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Lixo: uma questão de educação e compromisso

 

Lixo: Uma questão de

educação e compromisso

No mês de outubro, o JORNAL DO BURITIS mostrou o problema de alguns comerciantes do bairro que estavam sofrendo com lixo acumulado nas ruas. Mesmo com a determinação expressa que entulhos e lixos só devem ser colocados nas ruas uma hora antes do recolhimento, às vezes, sacolas e mais sacolas de dejetos passam fins de semana inteiros sobre as calçadas, um chamativo grande para ratos, moscas e demais pragas. Isso, quando esse material não é arrastado pelas chuvas, entupindo bueiros, resultando em alagamentos, como pudemos presenciar nos últimos meses, inclusive um na avenida Prof. Mário Werneck, no mês de dezembro, noticiado até pela grande imprensa.

E bastou que a reportagem do JB desse algumas voltas pelo bairro para ver que o lixo colocado nas ruas em dias e horários errados é mais comum do que imaginávamos. Na rua Henrique Furtado Portugal, por exemplo, acompanhamos a coleta do lixo na terça-feira, dia 1º de fevereiro. Menos de uma hora depois, quando voltamos no mesmo lugar, encontramos duas lixeiras já carregadas, além de um amontoado de entulhos na esquina com avenida Prof. Mário Werneck (foto), que ficou até a coleta seguinte, que aconteceu na quinta-feira, dia 3 de fevereiro.

Mas para quem acha isso um absurdo, a situação é ainda pior em casos que lixo são colocados na sexta-feira após a coleta. Nesta situação, os dejetos passam até quatro dias expostos, já que a coleta só é feita na terça-feira seguinte. Isso, sem falar nas diversas vezes que estes sacos arrebentam e espalham o lixo pelas ruas.

De acordo com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) isso poderia ser facilmente evitado com um pouco de orientação e compromisso com o bem estar comunitário. “A coleta de lixo no Buritis é feita três vezes por semana, às terças, quintas e sextas-feiras, a partir das 8 horas. Cada rua tem seu horário de coleta aproximado. É importante que as pessoas se informem, que liguem para o telefone 156 da prefeitura, dê o endereço onde mora, que vai ser informado deste horário. O melhor horário para colocar lixo é uma hora antes da coleta”, explica o superintendente da SLU, Eduardo Hermeto.

 De acordo com Eduardo, a legislação vigente prevê sanções para quem não respeita algumas normas. “Existem punições para quem não respeita o dia, o horário e o acondicionamento do lixo. O cidadão que colocar o lixo mal acondicionado ou fora do horário ou em dia que não tem coleta está sujeito a uma multa no valor de R$ 128,12”, ressalta.

Ainda segundo o superintendente da SLU, vários fatores dificultam a coleta no bairro, por isso é ainda mais importante a colaboração das pessoas. “O Buritis é um bairro de relevo bastante acidentado, com muitos morros. O trânsito é intenso e há um grande número de moradores que geram um volume elevado de lixo. Por isso pedimos a colaboração. Não jogue lixo ou entulho nas vias públicas, córregos, lotes vagos, bueiros e encostas. Além de poluir a cidade, o lixo nas ruas entope bocas de lobo e pode provocar enchentes; no trânsito, respeite os cones de sinalização. Eles estão ali para proteger os varredores que estão trabalhando para deixar o Buritis mais limpo e bonito; embale corretamente seu lixo em sacolas resistentes, bem fechadas e de tamanho adequado, para evitar que elas se abram e espalhem o lixo nas vias públicas. Lixo não embalado, além de exalar mau cheiro, atrai animais que podem ser portadores de doenças. Não custa nada cooperar. Se todos fizerem sua parte, com certeza teremos um bairro mais agradável”, completa Eduardo.

 Patrulha contra a sujeira

Um projeto pioneiro idealizado pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) pretende coibir o depósito irregular de entulhos em Belo Horizonte. A partir deste mês, o órgão põe nas ruas agentes da “Patrulha contra a sujeira”. Num modelo de modernização do sistema de limpeza, carros da prefeitura vão circular pelos bairros, denunciando pontos com acúmulo de lixo.

 Imediatamente, serão acionados veículos de coleta para recolher grandes quantidades de resíduos e levá-los para aterros. Outra novidade é a coleta noturna motorizada nos principais corredores da cidade.

 Nos primeiros meses serão dois carros rodando pelas ruas da cidade. Um motorista e um agente de bordo, equipado com um computador conectado à internet, percorrerão as ruas observando locais com sujeira acumulada. A cada ponto será emitido um comando para uma central e, em seguida, equipes de coleta serão acionadas para recolher o entulho. “A proposta é garantir um atendimento mais rápido. Agir antes da reclamação dos moradores”, diz o superintendente de Limpeza Urbana da capital, Eduardo Hermeto. Se o formato for aprovado, o serviço deve ser ampliado para 20 carros.

 Na segunda fase do projeto, a ideia é que também seja feita fiscalização de depósitos irregulares com a punição aos infratores. Por exemplo, carreteiros que insistem em jogar entulhos em passeios, deixando a população à mercê de problemas oriundos do lixo, problema este muito comum no Buritis. Será feito registro de todas as deposições irregulares e os responsáveis multados.

 Além disso, toda a frota de caminhões será controlada por meio da central. Aparelhos de GPS informarão se as equipes de coleta cumprem o roteiro determinado, qual o tempo que levam em cada trajeto e outros detalhes. O trabalho também deve ser filmado. “A proposta é otimizar os recursos e controlar a qualidade dos serviços, detectando o que há de irregular”, explica Hermeto.

 O projeto se une à central idealizada pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB) no ano passado, que prevê a criação de um sistema de monitoramento dos serviços de limpeza. Por meio de um telefone, moradores da cidade cadastrados devem responder a um questionário periodicamente sobre o trabalho das equipes de varrição e coleta. A licitação está em andamento e deve sair do papel em meados do primeiro semestre.

 
 

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