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Por que não aqui?

Comércio seguro
 
Bairros da região implantam “Rede de Comércio Protegido”, projeto que segue mesmos parâmetros da Rede de Vizinhos Protegidos e que daria muito certo em Centro Comercial do Buritis
 
No mês passado o JORNAL DO BURITIS trouxe como matéria de capa o esforço de moradores para acabar com arrombamento de prédios e roubos na rua Esmeraldo Botelho, implantando a “Rede de Vizinhos Protegidos”. Em uma parte da matéria mostramos também que o projeto vem se expandindo por toda a cidade ao ponto de os comerciantes estarem se mobilizando para evitar que sejam vítimas também em seus estabelecimentos.
 
Um exemplo disso está bem próximo de nós, na avenida Barão Homem de Melo, onde um grupo de comerciantes procurou o comando da 126ª Cia do 5º BPM para tentar alternativas para inibir bandidos, com cada um cuidando do estabelecimento do seu vizinho. “Depois de vários assaltos eles entraram em contato conosco e fizemos uma reunião com os interessados. O número de presentes foi muito grande mostrando que o principal eles têm, que é mesmo a vontade e o empenho para que o problema seja sanado no local”, explica o comandante da 126ª Cia, Major Claudiney de Oliveira.
 
Outro exemplo claro de que para o programa funcionar basta apenas o interesse e o empenho dos comerciantes estão nos bairros vizinhos aqui da região Oeste que têm como principal atividade comercial as confecções. Com o objetivo de tentar impedir a ocorrência de assaltos às cerca de 400 confecções existentes nos bairros Prado, Barroca, Calafate e Gutierrez, foi lançada no dia 14 de julho a “Rede de Confecções Protegidas”.
 
A ideia é adaptar a prática à realidade desses comerciantes, seguindo os mesmos princípios do programa “Rede de Vizinhos Protegidos” que serviu como molde para sua criação. Em parceria com a Polícia Militar, os comerciantes vão pensar alternativas de segurança para os estabelecimentos comerciais. Dentre as estratégias, estão a utilização de apitos para alertar atitudes suspeitas e a instalação, nas lojas, de luzes vermelhas, que, quando acesas, chamarão a atenção para situações de perigo.
 
 
Mário Werneck
O Buritis tem hoje um dos centros comerciais mais ativos e atrativos da cidade. Com lojas modernas e produtos de alta qualidade, nos tornamos alvos prioritários de bandidos. Um exemplo disso, são os constantes assaltos a joalherias já registrados na avenida Mário Werneck, justamente a via que poderia entrar facilmente no projeto de segurança.
 
“Basta apenas que os interessados entrem em contato conosco que assim como fizemos na Barão Homem de Melo, realizamos uma reunião onde explicamos os detalhes e planejamos as estratégias. Cada um ajudando a fiscalizar a loja do seu vizinho, criamos uma rede de proteção que trará segurança para os empresários, tranquilidade para os consumidores, além de inibir o bandido que verá que ali funciona a ‘Rede de Comerciantes Protegidos’. Todos os locais onde foi implantado o sistema e que tem a participação ativa dos envolvidos, conseguimos reduzir e muito as ocorrências”, revela major Caludiney.    
 
Quem compartilha desta opinião é o empresário Wesley Moreira, proprietário da Afinato - Ambientes Planejados, que funciona na avenida Mário Werneck, 2015. Apesar de felizmente nunca ter sido vítima de assaltos, o empresário já presenciou vizinhos sendo vítimas de bandidos e acredita que esta seria uma bela opção para dar mais tranquilidade a comerciantes e também a seus clientes, que poderiam fazer suas compras sem se preocupar com bandidos rondando os locais. “Qualquer medida que busca dar mais segurança para nós é válida. Infelizmente hoje vivemos numa cultura onde cada um pensa em si mesmo. Aqui, por exemplo, temos aparelhos de segurança individual, mas seria muito interessante nos unirmos para criar essa segurança coletiva”, ressalta Wesley.
 
O empresário acredita que medidas simples poderiam fazer uma grande diferença. “A instalação de placas informativas, mostrando que aqui funciona este tipo de programa, já ajudaria a inibir os bandidos. Mas para funcionar mesmo, acho que a primeira coisa a ser feita é melhorar a comunicação entre os comerciantes vizinhos, criar maneiras para que um saiba identificar quando o outro está sendo vítima de algum crime. Se criarmos esta relação mais próxima com o comércio vizinho, seria uma maneira de agregar forças e contribuir para nos fortalecer e evitarmos sermos vítimas de criminosos. Para ter um efeito realmente eficaz, é preciso que todos compartilhem da ideia e participem”, conclui o empresário.

 

 
 

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