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Cadeirinhas para crianças em carros agora é obrigatória

Cadeirinhas para crianças

em carros agora é obrigatória

Os papais e mamães do Buritis devem ficar atentos ao tipo

adequado do suporte para garantir a segurança dos filhos

 

Um bebê acolhido nos braços da mãe no banco traseiro do carro é uma cena comovedora; uma criança inquieta, que pula para lá e para cá no carro em movimento também pode parecer divertido. Mas a verdade é que quem permite isso não imagina os riscos que uma cena aparentemente tranquila como essas pode acarretar em caso de acidente.

 

Pensando nisso, a partir do dia 9 de junho entra em vigor uma lei que torna obrigatório o uso do dispositivo de retenção adequado para transportar as crianças de até sete anos e meio no automóvel. Conforme a idade, os papais e mamães de crianças nesta faixa etária — boa parte da população do bairro se encaixa nesse perfil —, devem ficar atentos ao suporte adequado. As opções são o bebê conforto, cadeirinha ou "booster".

 

De acordo com especialistas, a medida era necessária porque, no caso de crianças, o cinto é insuficiente. A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou que a utilização correta da cadeirinha reduz em 70% a possibilidade de morte de um bebê em acidente. Em relatório da entidade do ano passado, a pior avaliação do Brasil, dentre cinco itens de segurança viária, foi em relação ao uso das cadeirinhas: nota 4, numa escala até 10.

 

Só nos primeiros sete anos desta década, mais de 180 mil crianças foram vítimas de acidentes de trânsito no país, das quais mais de 8 mil morreram. Há, porém, obstáculos e deficiências que colocam em xeque o sucesso da medida. Segundo a OMS, de 178 países avaliados, embora a norma existisse em mais de 90% dos ricos e 20% dos pobres, em apenas 14% a lei era eficiente.

 

No Brasil, a regra previa que ela seria precedida de campanhas por parte do poder público, o que até agora não aconteceu. Os empecilhos se estendem ainda às dificuldades para a fiscalização correta e ao comércio. Para se ter uma ideia, hoje há modelos que variam de R$ 150 a mais de R$ 1.000, valores altos para a população de baixa renda. E não há variedade de marcas populares, segundo a Abrapur (Associação Brasileira de Produtos Infantis), que ressalta que a criança precisa de três assentos diferentes até os sete anos e meio.

 

Mas para quem pode pagar, as opções são consideradas satisfatórias pelo Inmetro. De um ano para cá, só cadeirinhas certificadas pelo instituto podem ser vendidas nas lojas.

 

Helena Fernandes é um das moradoras que se anteciparam à medida e garantiu a segurança das filhas. Mãe de Letícia, de 2 anos e sete meses, e de Clarissa, de 11 meses, Helena explica que a segurança das filhas sempre foi prioridade. “Desde que elas saíram da maternidade o carro já estava equipado. Acho isso super importante e imprescindível. Já é provado que somente esse suporte é capaz de proteger as crianças. Inclusive, de acordo com o crescimento delas, vou trocando a cadeirinha para dar ao máximo a segurança para elas”, destaca.

 

A moradora ainda lembra de casos trágicos e que, quando o assunto é carro, os cuidados nunca são demais. “Tenho um caso muito próximo de um pai que levando seu filho, bateu na traseira de um veículo e o filho de cinco anos acabou morrendo depois de ser arremessado do carro. As pessoas têm que ter a consciência que o carro é uma arma e seus riscos devem ser minimizados ao máximo”, conclui.   

 

Um detalhe na lei que pode incentivar ainda mais o uso das cadeirinhas é a penalidade para quem desrespeitar a regra. Quem for pego levando criança de até sete anos e meio sem a cadeirinha ou suporte equivalente cometerá infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e sete pontos na CNH.

 

 
 

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