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Vida de cão que nada

 

Vida de cão que nada!

 
Conheça as histórias de moradores e seus fieis companheiros, que são tratados com todas as regalias dignas de entes queridos
 
E comum escutarmos quando alguém está passando por uma fase ruim em sua vida, que está trabalhando muito, estudando sem parar, a frase “estou levando uma vida de cão”. Mas no Buritis isso não quer dizer uma coisa ruim. Na prática, o que vemos aqui é que os cães levam uma vida de puro glamour e regalias, sendo tratados como verdadeiros entes queridos e amigos da mais alta confiança.
 
E lembrando que no mês passado comemoramos o Dia da Amizade, outra frase do ditado popular também se faz presente em nosso bairro. Os moradores que têm seus cães dentro de casa são categóricos ao afirmar: “o cão é o melhor amigo do homem”. São histórias de companheirismo, dedicação, amizade pura e desinteressada.
 
Um exemplo desse companheirismo está na relação entre o morador da rua Marco Aurélio de Miranda, Marcos Leão, e seu fiel amigo Koby, um pastor alemão de um ano e quatro meses.
 
Morando sozinho, ou melhor, sem outro humano, Marcos encontrou em Koby a maneira de suprir a solidão ao mesmo tempo tendo um fiel escudeiro para todos os momentos. “Passamos a maior parte do tempo juntos. Sou professor universitário e consultor. Quando não estou na faculdade, estou sempre com ele, seja em casa ou na rua”.
 
Uma característica na relação dos dois amigos é que a máxima que diz que o cão tende a ser como seu dono, funciona mesmo neste caso. “O Koby virou um verdadeiro esportista. Eu adoro esportes e ele desenvolveu a mesma paixão me seguindo por onde vou. Sem falar que somos iguais também no temperamento, hábitos e na educação. Nossa única diferença é que ele adora futebol, mas eu não”, brinca Marcos.
 
Apesar de muito inquieto, querendo brincar a todo o momento com seu dono, Koby é extremamente educado e obediente e também não estranha as pessoas, pelo menos enquanto estão com Marcos. “Ele é muito dócil, não reclama de nada, não late, não incomoda ninguém”, destaca o professor que ainda lembra de diversos outros fatores que fazem de Koby uma criatura realmente especial em sua vida. “Ele tem a sensibilidade de um amigo de verdade. A diferença para os humanos é que ele é fiel mesmo. Temos uma relação de amizade pura, desinteressada. É um amigo silencioso, não cobra nada de mim, apenas atenção. E em contrapartida me dá muito. Me dá respeito, presença, é um companheiro para todos os momentos”, finaliza.
 
AMOR FRATERNO
Diferente do caso de amizade entre Marcos e Koby, a relação entre a administradora Paula Costa, moradora da avenida Prof. Mário Werneck, e da cadelinha Bebeu é bem mais fraterna: “minha filhinha”. É assim que Paula define seu amor pela pequena e simpática yorkshire de apenas 800 gramas e cinco meses de vida.
 
E assim como o amor materno, Paula também rodeia Bebeu com todos os mimos possíveis. “Ela tem cadeirinha pra andar de carro, banheirinha de criança, mantinha, bico, vários brinquedos, caminha, além é claro, de toda semana passar horas no petshop cuidando da beleza”.
 
E as regalias não param por aí. Quando Paula viaja, e não é possível levar Bebeu consigo, a yorkshire fica em um hotel para cães, onde dorme em compartimento exclusivo, quase um quarto de luxo, além de sair para passear, tomar sol, um verdadeiro resort canino. “Faço de tudo para retribuir o que ela me dá. É uma relação de muito carinho, respeito, sinceridade e companheirismo. Ela é um ser inocente, frágil, que depende de mim”, relata a administradora.
 
E a recompensa por toda esta dedicação com Bebeu, de acordo com Paula, está nos mínimos detalhes do dia a dia. “Todos os momentos que estamos juntas é especial. Assim que chego em casa, ela, toda estabanada, vem pra cima de mim, pede colo, fica me rodeando, só dorme na minha cama e, quando eu acordo, está ela lá, já acordada olhando pra mim, quietinha, apenas esperando pra eu fazer uma carinho nela. Isso não tem preço”, diz Paula.
 
Mas se o assunto é tratar o cão como uma filha, dona Conceição Maia, dá uma aula de amor por sua cadelinha. Sacha, ou simplesmente Sasá, é uma cadela de oito anos, da raça pequinês zero, rara de ser encontrada hoje em dia. A moradora conta que a cadela pertencia a sua filha, mas há sete anos “ela partiu” e desde então, Sacha preenche espaço no lar e vida dessa saudosa mãe.
 
A cadelinha não cresceu muito e desperta a curiosidade de quem a vê. “Sempre que saio com ela o povo pergunta se é de mentira. Já a confundiram com gato e até mico, acredita?”, conta a aposentada rindo das comparações. Conceição acredita que Sacha por instinto sabe que é muito pequena e vulnerável. “Ela morre de medo da gente pisar nela. Quando saio na rua não a deixo no chão e nem mesmo ela gosta”, explica. Por isso, ela arrumou uma bolsinha de palha para transportar o bichinho. Sacha vai dentro da bolsa a restaurantes, bancos... E tudo sem ninguém perceber, já que imediatamente ao ser colocada lá, abaixa a cabeça e não sai enquanto sua dona não autorizar.
 
A cachorrinha é mesmo diferente. Gosta de gato, mas não suporta outros cachorros. Não come ração, somente peito de frango desfiado. E para completar o mimo, adora iogurte de coco! “Todo dia de manhã ela toma uma vitamina feita com cenoura e maçã”, complementa Conceição.
 
E quem acha que isso é tudo, não se engane: Sacha todo ano ganha uma festinha de aniversário, com direito a bolo e decoração. O único problema é que os convidados da festa são todos humanos, já que a cadela é um pouco anti-social quanto aos da sua espécie.
 
E como acontece em muitos casos, para dona Conceição o valor de Sacha vem mesmo do companheirismo: “O mais importante é que a Sasá preenche esse vazio na minha vida, que ficou depois que perdi meu marido e minha filha”, conclui.
 
 

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