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Acidentes assustam na Cristovam Chiaradia

Acidentes assustam na Cristovam Chiaradia
 
Pelo menos cinco acidentes são registrados nos últimos anos em mesmo trecho da via
 

No dia 25 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Trânsito. Mas no Buritis não podemos dizer que esta é uma data a ser celebrada. Além dos diversos problemas relatados mês a mês neste jornal, como a falta de educação de motoristas e as infrações constantes, as ruas estreitas e falta de opções fazem com que o bairro enfrente hoje congestionamentos intermináveis, principalmente nos horários de pico.
 
Porém, este ainda não pode ser apontado como o grande problema no trânsito do bairro. Mais grave que qualquer uma dessas situações damos o exemplo de acidentes constantes que vem acontecendo na Avenida Cristovam Chiaradia.
 
De acordo com o professor da academia Nada Melhor, Alexandre Andruccioli Neto, que funciona em um dos trechos mais perigosos da via, pelo menos cinco acidentes foram registrados nos últimos anos no sentido Anel Rodoviário / Mário Werneck. “Desde 2004 registramos estes acidente aqui. Todos com um ponto em comum: motoristas de caminhões que falam que perderam o freio e acabaram por colidir em outros veículos”, revela.
 
No primeiro acidente presenciado pelo professor, inclusive relatado por grandes veículos de comunicação na época, um caminhão perdeu o freio e arrastou quatro carros que estavam parados no acostamento quase na divisa com
Avenida Prof. Mário Werneck.
 
Depois disso, em outro acidente no mesmo trecho, um caminhão desgovernado só conseguiu parar depois de derrubar um muro de um prédio na via. “Neste caso, o caminhão ainda carregava uma betoneira que contribuiu para que o acidente ainda fosse mais grave”, lembra Alexandre.
 
Outro acidente que provocou um susto muito grande nos moradores e comerciantes foi mais um caminhão, que mais uma vez ao perder o freio, arrastou três carros, também no mesmo trecho da via.
 
Mas para Alexandre, os outros últimos dois acidentes foram ainda piores. Em um deles, um caminhão desgovernado conseguiu passar pela Cristovam Chiaradia, atravessar a Mário Werneck e bater em um muro no outro lado da pista. Como este acidente, um trator, também sem freios, de forma idêntica, passou pela Mário Werneck e bateu no mesmo ponto que o caminhão. “Isso é para as autoridades verem que a situação aqui é mesmo muito grave. Todos os acidentes foram muito parecidos, como motoristas em alta velocidade que perderam os freios e por sorte não provocam tragédias ainda piores”, destaca.
 
PROVIDÊNCIAS
De acordo com Alexandre a grande causa dos acidentes na Cristovam Chiaradia é por causa da alta velocidade e da falta de sinalização no local. Há alguns anos foi colocado um quebra-molas em uma parte da via, mas segundo ele, insuficiente para evitar os acidentes. “Já cansamos de reclamar e pedir providências. Eles (BHTrans) falam que não podem colocar quebra-molas em curvas, mas pedimos pelo menos que venham estudar a situação e vejam que não pode continuar como está. Precisamos de placas informando aos motoristas que é uma curva em descida muito perigosa. Alguma coisa deve ser feita”, conclui Alexandre. A reportagem do JORNAL DO BURITIS enviou as reclamações do professor à BHTrans e até o fechamento desta edição o órgão não havia respondido. 
 
Imprudência na Maria Hilbuth Surette
 
Mais uma vez o trânsito no Buritis continua sendo alvo de reclamações e protestos de moradores. Mas desta vez, não são os congestionamentos ou infrações os motivos da dor de cabeça da comunidade. Moradores da rua Maria Heilbuth Surette, na parte plana da via, no trecho que vai do número 1000 a 1500, entraram em contato com o JB para informar que motoristas trafegam pela rua em alta velocidade, colocando em risco a vida de crianças e bebês que circulam pelo local com seus pais e babás.
 
Nossa equipe de reportagem esteve no local e comprovou a situação preocupante. A rua, que até pouco tempo registrava pouca circulação de veículos, está sendo usada como rota alternativa para quem deseja fugir do trânsito pesado da Prof. Mário Werneck no sentido centro, nos horários de pico, talvez por não ter nenhum semáforo e facilitar a fluência do trânsito, mesmo os motoristas tendo que dar algumas voltas até chegar em uma via arterial.
 
E o local é mesmo propício para os apressadinhos. Sem nenhum redutor de velocidade e uma reta de cerca de 200 metros, os veículos em alta velocidade são comuns no local. “Nossa preocupação é que já aconteceu um acidente que nos deixou muito assustados. Por causa das infindáveis obras de novas construções, são caminhões de empresas circulando a todo o momento junto com esses carros em alta velocidade. Tanto que uma vez, um carro em alta velocidade se deparou com um desses caminhões de repente e, para não bater, foi obrigado a jogar o carro para cima do passeio”, explica a moradora Francely Lara Castro.
 
E a preocupação aumentou justamente por causa deste episódio. No mesmo dia do incidente, pouco antes, diversas crianças e bebês estavam neste passeio. “Ficamos com muito medo depois disso. Se alguma criança estivesse na hora seria uma tragédia. Tanto que mesmo com uma área boa para circular e passear, muitos pais estão preferindo buscar meios alternativos para a recreação dos filhos, como o Parque Aggeo. Não sei se os motoristas correm tanto porque aqui é um dos poucos trechos planos e retos do bairro e, com isso, querem talvez recuperar o tempo que perdem em outros pontos. Mas o certo é que alguma coisa tem que ser feita”, ressalta Francely.
 
Buscando uma solução para o problema, diversos moradores entraram em contato com a BHTrans pedindo um estudo para ver o que seria o mais viável no local, mas até o momento, não obtiveram resposta. “Já entrei no site deles, mandei uma reclamação e um pedido para que viessem aqui, mas até agora nada. Outros moradores também me disseram que fizeram a mesma coisa. Acho que a melhor solução aqui seria um ou dois quebra molas, o que já ajudaria muito a conter o abuso de velocidade e nos daria mais segurança”, sugere Francely.
 
De acordo com o analista de trânsito da BHTrans na regional Oeste, José Renato, os moradores devem formalizar o pedido junto à empresa, seja através de e-mail, carta, fax ou pessoalmente. Após este procedimento, a solicitação é enviada a uma equipe que vai até o local para ver a viabilidade da colocação de quebra-molas ou alternativas para o problema. Caso seja aprovado o pedido, é elaborado um projeto que é executado assim que for feita a liberação de verbas.

 
 

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