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JORNAL DO BURITIS SETE ANOS LADO A LADO COM O BAIRRO

JB sete anos lado a lado com o bairro

No mês em que o JORNAL DO BURITIS completa sete anos de vida, confira uma matéria especial sobre a evolução do bairro ao longo das décadas que fizeram daqui um dos melhores lugares da capital mineira

Ao longo dos seus sete anos de existência, o JORNAL DO BURITIS está escrevendo a história recente do nosso bairro. Ambos são jovens e estão crescendo juntos. Por esta ligação tão estreita, acompanhando em detalhes tudo o que o bairro foi passando e evoluindo ao longo dos últimos anos, no mês em que comemoramos o sétimo ano do JB resolvemos relembrar um pouco da história daqui.
 
O Buritis é um dos bairros mais novos de Belo Horizonte. Até a década de 1960, a área onde fica o bairro era uma fazenda, do Sr. Aggeo Pio Sobrinho, que inclusive foi homenageado com seu nome dado ao principal espaço de lazer do bairro, o parque na avenida Prof. Mário Werneck, e uma avenida, que liga o Buritis ao Palmeiras, passando pelo Buritis II.
 
Na década de 1970, a fazenda foi dividida e os terrenos foram vendidos. Na época, a única maneira de se chegar ao bairro ainda era através da avenida D. João VI. Já no início dos anos 80, a Construtora Alcindo Vieira (CONVAP-SA), vendo o potencial da região, lançou um grande empreendimento para a construção de um novo bairro. Segundo a Construtora, aqui seria construído um condomínio fechado, sendo a região considerada Zona Residencial 2, ou seja, permitia-se a construção apenas de residenciais unifamiliares e horizontais. A construtora fez então um loteamento, abrindo as principais ruas e avenidas existentes hoje no bairro, como a avenida Prof. Mário Werneck, além da ligação com a avenida Raja Gabaglia pela avenida José Rodrigues Pereira.

SÓ CASAS

O curioso é que na época, na campanha de divulgação do projeto de construção do bairro, era comum ver frases do tipo: "O primeiro núcleo residencial de Belo Horizonte onde você jamais verá edifícios!" ou ainda: "Buritis será sempre rigorosamente horizontal!". Não é à toa que hoje em dia os primeiros moradores do bairro reclamam do adensamento desenfreado.
 
Quem lembra bem desta mudança meteórica que o Buritis foi sofrendo ao longo dos anos é a psicóloga Cristine Wajdershan e seu filho Breno Wajdershan. Moradores da rua Tito Guimarães há 13 anos, quando mudaram para o bairro havia pouquíssimos prédios e a realidade do Buritis era outra completamente diferente. “Onde fica nosso prédio eram apenas lotes vazios em volta. A única construção nesta rua era o nosso prédio, tanto que aqui era ponto de referência para quem precisava vir a este lado do bairro. Para se ter um ideia, a avenida Raja Gabaglia dava para ver aqui”, lembra Cristine.
 
E assim como os moradores que vieram pra cá naquela época, a busca pelo Buritis foi pelo fato de aqui ser um bairro tranquilo, com pouco movimento. “Quando mudamos para cá parecia mesmo uma cidade interiorana, com cavalos andando nas ruas, pássaros cantando o dia inteiro, até cobras e morcegos tinham por aqui”, explica a psicóloga.
 
Mas esta característica que chamou tanto a atenção da psicóloga não foi considerada uma boa opção para quem procurava um lugar para se viver na época. Talvez pelo fato de nesta primeira fase do bairro ser uma região bastante isolada, de difícil acesso. Apesar de os lotes terem cerca de 450m2, a infra-estrutura ser boa, ruas asfaltadas, água, luz e esgoto, poucos lotes foram comercializados. Por alguns anos, o Buritis permaneceu assim, pouco habitado, difícil acesso e sem nenhum interesse de quem procurava um imóvel.
 
Mas isso mudou a partir de 1988, quando o bairro tomou um novo rumo na sua história. Houve a mudança de classificação de sua área, que passou a ser considerada como Zona Residencial 4, permitindo a partir de então a construção de edifícios, justamente para buscar novos moradores, como foi o caso de Cristine e Breno, o que começou a chamar a atenção das construtoras. A zona Sul de Belo Horizonte já estava saturada e os empresários viram na região uma nova oportunidade de expandirem as construções. Apesar de estar localizado na zona Oeste de Belo Horizonte, muitos viram no Buritis a saída para quem queria morar na zona Sul, mas que se deparavam com altos preços.
 
“Compramos o lote onde está o prédio por um preço irrisório na época. Era uma relação custo/benefício muito boa, até porque procurávamos mesmo um lugar como aqui era: tranquilo, sossegado, afastado de toda a confusão que BH se tornara”, relata a psicóloga.


 VERTICALIZAÇÃO

Os prédios residenciais começaram então a surgir em todo o bairro. Prédios bonitos e modernos chamaram a atenção de novos casais que estavam à procura de um imóvel. Junto com eles veio o comércio que, desde então, cresce consideravelmente a cada dia. “Mesmo hoje o bairro estando muito diferente do que buscamos no início, acredito que esta transformação teve mais pontos positivos do que negativos. Quando mudamos para cá, por exemplo, tinha apenas a padaria Trigopane, que inclusive era em um imóvel pequeno bem diferente do que é hoje. Qualquer compra que fossemos fazer precisávamos sair do bairro, ou já retornar para casa com as compras feitas. Não tinha supermercado, não tinha nada, ao contrário do que é hoje: um bairro com infraestrutura completa, com bons restaurantes, cinema, shopping, tudo perto de casa”, opina Cristine.
 
O jornalista Breno Wajdershan, na época uma criança, tem diversas lembranças que também remetem a um local completamente diferente do que é hoje. “Apesar de toda a infraestrutura que temos hoje, que na época era realmente muito precária, eu gostava do Buritis como era. Tínhamos mais liberdade, tranquilidade. Eu ia para o Efigênia Vidigal, que inclusive era a única escola daqui na época, passando entre os lotes. Apesar do lazer aqui nunca ter sido muito vantajoso, era melhor do que é hoje. Nunca tivemos oportunidade de brincar de bola na rua por causa da topografia, mas era ótimo para andar de carrinho de rolimã”, recorda.
 
ESTÍMULO

Este boom imobiliário ao qual mãe e filho presenciaram já estava a todo vapor no início da década de 1990. Impulsionados pela prefeitura que buscava mais moradores para a região Oeste, um das únicas na cidade que suportava crescimento populacional, as construtoras resolveram investir de maneira desenfreada no bairro. A partir de 2000, ninguém mais duvidava do potencial desta região. A beleza do bairro, a cordialidade dos moradores, o excelente atendimento do comércio, o encanto das montanhas, suas ruas, infraestrutura excelente, trouxeram para o bairro mais e mais investimentos.
 
“Sabemos de todos os problemas que este crescimento trouxe para o bairro. O trânsito, por exemplo, acho que foi o maior deles, apesar de como profissional liberal posso fazer meu horário e, com isso, evitar transtornos ao sair e voltar para casa. Como disse, acredito que os benefícios são maiores que os problemas. Gosto tanto do bairro que se pudesse voltar atrás teria feito a mesma compra do lote onde comprei”. E a declaração é sincera, pois Cristine acaba de comprar mais um apartamento no bairro. E certamente ela está fazendo um grande negócio.

 
 

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