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Cruzamentos perigosos no Buritis

Cruzamentos perigosos no Buritis

 

 

Moradores reclamam da dificuldade de sair de algumas ruas adjacentes do bairro para entrar na Mário Werneck

 

 

Engarrafamentos, acidentes, risco de atropelamentos e por aí vai. O trânsito em alguns pontos do Buritis parece estar completamente fora de controle. Depois da duplicação, reforma e melhora na sinalização da avenida Professor Mário Werneck, do trecho que vai da Paulo Piedade Campos até a praça Aroldo Tenuta, o tráfego de veículos melhorou bastante. Mas outro trecho da mesma via vem dando muita dor de cabeça para os moradores das ruas adjacentes.

 

Da Praça Aroldo Tenuta até a rua Deputado Cristovam Chiaradia, são pelo menos três cruzamentos que obrigam os motoristas a se aventurarem para conseguir entrar na Mário Werneck: rua Cônsul Walter e Dr. Célio Andrade, Maria Heilbuth Surette e a própria Chistovam Chiaradia. 

 

De acordo com o analista de trânsito da BHTrans, José Renato Oliveira, o problema já foi notado pela empresa, mas soluções são difíceis. “Pontos como nos cruzamentos com Cônsul Walter e a continuação dela, que é a Dr. Célio de Andrade, a situação é mesmo mais complicada. Igual a ela nós tínhamos antes na rua Dr. Lucídio Avelar, próximo ao Banco do Brasil. Lá colocamos um semáforo que resolveu o problema. Mas na altura da Cônsul Walter e Dr. Célio Andrade, por ser em curva, não temos como colocar um sinal”, explica.

 

O local é mesmo um dos mais críticos do bairro. Segundo o gerente do Posto Ale, Antônio Luiz de Oliveira, que presencia todos os dias os problemas, justamente pelo posto estar localizado na esquina entre as três vias, a permissão para que o motorista faça qualquer tipo de conversão no local causa tumulto e confusão. “Quem está descendo a Mário Werneck pode seguir reto, virar à direita para a Cônsul Walter, fazer o retorno para subir a Mário Werneck e ainda virar à esquerda para a Célio de Andrade. Quem está subindo tem as mesmas opções. Ou seja, são oito opções diferentes de trânsito no mesmo local. Nenhum motorista consegue prever todas as possibilidades ao mesmo tempo do que pode acontecer lá”, explica.

 

E o resultado disso, de acordo com o gerente, são constantes acidentes. “Nos horários de pico, a situação fica caótica. Pelo menos uma vez por semana acontece um acidente aqui. Outro problema é o ponto cego na Mário Werneck próximo ao cruzamento. Quem está descendo perde completamente a visão. Alguma coisa precisa ser feita com urgência, se não os problemas só tendem a aumentar”, opina Antônio. 

 

Já nos outros pontos, segundo o analista de trânsito, José Renato, existe até uma “intenção” de resolver o problema, mas por causa dos projetos que estão na frente para serem analisados, dificilmente a obra sairá do papel, pelo menos por enquanto. “Já temos várias solicitações de moradores. Fizemos um estudo e vimos a necessidade de colocar um semáforo na Maria Hilbuth Surette, pois aquela rotatória não esta mais funcionando. Na Cristovam Chiaradia, precisamos construir uma rotatória. Nossa intenção é desenvolver um projeto que pegue todo esse trecho, e sabemos a necessidade disso, mas não temos previsão ainda para quando esse projeto poderá ser desenvolvido”, reconhece.

 

 “O Buritis é o bairro que mais recebe verbas para o trânsito na cidade, justamente porque há um consenso de que a situação aqui é bem mais complicada. Mas para grandes projetos como o que foi feito no trecho da Mário Werneck entre Paulo Piedade Campos e Praça Aroldo Tenuta, precisamos de mais recursos. Nós estamos cobrando muito isso por parte da iniciativa privada. Se as construtoras são as grandes responsáveis pelos problemas no trânsito, nada mais justo que elas investirem na solução. Ainda não é certo, mas estamos para conseguir que uma construtora que está desenvolvendo um grande projeto nas imediações da Cônsul Walter assuma a responsabilidade por algumas obras, inclusive nesse cruzamento que tanto está gerando problemas”, conclui José Renato.

 

 
 

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