os pais devem tentar construir no filho, o quanto antes, as características de um líder. Para ele, uma boa liderança está construída sobre um bom caráter e a segurança que cada um tem de si. Em contrapartida, não é interessante forçar o filho a integrar um projeto como esse. Para Schieber, esse interesse deve ser natural, ou então existe o risco do jovem fazer algo somente para agradar o pai ou a mãe.
 
 

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