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Alta velocidade continua na Maria Heilbuth Surette

Alta velocidade continua na Maria Heilbuth Surette

Após instalação de quebra-molas em trecho reto no alto da via, moradores pedem novo redutor para parte aonde motoristas continuam passando em alta velocidade

No ano passado o JORNAL DO BURITIS, através de uma demanda de moradores da avenida Maria Heilbuth Surette, trouxe uma matéria na qual mostrou o problema na via por causa da alta velocidade que os motoristas passavam pelo local. O trânsito no trecho, que até pouco tempo atrás era tranquilo, apenas usado como via de circulação local, perdera a característica se tornando um grande corredor de acesso para quem precisa sair ou chegar ao bairro sem passar pela avenida Prof. Mário Werneck.

O resultado da matéria foi uma análise feita pela BHTrans  resultando na implantação de um quebra-molas no alto da via, próximo ao número 1100. Para quem mora no trecho viu resultados instantâneos, com a diminuição brusca da velocidade dos veículos que trafegam pelo local. Mas o problema é que para quem segue no sentido Estrela D’Alva, após o redutor de velocidade tem uma grande reta ainda pelo caminho, geralmente feita em altíssima velocidade. E após esta reta, há uma descida que provoca um “ponto cego”, tanto para estes motoristas, quanto para os outros que estão no sentido contrário ou saindo de suas casas.

De acordo com o morador Ronaldo van Putten, que tem uma casa exatamente no trecho entre a reta e a descida, na altura do número 1300, o resultado disso são colisões frequentes. “Há pouco tempo o dono de uma casa em frente à minha saia de carro quando foi atingido por um motorista em alta velocidade que descia a rua e entrou neste ‘ponto cego’. Aqui também há muitas construções em andamento, o que aumenta o risco de acidentes. Depois que aqui passou a ser uma via de acesso a outros pontos e deixou de ser uma via de trânsito local, estes problemas começaram a aparecer”, ressalta.

Ainda segundo o morador, flagrantes de alta velocidade são comuns no trecho e isso só poderia ser inibido mesmo com um quebra-molas. “Já flagrei um motorista passando aqui uma vez parecendo que estava apostando corrida. Ele devia estar a pelo menos uns 100km/h. É muito perigoso, principalmente porque crianças usam as calçadas para brincar e uma hora um motorista pode perder o controle da direção e ser fatal”, diz Putten.

Como o JB fez na outra vez em que foi feita esta solicitação, a reportagem entrou em contato com o analista de trânsito da BHTrans da Regional Oeste, José Renato, que ficou de marcar um dia para que, junto com moradores e nossa reportagem, possa ir ao local e analisar o trecho. “Tem que ser estudado. Se houver a necessidade mesmo, podemos colocar um quebra-molas ou tomar outra atitude para resolver o problema”, comentou o analista.

Cruzamento dos acidentes

Por diversas vezes o JORNAL DO BURITIS trouxe matérias abordando a situação no trânsito na avenida José Rodrigues Pereira no cruzamento com a avenida Senador Lima Guimarães. O problema é que apesar de anos alertando os motoristas quando a periculosidade do trecho, as batidas continuam a acontecer desenfreadamente.

Somente no mês de fevereiro deste ano foram duas batidas, felizmente sem consequências mais graves, porém, deixando dois feridos leves. A primeira delas aconteceu no dia 18, envolvendo três veículos. De acordo com a BHTrans, um veículo descia a via quando bateu na lateral de um segundo carro que fazia a conversão para entrar na rua Senador Lima Guimarães. Um terceiro veículo, que também descia a José Rodrigues Pereira, não conseguiu parar e se envolveu na batida. Segundo os bombeiros, um homem de 32 anos ficou ferido após receber uma pancada na região lombar.

O segundo acidente, que moradores e comerciantes da região não souberam precisar o dia, aconteceu no mesmo trecho envolvendo um carro e uma moto. O motociclista caiu após a colisão e também ficou ferido levemente.

De acordo com a funcionária da Artefesta, que fica exatamente na esquina das duas vias, Miralva de Oliveira, acidentes ali são muito comuns e, na opinião dela, o ponto só não registrou tragédias maiores por sorte. “Lembro de pelo menos uns dez acidentes aqui, sempre provocados da mesma maneira. Motoristas descem a avenida José Rodrigues Pereira em alta velocidade e dão de frente com carros saindo e entrando na avenida Senador Lima Guimarães. Não sei como até hoje não aconteceu uma tragédia aqui”.

Segundo o analista de trânsito da BHTrans, José Renato, diversos estudos já foram feitos no local, mas não há uma solução para o problema. “Já fui com meu gerente neste trecho, analisamos e vimos que a única coisa a ser feita ali são os motoristas respeitarem a sinalização. O local é todo sinalizado, tem visibilidade, baixamos de 40km para 30km o limite de velocidade, mas os acidentes acontecem por causa da imprudência”, afirma.

 
 

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