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Menos barulho nos apartamentos

Menos barulho nos apartamentos


Novas regras para construção de edifícios preveem uso de materiais mais sofisticados para reduzir o ruído em  apartamentos. 
 
O barulho da descarga do banheiro, do salto alto andando pela casa, das discussões mais acaloradas do apartamento vizinho ou do grito de gol tarde da noite que tiram o sono e causam diversos conflitos nos condomínios, podem estar com os dias contados.
 
Entrou em vigor no mês de maio a nova Norma Brasileira de Desempenho de Edifícios, lançada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com o objetivo de melhorar a qualidade dos imóveis no mercado. Uma boa notícia para os moradores do Buritis, já que aqui é o bairro onde se concentra o maior número de espigões imobiliários e o aproveitamento por coeficiente é um dos mais altos da cidade e consequentemente o número de vizinhos é maior. 
 
“Estamos analisando com nossa equipe técnica para ver quais normas vamos ter que nos adaptar, mas desde já garanto que serão mínimas, já que sempre buscamos construir empreendimentos com materiais de qualidade que proporcionem um ambiente tranquilo com relação às novas normas sobre acústica, temperatura e ventilação”, explica o vice-presidente da Construtora Habitare, Alexandre Soares. 
 
Apesar de já estar valendo, a norma só vai ser obrigatória para os projetos protocolados nas prefeituras a partir de 12 de novembro. As instalações hidrossanitárias, estruturas, pisos, fachadas e coberturas, itens que geram muitas dores de cabeça em condomínios, terão novos parâmetros. Para esses sistemas, foram definidos vários requisitos de desempenho mínimos ao longo de uma vida útil. Com isso, os ruídos de muitos apartamentos, que causam tantos transtornos entre os vizinhos, poderão ser reduzidos.
 
As regras foram estipuladas para edifícios residenciais com até cinco andares, mas vão valer também para empreendimentos com mais de cinco pavimentos, desde que o sistema construtivo avaliado não seja afetado pela altura do edifício, como é o caso do piso interno do imóvel.
 
A normativa traz novo enfoque para itens como segurança, conforto, funcionalidade, tratamento acústico e durabilidade dos edifícios residenciais. E estabelece três níveis para as edificações: o mínimo, o intermediário e o superior. Para o nível superior, por exemplo, o índice de ruído no imóvel é mínimo. "Hoje, não existe uma norma técnica que estabelece isso. O consumidor vai poder escolher qual nível de edifício vai comprar. É como a escolha de um carro. Tem o veículo 1.0 e a BMW" afirma Roberto Matozinhos, consultor técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). A avaliação do desempenho acústico e térmico, por exemplo, poderá ser realizada através de ferramentas até hoje não muito usuais, como softwares.
 
 
Nova regra vai encarecer imóveis


Se a notícia por um lado é bastante positiva, por outro esse conforto terá um preço, que será repassado ao consumidor. "Com certeza terá acréscimo no custo do imóvel", garante o vice-presidente da área de materiais, tecnologia e meio ambiente do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Junior. Segundo ele, para cumprir as exigências técnicas da ABNT, as construtoras terão que fazer adaptações que vão gerar maiores custos.
O vice-presidente da Construtora Habitare também acredita que as normas refletirão nos preços dos imóveis. Para Alexandre, os prédios de luxo geralmente são mais bem planejados e já são construídos praticamente dentro dessas normas. "No Buritis os prédios geralmente já possuem isolamento acústico nas paredes e tubulações revestidas que diminuem o barulho. A impressão é de que pouca coisa vai ter que mudar no nosso processo construtivo para atendimento destas novas normas", acredita.

 
 

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