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Sujões da cidade podem parar atrás das grades

Sujões da cidade podem

parar atrás das grades

 

 

No ano passado a Prefeitura de Belo Horizonte deu início à guerra contra os sujões da cidade. Em setembro, já começou a retirar os outdoors irrregulares. Nos últimos nove meses, mais de 1000 placas foram retiradas, deixando o visual de algumas regiões bem mais bonito e agradável. A Avenida Raja Gabaglia, no trecho entre o BH Shopping e a Rua José Rodrigues Pereira, na entrada para o Buritis, é um exemplo disso. Em abril, a Prefeitura sancionou o novo Código de Posturas, que vai reduzir em cerca de 90% o número de outdoors na cidade até o início do próximo ano.

 

No mês passado, a prefeitura deu mais um passo nesse sentido. O Prefeito Marcio Lacerda entregou ao Procurador Geral de Justiça, Alceu José Torres Marques, um extenso relatório com registros fotográficos e notificações das colagens de propagandas em locais irregulares. O prefeito solicitou o apoio do Ministério Público Estadual para a adoção e aplicação de medidas, tanto na esfera cível quanto criminal, contra os agentes poluidores.

 

A fiscalização municipal constatou a existência de um grande número de cartazes de propaganda irregulares, afixados em muros, paredes e postes, prática que vem causando a poluição visual, a degradação de equipamentos públicos e prejuízos ao meio ambiente. O combate à poluição visual é uma das ações do Movimento Respeito por BH. A fiscalização municipal localiza os responsáveis pelas colagens, identifica-os e aplica as penalidades administrativas previstas no Código de Posturas do Município. Porém, outras sanções não são aplicadas porque o órgão municipal fiscalizador não tem competência para tomar medidas legais, o que vem contribuindo para o aumento desta prática que tem consequências negativas para a cidade.

 

Para o prefeito, os instrumentos legais que a PBH possui na área administrativa não têm sido suficientes para coibir o abuso que está sendo cometido pelos infratores. “Cada regional possui fiscais de posturas urbanas. Eles identificam os infratores, através dos telefones dos cartazes, deslocam-se até as pessoas e aplicam a multa. Mas esta ação não tem sido suficiente. Como essas infrações podem ser enquadradas como crime ambiental e de danos ao patrimônio público ou privado, tomamos esta iniciativa de solicitar ao Ministério Público que tome medidas na área cível e criminal contra esses infratores”, disse.

 

Segundo Alceu José Torres Marques, “temos muito o que colaborar e acho uma medida muito interessante. Esta é uma forma de escolhermos a cidade que queremos no futuro. É bom frisar que este não é um trabalho da Prefeitura ou só do Ministério Público, e sim um desejo da maioria da pessoas que convive em Belo Horizonte”, ressaltou. De acordo com a promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo, Marta Larcher, este tipo de conduta está prevista no mesmo tipo penal da pichação. A penalidade é de um a seis meses de detenção.

 

Marcio Lacerda considera que a atitude dos infratores é absolutamente contrária aos princípios de civilidade. “Sabemos que a maioria dos moradores da cidade querem uma BH limpa, bonita e valorizada e por isso, esta minoria que desrespeita e suja a cidade, precisa de uma repressão maior”, salientou.

 

Faixas reduzem 60% no Buritis

Campanha contra sujões surte efeito com a colaboração dos

 moradores que estão boicotando as lojas poluidoras do Buritis

 

Depois de seis meses de campanha contra as faixas no bairro, os sujões começam a dar sinais de recuo. Com a adesão cada vez maior de moradores boicotando essas lojas, que tanto incomodam o bairro com a poluição visual causada pelos engenhos publicitários irregulares, os empresários parecem ter percebido o erro na estratégia de marketing e a falta de respeito que têm cometido. E muitos parecem ter optado por não mais colocar essa propagandas proibidas.

 

Para se ter uma ideia do quão menor foi o número de faixas afixadas em maio nas ruas do bairro, segundo a fiscalização da Regional Oeste, no último mês, foram recolhidas 21 faixas, sendo que esse número chegou a ser de 30 faixas por semana.

 

E para mostrar que o JORNAL DO BURITIS não abriu esta campanha com a intenção de falar mal de nenhuma loja, mas sim de tentar mostrar que existem maneiras melhores, mais eficazes e dentro da lei para divulgar seus produtos, sem que estes provoquem sujeira no bairro, a grande poluidora do Buritis nas últimas cinco edições desta campanha, a Ahaze, fazemos questão de informar que neste mês foi a campeã em limpeza, não colocando sequer uma faixa nas últimas quatro semanas, segundo a fiscalização da Regional Oeste.

 

Porém, nossa campanha não se limita tentar conscientizar somente uma loja que estava fora da lei, mas tentamos mostrar e buscar a conscientização de todos os comerciantes que usam nosso bairro como ganha pão e, consequentemente, deveriam tratá-lo com mais respeito e responsabilidade. Se a redução foi de quase de 60% nesses engenhos publicitários, a campanha continua até que tenhamos chegado a marca de nenhuma faixa afixada nas ruas do Buritis.

 

Por isso, mais uma vez, o JB traz a lista do sujões para que, com a ajuda dos moradores, que estão cada vez mais engajados na campanha, não comprando produtos nestas lojas, consigamos, a que tudo indica, em breve, acabar com essa praga no bairro.

 

Falta de Gabarito

 

Há três meses consecutivos, a churrascaria Gabaritus, que no passado chegou a ser uma das mais conceituadas da cidade, também vem mostrando sua falta de respeito pelo bairro. Com três faixas afixadas em maio, ela foi eleita a sujona do mês.

 

Abaixo dela, com duas faixas, está a Divina Pizza, com propagandas na Prof. Mário Werneck e José Rodrigues Pereira; e a escola para concursos Click, que também afixou duas faixas neste mês, na Prof. Mário Werneck e Walter Guimarães Figueiredo.

 

Com uma faixa afixada estão a Papel de Parede, Escolinha de Basquete, empresa de conversão de vídeo VHS para DVD, Patuá, além, é claro, dos diversos anúncios de venda e aluguel de imóveis por pessoas físicas, que somam um total de 9 faixas.  

 

 
 

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