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Editorial Edição de Setembro 2010

ESTÁ CHEGANDO A HORA
 
 
Uma frase dita pelo ex-governador Hélio Garcia ficou famosa no mundo político e é usada por muitos até hoje. A velha raposa da política mineira disse um dia: “a eleição só começa depois da Parada”. Por “Parada” leia-se as comemorações do dia da Independência do Brasil no 7 de setembro. A data já passou e mesmo assim o clima eleitoral ainda não esquentou. Não tem sido, por enquanto, motivo de acaloradas discussões de boteco.
 
Mas é bom que o eleitor comece a dedicar um pouco do seu precioso tempo para pensar sobre o assunto. Afinal, política, apesar de muitos acharem o contrário, é coisa séria. E neste ano vamos votar nada menos do que seis vezes: Presidente da República, Governador do Estado, Deputado Federal, Deputado Estadual e dois candidatos a Senador. Cada uma dessas escolha pode ser decisiva nos rumos que o país vai tomar nos próximos anos.
 
Fontes de informações definitivamente não faltam. Quem quiser pesquisar a vida pregressa dos candidatos possui várias formas para tomar a sua decisão de maneira muito madura e consciente. Para quem não tem tempo de assistir aos programas eleitorais, não acompanha o noticiário pelo rádio e jornais, está aí a internet como grande aliada. Nada como 15 minutos de pesquisa no Google para saber razoavelmente a trajetória e as propostas de qualquer candidato.
 
A população se queixa bastante dos políticos. Boa parte dos eleitores fala que os políticos só os procuram em tempo de eleições. São os tais candidatos “Copa do Mundo”, que só aparecem de quatro em quatro anos. Mas que tal invertermos a ordem. Será que nós, eleitores, acompanhamos devidamente o trabalho dos políticos? Será que nós, eleitores, estamos atentos e vigilantes ao que eles estão fazendo? Será que nós, eleitores, fiscalizamos o mandato de quem nós elegemos?  Já está mais do que comprovado por pesquisas que a imensa maioria do eleitorado nem sequer se lembra de quem votou na eleição passada.
 
É sempre bom lembrar que a política está mudando. E para melhor. Este ano, por exemplo, tivemos uma situação inédita no país. Um governador cassado e, mais do que isso, preso, atrás das grades, algo inimaginável até bem pouco tempo atrás. Tomara que a população do Distrito Federal jamais repita o erro de perdoar José Roberto Arruda, que já havia cometido grave desvio de conduta quando era deputado.
 
Temos agora a lei do Ficha Limpa, que pode muito ser aprimorada, mas que já está prestando um grande serviço à nação. Por causa do Ficha Limpa, vários políticos com longa ficha corrida de irregularidades podem ganhar mas não levar. Paulo Maluf em São Paulo, Joaquim Roriz em Brasília e Garotinho no Rio são alguns exemplos de quem está correndo sério risco de ficar inelegível.
 
São sinais claros de que a sociedade está exigindo cada vez mais ética e honestidade. Honradez no trato com o dinheiro público. E esta eleição é mais uma oportunidade para que a população brasileira dê mostras de que quer seguir neste caminho. A faxina pode ser lenta, morosa, mas ela está acontecendo. E com o seu voto consciente ela pode andar mais depressa.

 
 

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