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Além de proibidas, faixas de imóveis podem ser golpes

Além de proibidas, faixas
de imóveis podem ser golpes


JORNAL DO BURITIS idêntfiica “corretores” sujões; Câmara do Mercado Imobiliário alerta para risco de estelionato
 
Pelo segundo mês consecutivo o comércio do Buritis mostrou estar convencido de que os consumidores resolveram boicotar as empresas que colocam faixas. Mais uma vez não registramos nenhuma faixa de estabelecimento comercial no bairro. Mas também pelo segundo mês usamos este espaço do jornal para tentar agora dar um basta aos corretores de imóveis e pessoas físicas que continuam emporcalhando nosso bairro com suas propagandas proibidas de vendas de apartamentos.
 
Mas neste mês, assim como fizemos no caso dos comerciantes, resolvemos ir mais afundo para identificar quem são esses sujões. Pelos telefones de contato colocados nas faixas, ligamos para cada um dos infratores para saber quem são eles e quais imobiliárias representam.
 
Para triste surpresa, das doze faixas que flagramos neste mês, simplesmente cinco pertencem a corretores de uma grande rede imobiliária da cidade: a Gribel Pactual. Apesar de não podermos precisar que esses infratores agem com a conivência da empresa, o certo é que seja por displicência ou falta de interesse em saber como estão agindo seus funcionários, a empresa acaba sendo co-responsável e pode também responder pelos crimes cometidos por estes corretores.
 
Ao entrarmos em contato, nos passando como possíveis compradores interessados em saber detalhes sobre o empreendimento, os corretores identificados como Cristiane, Caio, além de Sérgio, este último não é corretor, mas nos solicitou o telefone para que um funcionário fizesse o contato conosco, usaram do mesmo artifício citando a grandiosidade da empresa para dar credibilidade à sua oferta.
 
Mas pelo que estes infratores deixaram subentendidos, se trata mesmo de uma ação particular e não conjunta da empresa, visto que todos pediram que, caso houvesse o interesse mesmo, que nós ligássemos diretamente para eles, não usando o canal comum da empresa para comprar o imóvel.
 
Quando a esmola é grande...
Algumas ofertas são muito tentadoras. Uma das faixas, por exemplo, anuncia uma cobertura no Buritis, com 220m/2 por R$280 mil, valor totalmente abaixo da tabela de mercado. Neste caso específico, se trata de um imóvel particular, cujo responsável se apresentou como Narciso.
 
Assim como neste caso, outros quatro contatos que fizemos são de pessoas físicas vendendo seus imóveis. Todos com preços diferenciados. As outras duas faixas, ninguém atendeu as ligações.
 
De acordo com a gerente administrativa e financeira da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), Edilaine Dutra, que também faz um trabalho de conscientização contra esse tipo de oferta, esta espécie de “promoção” pode se tratar de golpe.
 
“Geralmente quem anuncia em faixa coloca celular e não telefone fixo, o que complica a localização em caso de algum problema. Com isso, o comprador fica em risco. Vale lembrar que a maioria desses vendedores são autônomos que não têm credenciamento, não tem registro. E se o comprador for lesado, pode buscar um recurso, mas não consegue. Porque sem o credenciamento obrigatório para corretores, sem um telefone de contato, já que o celular pode ser mudado a qualquer momento, não há como localizar o golpista. Isso já aconteceu diversas vezes e garantimos que não tem como o comprador fazer absolutamente nada”, explica.
 
Outro fator apontado pela gerente da CMI é que o comprador paga mas não leva em alguns casos. Estelionatários se passam por donos do imóvel e conseguem tirar dinheiro das vítimas sem que elas adquiram o imóvel. “Para adquirir o imóvel, a pessoa interessada dá um sinal e quando vai verificar, o imóvel está irregular ou até mesmo pertence a outra pessoa. Para isso, o golpista se passa por comprador, pega a chave do verdadeiro e mostra para uma terceira pessoa. É onde ela consegue esse dinheiro do sinal. Vale ressaltar também que o código de ética dos corretores registrados não permite que eles façam este tipo de propaganda. Além de empresas conceituadas e idôneas também não poder usar isso com artifício, visto que é proibido pelo Código de Posturas. Ou seja, quem acha que está comprando um apartamento barato, na verdade pode estar é caindo em um belo golpe”, finaliza Edilaine.

 
 

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