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A facilidade e os benefícios da Coleta Seletiva

A facilidade e os benefícios da Coleta Seletiva

A cada dia que passa é notório vermos que o mundo está cada vez mais preocupado com o meio ambiente. Atitudes ditas ecologicamente corretas são alvo de discussões pelos quatro cantos do planeta. Mas o que ainda é muito errado é o pensamento de muitas pessoas que acham que esta responsabilidade é única e exclusivamente de nossos governantes, que têm sim o dever de promover políticas públicas de conservação dos bens naturais, mas que não têm o poder de controlar atitudes individuais.

Um exemplo de que se cada um fizer da sua parte é possível contribuir para a conservação do meio ambiente é a coleta seletiva. No bairro são centenas e centenas de moradores e muitos condomínios que adotaram o sistema resultando em menos degradação à natureza e ainda gerando renda. “A coleta seletiva não é só uma necessidade ambiental, mas também uma necessidade social, já que o material reciclável é levado para entidades especializadas e geram renda para os trabalhadores. Mas o principal nem é isso, mas sim o fato mesmo da conservação do meio ambiente. Se aterros tivessem apenas lixo orgânico, sua longevidade seria muito maior e a degradação seria evitada”, explica o morador Paulo Gomide, que lançou há vários anos no bairro, através da associação de moradores, o programa “Recicla Buritis”.

Ainda segundo o morador, o grande problema para emplacar de vez em todo o bairro a coleta seletiva, é o fato de os moradores pensarem que é difícil fazer a separação dos materiais que serão reciclados. “Muitas pessoas acham que têm que separar o lixo reciclável de acordo com o material que é produzido, e não é assim. Na mesma sacola podem ir garrafas de vidro e pet, papel, todo tipo de lixo que possa ser reciclado. É muito simples. Ele tem que ser separado apenas do lixo orgânico. Todo o material é entregue em cooperativas que fazem essa triagem”, ressalta.

A coleta seletiva no bairro acontece nas quartas e sextas-feiras, sendo que cada dia é num ponto específico da região. Para mais detalhes de como é feita é coleta e locais de recolhimento, basta entrar no site da associação: www.abb-buritis.org.br

Iniciativa louvável
Se o assunto é destinação correta de lixo, uma iniciativa inédita no bairro dá fim a um produto que inferniza a vida das donas de casa: o óleo usado. Jogar o produto na pia é garantia certa de um entupimento futuro, embalar numa sacola plástica e jogar no lixo é correr o risco de fazer uma grande lambança. Foi pensando nisso que a construtora Campos Empreendimentos criou uma medida simples e ao mesmo tempo muito importante para o meio ambiente. Todo óleo usado por moradores de um de seus prédios no bairro, é jogado em uma tubulação que cai direto em uma caixa com capacidade de armazenas 30 litros.

“Na cozinha dos 20 apartamentos há uma tubulação em cobre onde os moradores podem jogar o óleo até mesmo quente. Ele desce direto para esta caixa que fica em um compartimento no térreo”, explica o engenheiro técnico responsável pela obra, Ricardo de Lima Orsini.
 
Segundo o engenheiro, além de ser uma medida ecológica, é ainda rentável. “Temos já firmada uma parceria com uma empresa que vem e faz o recolhimento quando o reservatório estiver cheio. Cada litro é vendido por 0,50 centavos ou, se os moradores preferirem, são trocados por matérias de limpeza, com sabão, vassouras e outros produtos”, ressalta Ricardo.

Mas para o engenheiro, a maior vantagem mesmo é a quantidade de problemas que a novidade evita. “O maior retorno é a não poluição do esgoto. A Copasa enfrenta diversos problemas por causa de óleo. Ele não se mistura com a água e, às vezes, vira uma massa que mais parece um concreto, entupindo diversas vezes a tubulação do esgoto. A medida foi tão aplaudida pela empresa que recebemos o ‘Selo Verde’, que é um prêmio concedido a construções com responsabilidade ambiental. É uma medida simples, mas que contribui muito para a conservação do meio ambiente”, completa Ricardo.

 
 

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