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15 de Outubro - Dia do Professor

Professor: muito
além do dinheiro


Há 183 anos, mais precisamente em 15 de outubro de 1827, dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila, D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos teriam suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de várias coisas: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima — caso tivesse sido cumprida.


Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao professor, porém, sem muito ainda o que celebrar. Quem foi um professor formado nesta época, e até mesmo nas décadas seguintes, tinha mais motivos para reclamar do que comemorar: falta de incentivo, de apoio do poder público, falta de condições para exercer a profissão, entre outros problemas. A verdade, é que até hoje a profissão não é valorizada como se deveria, de acordo com a importância que representa, mas é inegável também que muito melhorou nos últimos tempos.


Há um consenso popular de que o professor é uma das profissões mais importantes que existe. Mais do que qualquer político que prometa um futuro melhor, são estes dedicados trabalhadores que são os responsáveis pelo futuro do país, já que, qualquer melhoria que possamos almejar, tudo passa pela educação.


Mas com tantos percalços, problemas, salários baixos, o que leva alguém ainda escolher ser professor? Para a pedagoga e professora do 4º ano do Colégio Efigênia Vidigal/COC, Elaine Dias de Azevedo, a resposta é simples: amor pelo que faz. “Fiz magistério em uma escola católica e quando formei fui admitida pelas irmãs. Desde o primeiro ano, quando tinha 15 anos, eu já dava aula. Minha paixão vem desde estes tempos. De lá para cá, já se passaram 20 anos, sempre com a mesma alegria, com a mesma motivação de ver os alunos com os olhos brilhando ao se encantarem com um novo aprendizado a cada dia. É maravilho!”, diz Elaine.

Para a professora, o que faz desta uma profissão especial é justamente que, quem exerçe o cargo, o faz não só pelo dinheiro. “É lógico que o dinheiro é importante, mas não é o principal. O ofício de educar é o mais representativo. Necessitamos ser valorizados sim, porque isso nos dá prazer, o reconhecimento nos motiva muito, principalmente quando parte do aluno. Quando percebemos que eles gostam de estar aqui é muito bom”, destaca.


ENCANTO PELOS MESTRES


E foi exatamente desta maneira, segundo Elaine, que começou sua história na profissão. “Escolhi ser professora ao me encantar com meus professores. Sou da escola, sempre gostei, sempre tive uma ligação muito forte com o ensino e com a aprendizagem. E fui descobrindo ao longo de minha vida que tinha o dom para isso. E juntando ao prazer do não existir rotina, sentir o encantamento das crianças, a receptividade, as descobertas mútuas e o reconhecimento delas, é o que importa. Elas me vêem na rua e fazem questão de se aproximar. Ex-alunos, que hoje estão formando, fazem questão de me convidar. Isso não tem preço”, ressalta.


E se o que importa para esta professora é o reconhecimento, motivos não faltam para ser contente com a profissão. Ao fim da entrevista, as crianças entraram na sala e fizeram questão de participar da conversa sendo todas unânimes ao destacar o amor que sentem pela sua professora. “Este carinho é a prova de que ser professor vale muito a pena”, conclui Elaine.

 
 

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