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Cadeirinha em caro agora é pra valer

Cadeirinha em carro
agora é pra valer


Entra em vigor projeto que obriga uso de cadeirinhas para crianças em carros de passeio; BHTrans realiza trabalho educacional para os pais em escolas do bairro


A lei foi sancionada em julho, mas como na época não havia cadeirinhas suficientes no mercado, o governo adiou por dois meses a obrigatoriedade. Mas a partir do dia 1º deste mês começou pra valer a lei que obriga o uso de cadeirinhas veiculares para crianças menores de 7 anos e meio de idade nos carros de passeio. A multa para quem não cumprir a lei é de R$ 191,54, além de sete pontos na carteira de habilitação e apreensão do veículo.


Segundo a Empresa de Transportes Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), a utilização do equipamento diminui em até 70% o risco de morte de crianças nos acidentes de trânsito.


Na sexta-feira, dia 3 de setembro, a BHTrans promoveu a campanha educativa "Criança a bordo, e segurança também - Quem ama sabe cuidar", em frente à escola Athena, na rua Pedro Laborne Tavares, 105, aqui no Buritis. Por meio da distribuição de panfletos, agentes orientaram os pais, motoristas e outros responsáveis pelo uso do dispositivo. Enquanto isso, palhaços e balões divertiam as crianças.
A supervisora de educação da BHTrans, Rejane Calazans, disse que o objetivo é reforçar que as multas começaram a ser emitidas imediatamente. "Estamos lembrando que a fiscalização começa pra valer e que a cadeirinha é um investimento na segurança da criança", declarou.


De acordo com a supervisora da BHTrans, apesar de a multa ser um instrumento fundamental para que a lei funcione, o mais importante é que os pais tenham a consciência de que a cadeirinha é um investimento na segurança dos filhos. “Muitos pais reclamam do preço. Mas muitos não medem esforços na hora de comprar um belo tênis e videogame importado para o filho, dão presentes dos mais altos preços. As cadeirinhas são para a segurança do filho. Por mais que seja difícil tirar e colocar corretamente, são elas as responsáveis por salvar os filhos em determinados acidentes, é isso que eles têm que compreender. É importante que o bebê ao sair da maternidade já tenha ao seu dispor o bebê conforto”, destaca Rejane.


Para se ter uma ideia do quão podr ser fatal um acidente que tenha uma criança dentro do carro, estudos mostram que um carro que bate a 40km/h representa o impacto de uma criança caindo do quarto andar de prédio. “No Brasil, 40% das mortes de crianças entre 1 e 14 anos são provocadas por acidentes no trânsito. Por ser mais frágil, a criança sofre as consequências de um acidente com mais intensidade, portanto com maior gravidade”, ressalta a supervisora da BHTrans.  

 
Contran flexibiliza as regras para transporte de crianças

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou no dia 6 de setembro alterações nas regras para o transporte de crianças em veículos que possuem apenas o cinto abdominal ou de dois pontos no banco traseiro. Nesses carros, o transporte de menores de 10 anos poderá ser feito no banco dianteiro, com o uso do dispositivo de retenção adequado para a idade da criança - o bebê-conforto, a cadeirinha ou o assento de elevação.


Ainda segundo o Contran, crianças de 4 a 7 anos e meio de idade também poderão ser transportadas no banco traseiro utilizando o cinto de segurança de dois pontos sem o assento de elevação. De acordo com o Contran, as alterações foram baseadas na atual indisponibilidade de equipamentos para transporte de crianças em veículos fabricados com o cinto de segurança de dois pontos.
No caso de a quantidade de crianças com idade inferior a 10 anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro, é permitido o transporte da criança de maior estatura no banco dianteiro, desde que utilizando o dispositivo de retenção.


Carros que possuem somente banco dianteiro também poderão fazer o transporte de crianças de até 10 anos de idade, desde que com o dispositivo de retenção adequado para a idade.

 
 

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