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Região ganha escola de basquete

Região ganha escola de basquete


Projeto que reúne cidadania e esporte é inaugurado no bairro buscando formar novos atletas e fortalecer o esporte na capital
 
Nos país do futebol, a coisa mais natural que existe é uma criança, logo após aprender a falar, já pedir uma bola. Mesmo quando ainda estão nas barrigas das mamães, os chutes já fazem parte de suas vidas. Mas como o país do futebol em 2016 vai ser também o país das olimpíadas, e consequentemente já estamos garantidos em todas as modalidades, o incentivo aos esportes especializados deve começar a ser repensado desde já.
 
Pensando nessa formação de novos atletas, mas principalmente de cidadãos, o empresário e ex-jogador de basquete Mário Valadares em parceria com a Associação Mineira de Veteranos, se reuniu com outros profissionais do basquete para criar a escola “BHZ Basqueteball Club”, situado na divisa do Buritis com o bairro Estrela D’alva.
 
“A intenção é formar novos atletas e dar uma boa opção para as crianças, inclusive as carentes, em praticar o esporte e evitar assim que elas fiquem soltas pelas ruas”, destaca Paulo Chaves, ex-técnico do Minas, Ginástico, Seleção Mineira, com larga experiência no trabalho de base.
 
Mesmo a escolinha de basquete sendo paga, a intenção é fazer dela um instrumento de inclusão social também. “As crianças que podem pagam uma mensalidade, mas temos também crianças carentes, que treinam a base de bolsas. E nossa intenção é transformar aqui um espaço social, aonde as crianças depois de frequentar a escola chegam e passam toda a tarde treinando, recebem alimentação, condução e aos poucos vão aprendendo o basquete e depois tendo condições de disputar competições. Ou seja, oferecemos toda a estrutura necessária para melhor formação deles”, explica Paulo.    
 
E por causa deste empenho e da experiência com a formação de novos atletas, Paulo Chaves acredita que desta escola possivelmente saia uma grande revelação que pode ser o futuro do basquetebol brasileiro. “Hoje estamos com sessenta garotos e pretendemos chegar a duzentos até o fim do ano. Como são todas crianças, temos condição de fazer um trabalho específico e formar revelações. Quero colocar pelo menos um jogador nessa olimpíadas no Rio de Janeiro. Quem demonstrar interesse de verdade, vou investir para torná-lo jogador profissional”, ressalta.
 
E os trabalhos de formação dos novos atletas não param por aí. Além do conhecimento dos professores, fundamental para o aprendizado dos jogadores, outro fator apontado por Paulo que vai fazer a diferença é o incentivo às crianças e as palestras sobre o esporte que serão ministradas por atletas profissionais e técnicos de basquete mais respeitados do país. “Com o investimento nestas crianças, o apoio do governo na tentativa de resgatar o esporte no país, as parcerias público-privada, acredito que vamos conseguir fazer do basquete outro esporte competitivo no país. E com o trabalho que estamos desenvolvendo aqui na ‘BHZ’ nossa intenção é fazer daqui a maior e melhor escola de basquetebol de base de Minas e futuramente do Brasil”, afirma Paulo.
 
REFORÇO DA NBA
A mesma intensidade e paixão que o Brasil tem pelo futebol, os EUA têm pelo basquete. Se aqui, por todos os cantos há um campinho com as traves para a diversão da garotada, lá há as quadras com seus tablados para as brincadeiras infantis.
 
E com esse know how no esporte, os alunos da BHZ mais uma vez saem na frente. Além do técnico brasileiro Paulo Chaves, a escola conta também com o professor norte-americano Courtney Rosegreen, ex-jogador da NBA, além de tendo atuado em vários times pelos quatro cantos do mundo.
 
Segundo ele, a diferença no esporte do Brasil para os EUA está justamente na questão cultural. “Enquanto aqui há diversas escolinhas especializadas em futebol, lá há no basquete. Como aqui há essas reuniões de garotos para brincar de futebol, lá há na mesma proporção no basquete”, explica.
 
Para Courteney, esse é o grande fator que determina a diferença na qualidade do esporte no Brasil. A falta de incentivo das escolas impossibilita que mesmo as crianças com talento tenham condições de progredir no basquete. “Não é falta de talento. Pelo contrário, vejo muito potencial nesses meninos. O que eles precisam é de técnica. E por isso é tão importante que eles aprendam ainda crianças, por a capacidade de aprendizado nessa idade é muito grande. Eles são como esponjas, absorvem tudo o que ensinamos. Se eles começam a aprender corretamente, sabem como se posicionar corretamente, têm conhecimento sobre o esporte, a medida que forem crescendo vão só se aprimorando e com certeza vão se tornar profissionais. É mesmo uma questão de ensinar a técnica que unida com o talento é capaz de formar um grande jogador de basquete”.   
 
Outro fator apontado pelo professor e ex-jogador da NBA como sendo fundamental para a formação de um atleta é a utilização do esporte como meio de disciplina da criança. “Ninguém chega a ser profissional apenas com talento e dedicação. Tem que se ter disciplina dentro e fora das quadras. Um atleta é acima de tudo uma pessoa correta em sua vida. Como me disse o Michael Jonson uma vez, ‘This game is your vida’. E é isso mesmo. Não dá pra separar. O basquete é um esporte para a vida”, conclui Courteney.
 
Serviço:
As inscrições estão abertas para novos alunos, crianças e adolescentes, feminino e masculino, entre 7 e 16 anos. Quem tiver interesse de se inscrever ou ainda em ajudar de alguma forma, basta entrar em contato pelo telefone 3378-3124, falar com Alexia. O BHZ Basqueteball Club funciona na rua Manila, 425, Estrela D’alva.

 
 

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