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EDITORIAL NOVEMBRO

UM NOVO ESTILO
 
Depois de um início de segundo turno insano, onde o debate sobre a sucessão presidencial mais parecia uma guerra santa, prevaleceu a economia. Na hora de votar, o povo brasileiro se fez a seguinte pergunta: a minha vida melhorou? Para a esmagadora maioria da população, a resposta é positiva. E ela resolveu dar um voto de confiança ao Presidente Lula, elegendo a primeira mulher presidente da república no país.


A eleição deste ano apresentou dois aspectos muito interessantes. Em primeiro lugar, o brasileiro não está muito propenso em mexer em time que está ganhando. Governos que são bem avaliados geralmente estão tendo o crédito do eleitor. Aqui em Minas tivemos a vitória relativamente fácil do governador Anastasia já no primeiro turno. E um dos motivos foi a boa avaliação do ex-governador Aécio Neves.  O mesmo aconteceu com Dilma, herdeira da enorme popularidade do presidente Lula. E na maioria dos demais estados foi assim. Quem governou bem se reelegeu ou fez o seu sucessor.


Outro aspecto que está cada vez mais prevalecendo nas eleições, e esta foi bastante simbólica, é a preferência do povo por um novo estilo de político. Parece que estão com os dias contados aqueles políticos do sorriso fácil, da promessa vazia, do tapinha nas costas. O povo agora está querendo um estilo mais administrador, com capacidade gerencial, comprometido com metas e resultados.


O perfil deste novo tipo de governante está seduzindo o eleitor, que está cada mais racional e pragmático. Não foi por acaso que Lula, entre tantos políticos, acabou por escolher uma pessoa que foi, de acordo com as próprias palavras do presidente, a “gerente” do seu governo. Com Anastasia não foi diferente. No governo Aécio ele foi uma espécie de coordenador das principais ações da administração.

E esta tendência é muito positiva para o país, principalmente porque estabelece um novo paradigma para a relação eleitor/governante. Dois anos atrás, na eleição municipal de 2008, o belo-horizontino já havia feito essa escolha. A promessa fácil do “dá pra fazer” acabou sucumbindo ao estilo mais equilibrado e sincero. O prefeito Marcio Lacerda é o retrato fiel desta nova tendência.


Enquanto era chefe da Casa Civil, Dilma conseguiu impor o seu estilo “gerentona”. E agora, na condição de Presidente da República, tem tudo para consolidar o seu jeito de governar. É claro que é necessário muito diálogo, equilíbrio e paciência para construir consensos. Mas é bom ter um presidente, ou presidenta, que cobre resultados, mesmo que esse estilo possa lhe causar algum tipo de impopularidade ou antipatia.

 
 

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